A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
6 pág.
Gastro   Carcinoma Hepatocelular

Pré-visualização | Página 2 de 3

entre 1–2 cm: deverão ser investigados com dois exames contrastados dinâmicos. O 
diagnóstico é fechado diante da positividade dos dois métoos. Se somente um ou nenhum deles tiver 
características vasculares de hepatocarcinoma, partir para biópsia guiada por TC ou USG. 
A biopsia fecha o diagnóstico, mas, se negativa, não exclui. O paciente com nódulo >1 cm e biópsia 
negativa deverá manter o seguimento, repetindo a biópsia caso a lesão cresça. Ás vezes, o diagnóstico 
sai a partir da ressecção de um presumido adenoma, que, à biópsia de congelação, mostra ser um 
hepatocarcinoma. 
 
Aula: 
Clínico 
o Doença silenciosa; 
o Sintomatologia específica só em estágios avançados (tumor volumoso ou disseminação 
extrahepática); 
o Dor em abdome direito, astenia e emagrecimento; 
o Região de baixa incidência, uma piora clínica de paciente cirrótico fala a favor de CHC; 
o Regiões de alta incidência o CHC tende a ocorrer em pacientes mais jovens, tumores são grandes e 
frêmitos e sopros subhepáticos podem ser detectados. 
 
 Exames laboratoriais 
o Avaliação geral, provas de função hepática, marcadores para hepatite B e C, perfil de coagulação; 
o (lembrar de revisar os antígenos para HBV e os seus significados, vai que Dilson coloca na prova, sei 
lá); 
o Marcadores tumorais – não ajudam muito; 
o Alfafetoproteína (AFP): 
o Triagem no rastreamento de pacientes de alto risco; 
o Relação direta entre níveis de AFP com diferenciação e tamanho do tumor; 
Scheila Maria 
2016 
4 
 
o Baixa sensibilidade (36-65%), eleva-se em outros tumores, hepatites, cirrose; 
o Especificidade de 76-94%, valor preditivo positivo (9-50%). 
o Nível superior a 400 ng/mL são específicos para CHC. 
o Desgamacarboxiprotrombina (DCP): 
o Protrombina anormal elevada em 57,7% dos pacientes; 
o Pouca acurácia no rastreamento; 
o Marcador de invasão celular, não sendo um bom teste para diagnóstico precoce; 
o Exame caro, invasivo, em desuso; 
o Está elevado em condições benignas (pancreatite, colangite, cirrose). 
 
 Exames de imagem 
o USG; 
o TC; 
o RNM; 
o Angiografia hepática; 
 
 
8) Tratamento 
A maioria dos pacientes com CHC tem duas doenças hepáticas, cirrose e CHC, sendo cada uma delas 
uma causa independente de morte. A presença da cirrose geralmente traz problemas para cirurgia de 
ressecção, terapias ablasivas e quimioterapia. Os pacientes que apresentam com tumores avançados( 
invasões vasculares, sintomas, disseminação extra-hepática) apresentam sobrevida média de 
aproximadamente 4 meses com ou sem tratamento. 
 
Estágios I e II do CHC 
Os tumores de estágio inicial podem ser tratados de maneira bem-sucedida com o uso de várias 
técnicas, como a ressecção cirúrgica, abação local e terapias de injeção local. Pelo fato de a maioria dos 
pacientes com CHC sofrer de um defeito de campo no fígado cirrótico, eles apresentam risco de 
múltiplos tumores hepáticos primários subsequentes. Muitos terão, doença hepática subjacente 
significativa e talvez não tolerem perda cirúrgica maior de parênquima hepático e poderão ser elegíveis 
para transplante ortotópico de fígado (TOF). 
 
