Pragas de pastagem

Pragas de pastagem


DisciplinaProd. e Conserv. de Forragem5 materiais57 seguidores
Pré-visualização1 página
Pragas das pastagem
O Brasil é um dos principais produtores de carne no mundo, a qualidade das pastagens e sua grande extensão territorial contribuem para essa afirmação. As pastagens constituem-se como principal fonte de alimentos para os herbívoros, devendo ser conduzida de forma igual as culturas agrícolas.
O estabelecimento e manutenção dessas pastagens, estão sujeitos a vários fatores que iram interferir na produção de carne e leite. Um dos fatores que mais comprometem a pastagens é o surgimento de pragas.
Dentre essas pragas estão os insetos e as plantas daninhas, o não controles dessas pragas resultara em uma menor produtividade o que refletira diretamente na produção animal.
CARACTERIZAÇÃO DO AGROECOSSISTEMA
As pastagens são culturas perenes, o que permite sua utilização por um longo período de tempo. São cultivadas em grades extensões territoriais substituindo o ambiente natural ali existente. 
Estas pragas são divididas em grupos segundo os locais de ataque:
Nas raízes: cupins, percevejo castanho.
Nos perfilhos: cochonilha, percevejo-das-gramíneas, cigarrinhas.
Nas folhas: lagartas, saúvas e gafanhotos.
IDENTIFICAÇÃO DAS PRAGAS
Pragas Chaves
Cigarrinha das pastagens
As cigarrinhas são insetos sugadores de seiva na planta. Os adultos vivem nas folhas das pastagens, enquanto que as formas jovens (ninfas) vivem na região do colo da planta, protegidas por uma espuma branca(A).
PREJUÍZOS
As ninfas sugam a seiva das plantas depauperando-as, causando seu desequilíbrio híbrido e levando-a a absorver um maior volume de água do solo. O adulto, além de sugar a seiva, injeta uma substância tóxica que produz, "queima das folhas". Independente da espécie.
CONTROLE
Uso de variedades resistentes
Altura do pastejo: 25 e 40 cm
Diversificação e consorciação 
Adubação de formação e manutenção das pastagens
Divisão das pastagens 
Controle químico
Formigas cortadeiras
Principais espécies.
Atta bisphaerica (Saúva mata-pasto)
Atta capiguara (Saúva parda)
As formigas cortadeiras são certas formigas (saúvas e quenquens) que cortam e carregam fragmentos de diversos vegetais, flores e sementes para seus ninhos.
As formigas são pragas das áreas cultivadas, das florestas e das pastagens da América do Sul, América Central e do sul da América do Norte.
A saúva mata-pasto faz ninhos superficiais, com a terra solta "Murundum" formando um monte e sob os quais estão as panelas ativas.
A saúva- parda constrói os seus ninhos com um "murundum" principal sob o qual só existem panelas de lixo (zona morta), e as panelas de fungo (zona viva) estão situadas fora da projetação vertical do "murundum".
As formigas causam danos tanto em pastagens estabelecidas, quanto durante a fase de estabelecimento.
Neste último caso os danos são mais graves porque cortam as plântulas recém emergidas tanto de gramíneas quanto de leguminosa.
 (A.bisphaerica, corta exclusivamente gramíneas)
Esse dano ocasiona a morte da plântula, que neste estágio não tem capacidade de rebrota.
Outro efeito: O dano causado às pastagens pelo revolvimento da terra e as trilhas de forragem deixadas pelas formigas; a aceleração do crescimento e a sucessão de ervas daninhas nas pastagens.
CONTROLE
Infelizmente, o controle químico é a principal tática utilizada com sucesso para o controle de formigas cortadeiras, destacando-se as iscas granuladas, termonebulização, gases liquefeitos e pós secos.
Deve ser feita uma comparação entre os métodos antes de se escolher um deles. Esta comparação é feita sobre o aspecto econômico e técnico.
Percevejo das gramíneas 
São insetos pequenos, medindo de 3,5 - 4,0 mm de comprimento, de corpo preto e asas brancas com uma mancha preta triangular na extremidade do cório.
Blissus leucopterus
PREJUÍZOS
Os prejuízos são causados pelas formas adultas e jovens, através da sucção da seiva. Produz o secamento do capim e depois a sua, sendo um sintoma parecido com o secamento provocado pelas cigarrinhas
CONTROLE
Recomenda-se a erradicação do capim "Tanner grass", altamente susceptível.
Controle químico 
Cochonilha dos capins
 
