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Apostila salinização - Professor Nildo dias

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em diferentes relações solo : água destilada 
como, por exemplo, 1:1, 1:2,5 e 1:5. Essa estimativa tem a vantagem de ser rápida e não 
precisar de equipamentos para retirar o extrato do solo, porém apresenta o inconveniente de 
necessitar do preestabelecimento da relação entre a CEes e a CE da solução aquosa do solo 
 
y = 1,6606e-0,02 X 
 
 R2 = 0,9983 
0,9
 
0,92
 
0,94
 
0,96
 
0,98
 
1
 
1,02
 
1,04
 
1,06
 
1,08
 
1,1
 
1,12
 
20
 
21
 
22
 
23
 
24
 
25
 
26
 
27
 
28
 
29
 
30
 
Temperatura de medição (ºC) 
Fa
to
r 
de
 
Co
rr
eç
ão
 
(ft)
 
 
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estudado; sua segurança nas determinações depende das características do solo e dos tipos 
de sais nele presentes, pois sais de baixa solubilidade precipitados no solo, podem ser 
dissolvidos em proporções maior que no extrato de saturação com a adição de água 
destilada e resultar em superestimativa dos riscos de salinidade. De acordo com Filgueira & 
Souto (1995) em solos salino- sódicos e sódicos degradados da região de Patos, Estado da 
Paraíba, verificou-se possibilidade de se utilizar extratos obtidos em relações mais diluídas 
de solo : água destilada, como 1:1 e 1:5, em substituição ao extrato de saturação, para 
estimar problemas de solos afetados por sais, por meio da CE. 
 
4.2.3 Percentagem de sódio trocável (PST) 
 
Na identificação de solos afetados por sais é importante se conhecer a percentagem 
que o sódio representa em relação à soma de cátions adsorvidos. Esta percentagem 
denomina-se percentagem de sódio trocável e seu valor é determinado pela seguinte 
equação: 
 
 100×=
CTC
NaPST t (6) 
 
em que: 
 
 PST = Percentagem de sódio trocável 
 tNa = Sódio trocável ou adsorvido, mmolc kg
-1
 
 CTC = Capacidade de troca de cátions do solo ou a soma dos cátions trocáveis 
(Ca, Mg, Na, K, Al e H), mmolc kg-1* 
 
O sódio trocável em excesso causa dispersão das partículas de argila, tornando o 
solo menos permeável, dificultando ou impedindo a lixiviação dos sais. A aeração e as 
condições físicas do solo tornam-se deficientes, podendo reduzir o crescimento e o 
desenvolvimento das plantas, sobretudo do sistema radicular. 
Além da PST existe outro indicador que pode ser utilizado para expressar a 
proporção relativa de sódio trocável em relação aos outros cátions como, por exemplo, a 
 
*
 mmolc kg-1 = 10 meq (100 g)-1; Cmolc kg-1 = meq (100 g)-1 e mmolc kg-1 = 10 Cmolc kg-1. 
 
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relação de sódio trocável (RST) que é a relação entre o sódio trocável e os demais cátions e 
pode ser expressa pela equação: 
 
 
t
t
NaCTC
NaRST
−
= (7) 
 
Substituindo-se o valor de Nat obtido a partir da Eq (7), na Eq (6) pode-se estabelecer 
uma relação matemática entre RST e PST. 
 
 
RST
CTCRSTNat
+
×
=
1
 (8) 
 
 100
1
×
+
=
RST
RSTPST (9) 
 
 
4.2.4 Relação de adsorção de sódio (RAS) 
 
A RAS é um índice que apresenta concentração relativa de sódio em relação às 
concentrações de Ca e Mg na solução ou no extrato de saturação e calculada a partir da 
seguinte equação: 
 
 ( ) 5,0
2 


 +
=
++++
+
MgCa
NaRAS (10) 
 
 
em que a RAS é expressa em (mmol L-1)0,5 e as concentrações de Na, Ca e Mg, em mmolc L-1. 
 
Considerando-se que há equilíbrio entre formas solúveis e trocáveis de 
determinado cátion, deve haver uma relação de proporcionalidade entre a RAS e a RST ou 
PST, pois ambas tratam de uma mesma espécie de cátions. Deste modo, conhecendo-se a 
RAS é possível estimar a PST do solo de forma rápida e indireta na ausência dos resultados 
de análise do complexo sortivo. Logo: 
 
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 RASRST α (11) 
 
ou 
 RASKRST G ×= (12) 
 
donde GK é a constante de Gapon (RST/RAS). 
 
Para os solos do Oeste dos Estados Unidos, Richards (1954) obteve a seguinte 
relação entre RAS e RST: 
 
 RASRST ×+−= 01475,00126,0 (R2 = 0,92) (13) 
 
Considerando-se desprezível o valor do coeficiente linear (- 0,0126) a Eq (13) 
ficará resumida a: 
 
 
 RASRST ×= 01475,0 (14) 
 
O coeficiente angular (0,01475) representa o valor da GK . Logo, a partir da 
estimativa da RST em função da RAS, é possível se estimar a PST do solo. Substituindo-se 
a Eq (14) na Eq (9) tem-se: 
 
 
( )
( )RAS
RASPST
×+
××
=
01475,01
01475,0100
 (15) 
 
As Eqs (10) e (15) também podem ser apresentadas na forma de nomograma, 
permitindo calcular-se a RAS e a PST a partir da concentração de Na e Ca + Mg solúveis 
(Figura 9). Deve-se lembrar que o nomograma pode ser utilizado para determinar a RAS de 
qualquer solução, no entanto a PST só poderá ser estimada se a RAS for do extrato de 
saturação do solo. 
 
 
 
 
 
 
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Figura 9 Nomograma para se determinar a RAS e estimar o valor correspondente da PST 
do solo em equilíbrio com a solução do solo (Richards, 1954) 
 
4.3 Seqüência para determinação do diagnóstico de um solo 
 
 A seqüência das análises necessárias para se diagnosticar e recuperar solos 
afetados por sais, é apresentada na Figura 10. Em todas as amostras de solo deve-se 
determinar o grau de salinidade e a condutividade hidráulica, enquanto as determinações 
subseqüentes dependerão do nível alto ou baixo de tais determinações, como indicado neste 
diagrama. Usualmente, as determinações são encerradas quando as linhas com setas do 
diagrama chegam a um retângulo de parede dupla, exceto no caso de solos com problemas 
de sódio, em que é necessário, ainda, determinar os carbonatos de metais alcalinos terrosos 
para se escolher o corretivo mais adequado para a recuperação deste solo. As linhas 
pontilhadas indicam as determinações alternativas de menor custo e tempo, porém seus 
resultados são aproximados e, portanto, em determinadas situações podem não ser muito 
confiáveis. 
Na+ 
mmolc L-1 
 
Ca++ + Mg++ 
mmolc L-1 0 
 
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Figura 10 Seqüência das determinações para se diagnosticar

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