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AMBEV   Análise Economia   Fusões e Aquisições

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FUNDAÇÃO ESCOLA DE COMÉRCIO ÁLVARES PENTEADO - 
FECAP 
GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS ECONÔMICAS 
 
 
 
 
EVERTON COSTENARO 
KELVIN ALENCAR 
LEONARDO CARVALHO 
MATHEUS LICCIARDI CASTILHO FERREIRA 
SAMER SERHAN 
 
ANÁLISE DE CONCENTRAÇÃO – AMBEV 
 
 
 
 
 
São Paulo 
2015 
 
Sumário 
1. Introdução ............................................................................................................. 3 
1.1 Everton ............................................................................................................... 3 
1.2 Kelvin ............................................................................................................... 10 
1.3 Leonardo ........................................................................................................... 13 
1.4 Matheus ............................................................................................................ 16 
1.5 Samer ................................................................................................................ 21 
2. Referências Bibliográficas .................................................................................. 24 
 
 
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1. Introdução 
1.1 Everton 
VII. REQUISITOS DO ART.54 DA LEI 8.884 94 
VII.1. Das Eficiências da Operação 
 
Pelo menos uma das três condições seja cumprida: 
i)aumentar a produtividade; 
ii) melhorar a qualidade de bens e serviços; 
iii) propiciar a eficiência e o desenvolvimento tecnológico ou econômico 
 
VII.1.1 Considerações Iniciais 
 
CREDIBILIDADE DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS PELAS REQUERENTES 
 
É necessário entregar às evidências das empresas participantes da fusão para que o órgão 
responsável possa fazer a análise de todo material. Segue abaixo a ordem cronológica dos 
fatos: 
 
02-07-99 = Foram entregues os documentos da operação. 
16-11-99 = Relatório da Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE) protocolado 
pela Secretaria de Direito Econômico (SDE). 
 = SEAE indicou a falta de informações sobre alguns pontos da fusão. 
06-12-99 = As empresas requerentes após rejeitar a afirmação da SEAE, apresentaram nesta 
data um novo documento na SDE. 
07-12-99 = Novo documento é levado a SDE, somando 400 páginas entre este e do dia 
anterior. 
10-01-00 = Reunião marcada para debater as dúvidas surgidas após o recebimento destes 
documentos. Houve discordância em relação ao material entregue um mês antes e dos 
documentos apresentados nessa reunião. 
 
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Divergências apontadas: 
*A composição dos ganhos ficou com uma diferença de quase três vezes o valor entre uma 
apresentação e outra. 
*Renegociação da dívida. 
*Diferenças entre os valores que as empresas apresentaram como eficiências. Sendo 
apresentados três valores diferentes nos três documentos que forem entregues aos órgãos 
responsáveis. 
*Diferença entre os valores apresentados quando se refere à informática. 
 
Concluindo que depois do recebimento dos números, ficou claro por parte do órgão 
responsável que a credibilidade dos dados ficou bastante prejudicada, dado que as 
metodologias de cálculo foram modificadas no limite do tempo para entregue dos mesmos. 
 
TRANSFERÊNCIA DE PRÁTICAS GERENCIAIS 
 
Foi apontado pelas requerentes na apresentação dos documentos, que seria possível uma 
transferência rápida e automática das atividades gerenciais, sendo implementadas as práticas 
de gestão usadas na Brahma para a condução da Antarctica. 
 
O órgão responsável não acredita que essa transferência se possa dar de modo rápido, sendo 
usados exemplos de outros casos que tiveram dificuldade nesse processo, dada a 
incompatibilidade de culturas entre as empresas participantes. 
Concluiu-se que, a transferências das melhores práticas de gestão para ambas as empresas 
participantes na fusão trariam sim benefícios, mas não no espaço de tempo sugerido para elas. 
Foi destacado também que as práticas de “melhor gestão” se destinam somente a Brahma, não 
sendo algo padrão entre as outras cervejarias. 
 
VII.1.1 Eficiências na Área Industrial 
 
Dados confidenciais mostrando somente a metodologia de cálculo e este não aceito por 
motivos não divulgados publicamente. Além desse item, não foi usado o fator que geralmente 
é adotado para a utilização média das fábricas. 
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Novamente foi apontado pelo órgão responsável que os cálculos utilizados pelas empresas 
entraram em contradição e alterações durante o processo. Sendo admitido um valor de XX 
milhões de R$. 
 
TRANSFERÊNCIA DAS MELHORES PRÁTICAS 
 
Primeiramente são analisados os custos fixos apresentados pelas empresas. São eles: 
 
-Aluguéis de imóveis; 
-Despesas gerais. 
-Despesas pessoais; 
-Informática; 
-Jurídico; 
-Manutenção; 
-Terceiros. 
 
REDUÇÃO DOS CUSTOS DE PUXADA 
 
É notado inicialmente que os custos para retirada dos produtos da fábrica é de 
responsabilidade dos distribuidores e arcados por eles mesmos, não podendo assim, entrar 
como uma das eficiências da fusão, dado que foi formalmente frisado a independência dos 
distribuidores em relação ás fábricas. 
 
Aquisição de software por parte do distribuidor para diminuir seus custos 
 
Porém foi admitido que em casos de um distribuidor Antarctica estivesse mais próximo de 
uma fábrica da Brahma, este agora poderá diminuir seu custo abastecendo seu caminhão de 
mercadorias na fábrica da Brahma, ao invés de ir inicialmente a Antarctica. 
 
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As empresas destacam que é difícil, dado o número de variáveis envolvidas, calcular um 
número médio de km que os distribuidores poderiam passar a percorrer para retirar os 
produtos. Entre as variáveis apontadas, está que nem todos os Estados possuem estradas 
alternativas para chegar ao ponto final. 
 
Novamente é notada uma diferença de valores apresentados nos cálculos em cada um dos 
documentos, sendo no segundo apresentado um software que não era citado no primeiro. 
 
É lembrado pelo órgão responsável que essas melhorias não implicam diretamente em 
redução nos custos para o consumidor final. Primeiro porque não há garantias que essa 
diferença seja passada ao consumidor e a outra é que essa diferença pode ser diretamente 
passada aos distribuidores sem haver repasse aos consumidores. Sendo essa última à hipótese 
mais plausível, dada que não haveria motivo para que uma empresa recusasse obter maiores 
lucros se ela pudesse. No final foi aceito o parecer que considera uma redução nos fretes 
como um fator positivo. 
 
É citada novamente a questão de transferências de modelos de gestão praticados na Brahma 
para a Antarctica, o que esbarra também no já citado problema de diferenças culturais que 
impediria a economia dos valores previstos para o primeiro ano, sendo para o segundo ano 
algo mais plausível. 
 
REDUÇÃO DOS CUSTOS VARIÁVEIS – EMBALAGENS PET – CO2 
 
Em relação aos custos variáveis, as empresas requerentes apontam que iriam racionalizar o 
uso de equipamentos para sopro de embalagens PET, que foi aceito pelo órgão responsável, 
além da questão do CO2 que também não passou por restrição dado o pouco valor 
significativo. 
 
VII.1.4 Eficiências na Área Administrativo-Financeira 
 
RENEGOCIAÇÃO DA DÍVIDA DA ANTARCTICA 
 
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As empresas apresentaram evidências que a fusão entre elas apresentará uma economia de XX 
milhões de R$ anuais, dada a partir da renegociação da dívida da Antarctica. Esse saldo seria 
proveniente de taxas que são atualmente destinadas a Brahma, e que seriam agora praticadas 
também pela Antarctica. 
 
O órgão responsável acredita que a AmBev terá um perfil patrimonial e financeiro diferente