É um inseto sugador de seiva, de corpo ovalado e cor arroxeada. medindo 3 mm de comprimento e 1,5 mm de largura
 Atribui-se a ela o declínio de muitas variedades de capins.
Antonina graminis
SILVEIRA NETO (1976) citou o exemplo do capim angola, que antigamente era a principal gramínea do Recôncavo Baiano e hoje é a de menor importância naquela região, devido ao ataque desse inseto.
Alojam-se nos perfilhos concentrando-se, principalmente, junto aos nós sob as bainhas das folhas próximo das gemas, podendo formar grupos de até 10 cochonilhas por nós.
PREJUÍZO
Ataca todas as hastes da planta a partir do coleto. Esse inseto sugando, então, as hastes produz um secamento do capim, que se manifesta normalmente em reboleiras.
CONTROLE
Pode ser feito um controle cultural, utilizando variedades menos susceptíveis como, por exemplo, o Jaraguá.
Controle biológico é o método mais viável no momento, sendo feito através de micro himenópteros, (Neodusmetia sangwani).
Estas vespinhas são parasita de cochonilhas, e podem ser adquiridas no Instituto Biológico de São Paulo.
Pragas Ocasionais
Lagartas desfolhadoras
Mocis latipes (Curuquerê-dos-capinzais).
Spodoptera frugiperda (Lagarta do cartucho do milho). 
 Pseudaletia sequax (Lagarta do trigo). 
PREJUÍZOS
As lagartas raspam a folha ou podem destruí-la totalmente deixando apenas a nervura principal.
CONTROLE
Controle mecânico- (emprego de rolo-facas sobre a população das lagartas nos pastos, uso de fogo ou ainda abertura de valas para impedir a passagem das mesmas para outros pastos).
Controle químico.
Gafanhotos
Rhamnatocerus sp. 
 Schistocerca sp.
PREJUÍZOS
Alimenta-se das folhas pelas formas jovens. A medida que vão se desenvolvendo aumentam a voracidade, havendo danos consideráveis
Cupins
Proconitermes sp. 
Cornitermes cumulans
PREJUÍZOS
 Se alimentam basicamente de material vegetal morto, ocasionalmente atacam raízes de plantas forrageiras. Durante o verão, atacam plantas de talo lenhoso, perfurando o interior do talo. 
Estes insetos também diminuem a área de pasto, devido a estrutura de seus ninhos, e dificultam os tratos culturais.
CONTROLE
Como o controle cultural recomenda-se a calagem do solo.
 Como controle mecânico, a destruição dos cupinzeiros..
PLANTAS DANINHAS
Ashton & Mônaco (1991) definem planta daninha como sendo a planta que cresce onde não é desejada. Assim, uma planta de algodão, por exemplo, é considerada planta daninha num plantio de mamona.
Dentre os fatores que favorecem a invasão das ervas daninhas nas pastagens, podemos mencionar os seguintes:
Superpastejo.
Emprego de forrageiras não adaptadas à região.
Movimento incontrolado de animais entre regiões.
Controle deficiente de ervas daninhas.
Problemas que as plantas daninhas ocasionam nas pastagens
Compete com a forrageira, as plantas daninhas interferem nos pastos reduzindo seu rendimento e qualidade.
Efeitos sobre os animais, ocorrência de enfermidades crônicas ou letais no gado, "plantas tóxicas\u201c.
Métodos de manejo e controle de ervas daninhas
Rotação de piquete.
Eliminar o excesso de planta lignificada, não consumida pelo gado.
Induzir a rebrota das espécies.
Desbaste manual
Controle Químico
Agradecido!