A) Excisão cirúrgica O risco de hepatectomia de grande porte é elevado, devido À doença hepática 
subjacente e ao potencial risco de desenvolver insuficiência hepática, porém é aceitável em 
casos selecionados. A oclusão pré-operatória da veia porta pode, algumas vezes, ser realizada 
para provocar atrofia do lobo acometido pelo CHC e hipertrofia compensatória do fígado não 
acometido, possibilitando uma ressecção mais segura. 
Nos pacientes cirróticos, qualquer cirurgia de fígado de grande porte pode resultar em 
insuficiência hepática. Apenas os pacientes com categoria Child A devem ser considerados para 
ressecção cirúrgica. Os pacientes nas categorias de Child B e C como CHC nos estágios I e II 
devem ser encaminhados para TOF, quando apropriado, assim como os pacientes com ascite ou 
história recente de sangramento de varizes. 
B) Estratégias de ablação local A ablação por radiofrequência (ARF) usa calor para fazer ablação 
dos tumores. O tamanho máximo das sondas permite uma zona de necrose de 7 cm, que seria 
adequada para um tumor de 3 a 4 cm. O tratamento de tumores próximos dos pedículos portais 
principais pode levar à lesão e obstrução do ducto biliar, o que limita a localização de tumores 
anatomicamente adequados para essa técnica. 
C) Terapia por injeção local Vários agentes foram usados para injeção local nos tumores, mais 
comumente o etanol (IPE). A IPE provoca a destruição direta das células cancerosas, mas não é 
seletiva para o câncer e destrói as células normais nas regiões adjacentes. Requer múltiplas 
injeções. 
Scheila Maria 
2016 
5 
 
D) Transplante de fígado (TOF) Uma opção viável para tumores de estágios I e II no contexto da 
cirrose é o TOF, possibilitando uma sobrevida que se aproxima daquela para casos sem câncer. 
Para o CHC avançado, o TOF foi abandonado, em virtude das altas taxas de recidiva do tumor. 
CHC de estágio III e IV 
Existem menos opções cirúrgicas para os tumores de estágio III acometendo estruturas vasculares 
importantes. Nos pacientes sem cirrose, uma hepatectomia maior é viável, embora o prognóstico seja 
ruim. Devido à natureza avançada destes tumores, mesmo a ressecção bem sucedida podem ser 
acompanhada de rápida recidiva. Tais pacientes não são considerados candidatos a transplante devido 
às taxas altas de recidiva do tumor, a menos que seus tumores possam ser reclassificados em um 
estágio mais baixo com terapia neo-adjuvante. 
A) Quimioterapia regional Há uma vantagem de sobrevida para TACE em um subgrupo 
selecionado de pacientes, com uso de doxorrubicina e cisplatina. 
B) Tendências atuais Vários novos tratamentos estão sendo avaliados para o CHC. Estes incluem 
agentes biológicos, como Raf quinase e inibidores do fator de crescimento endotelial vascular ( 
VEGF); o Ítrio parece ser promissor, sem as toxidades da quimioterapia, e a vitamina K2 parece 
evitar as recidivas após ressecção. 
Aula 
Ressecção cirúrgica 
o Melhor opção de tratamento em pacientes sem cirrose; 
o Deve ser individualizado nos fígados cirróticos; 
o Candidatos: 
o Tumor único 
o Excelente reserva funcional (childA ou bilirrubinas normais e alguns childB cuja ressecção 
programada seja pequena); 
o Contra indicações 
o Hipertensão portal significativa (>10mmHg nas veias hepáticas maiores) + varizes 
esofagianas; 
o Esplenomegalia + plaquetas < 100.000/mm³; 
o Casos duvidosos 
o Fazer volumetria hepática e taxa de depuração do verde de indocianina. 
o Morbidade 38% e mortalidade 3-5%. Sobrevida 5 anos de 23% 
o Recorrência 
o Tamanho do tumor 
o Baixa diferenciação celular 
o Invasão macro ou microvascular 
o Disseminação para nódulo satélite 
o Manutenção de órgão de alto risco para formação de nódulos displásicos; 
o Quimioterapia ou quimioembolização adjuvante não mostrou benefício. 
Transplante hepático 
o Tratamento de escolha para cirróticos com tumores únicos até 5 cm ou 3 nódulos de 3 cm; 
o Sobrevida 70% em 5 anos / taxa recidiva 15% 
o Critério gravidade MELD (Model for end stage liver disease) 
o Prediz mortalidade no primeiro trimestre pós-procedimento (dosagem bilirrubina, protrombina e 
creatinina) 
o 20 pontos – inclusão em lista de espera 
o 24 pontos – após 3 meses 
o 29 pontos – após 6 meses 
o Critério de CHILD 
o Alcoolização percutânea, radiofrequência, embolização e quimioembolização de tumores. 
Ablação local 
o 80% em tumores < 3 cm de diâmetro e 50% em tumores entre 3-5 cm 
Scheila Maria 
2016 
6 
 
o Sobrevida 5 anos: 40-70% 
o Pacientes child A com tumores menores que 2 cm são os principais candidatos, mesmo assim não 
alcança o resultado do tratamento cirúrgico; 
o Radiofrequência: 
Quimioembolização arterial 
o Forma mais frequente de tratamento do CHC irressecável

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.