A Chave da Alquimia   Paracelso

A Chave da Alquimia Paracelso


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deste mesmo secuio sacudiu a opiniao da cul-
tura europeia com uma campanha cheia de
entusiasmo. (Neues Journ Litterat und Kunst-
geschichte, Leipzig, 1798-99, II.)
A partir dele e com as primeiras luzes do
secuio romantico, todos os autores se rivali-
zaram no mesmo empenho.
Preu (Das System der Medicin das Theo-
phrastus Paracelsus, Berlim, 1838); Lessing,
com a sua magnifica biografia {Paracelsus,
sein Leben und Denken, Berlim, 1839); Marx
{Zur Wurdigung des Teophrastus von Hohe-
nheim, Goettingen, 1840-41); e Locher
(Teophrastus Paracelsus, cine kritische Studie,
Wurzburg, 1874); Schubert (Paracelsus Fors-
chungen, Frankfurt am Main, 1887) e Sudhoff
(Versuch einer kritik der Echtheit der Para-
celsischen Schrijten, Berlim, 1894, Reiner ed.),
reclamam para a Alemanha as primeiras exe-
geses triunfais. Uma horaenagem logica ao
primeiro homem que, apesar de sui?o, consa-
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grou a intengao de fazer do alemao um idioma
de cultura.
Entretanto Stanelli publicava na Russia um
notavel estudo critico sobre a filosofia de Para-
celso (Die Zukunft Philosophie des Paracelsus,
Moscou, 1884).
Na Suiga, sua terra natal, como geralmente
acontece com todos os genios, houve um atraso.
Kahlbaum, professor de Basileia, pronunciou
uma conferencia consagratoria em 1894 (Ein
Vortrag Kehalten Zu Ehren Theophrasfs von
Hohenheim). Este raagnifico ato, cheio de
uma profunda e razoavel paixao alcangou uma
ressonancia extraordinaria. O elo tinha sido
rompido.
Em lingua inglesa, a paciente serie de tra-
balhos de Ferguson {Bibliographia Paracelsica,
Glasgow, 1877-1893) e de Weber (Paracel-
sus-A portrait medal of Paracelsus \u2014 Addi-
tional Remarkes on Paracelsus^ London, 1893-
-1895), se acrescenta a biografia reunida por
Hartmann (Lije of Paracelsus, London, 1887),
OS estudos sobre sua alquimia por Waite (The
Hermetic and Alchemical Writings of Paracel-
sus, London, 1894), uma nova biografia de
Stoddart (The Life of Paracelsus, Glasgow
1915) e, mais recentemente, a primeira norte-
-americana, de Stillman (Theophrastus Bom-
bast von Hohenheim, Chicago, 1920).
Von Petzinger (Ueber das rejormatorisches
Moment in den Anschaugen des Theophrastus
von Hohenheim^ Greifswald, 1898) e Schneidt
(Die Augenheilkunde, Miinchen, 1903) consa-
gram suas teses inaugurais sobre Paracelso.
Magnus, de Breslau (1906) qualifica-o de
"arquimedico" e finalmente, outro filho ilustre
da mesma Einsiedeln, Raimundo Netzhammer,
arcebispo de Hucareste, publicou em 1901 sua
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melhor biografia, esbogada poucos anos antes
(1895) na Real Institution pelo arcebispo an-
glicano de Londres. (Netzhammer \u2014 Theo-
phrastus Paracelsus, das Wissemwerkeste uber
dessen; eben, Lehre und Schriffen, Einsiedeln,
1901).
Na Franca o interesse e a exegese da obra
de Paracelso cobre as raesmas etapas, apro-
ximadamente no mesmo prazo, apesar de um
pequeno atraso bastante compreensivel em re-
la?ao aos parses germanicos. Apesar de tudo
sua popularidade e muito menor e, salvo os
eruditos, somente chega ao publico em redu-
zidos nucleos devotos das ciencias ocultas.
Bordes-Pages (Philosophie medicale au XVI
siecle. Paracelse, sa vie et ses doctrines, Revue
Independante, abril, 1847) e o primeiro que
se ocupa em fazer um esbo^o de sua vida e
sua obra, com palavras surpreendentes de elo-
gio, que mais tarde tambem Bouchadat repete
(Nouveau Formulaire Magistral, Paris, 1850)
e principalmente Cruveilhier, com seus entu-
siasmados artigos (Revue de Paris, 1857)
Bouchut (Histoire de la medicine et des doc-
trines medicates, Paris, 1864) e Jobert (1866,
Paris) e Durey (1869, Paris), tambem Ihe
dedicam suas teses.
Desta uniformidade de criterios, separa e se
destaca um autor tao importante como Darem-
berg, que em sua Histoire des Sciences Medi-
cates, langa contra Paracelso uma encarni^ada
perseguigao. Daremberg considera Paracelso
como alemao e o trata mesmo como um ini-
migo. Ele e o criador da frase de que Para-
celso personifica o arcano da Alemanha, e evi-
dentemente se compraz em descarregar sobre
ele todo o seu rancor de velho patriota. As
palavras generosas e entuslastas de Cruveilhier,
que considera como um desses "inovadores
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que apesar de todos os obstaculos se langam
por cima de mil quimeras e mil sonhos em bus-
ca de um novo ideal . . . ", op6e-se afirmando
que "nunca as quimeras e os sonhos levaram
a alguma coisa".
Mas este e um isolado e inoperante ponto
negro que somente surpreende pela indiscuti-
vel erudigao do seu autor. Depois dele tor-
nam-se a se agrupar outros autores em torno
dos elogios: Grasset {La France Medicate, ou-
tubro, 1911), Lalande e Gallavardin {Le
Propagateur de L'Homeopathie, revista mensal,
abril, 1912) e principalmente Grillot de Vivry,
que em 1913 publicou a primeira e unica tra-
dugao das obras completas de Paracelso em
franees, muito eloglada pela sua meticulosidade
e competencia acima de tudo. Nao se trata
pois de uma coincidencia ou aventura: Para-
celso alcangou os limbos da gloria e ficou na
Historia. Fora isso nao temos outra coisa a
fazer senao Ihe render um testemunho que se
chama: admiragao e justiga.
(Os unicos manuscritos diretos que'se con-
servam hoje, de reconhecida autenticidade,
sac os de Vosius e Huser, os da Biblioteca de
Viena e os que Wegenstein encontrou entre
OS despojos do Monasterio Del Escorial, na
Espanha.
)
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INDICE
/ tvio <l(>s Prologos
^i
IJvro Primeiro
.
i^\
Livro Segundo 39
t.ivro das Entidades 51
Primeiro Livro Pagao 51
Segundo Livro Pagao 73
Terceiro Livro Pagao 95
Quarto Livro Pagao
. 119
Quinto Livro Nao-Pagao
.
. .
., \ 137
Livro dos Paradoxos 155
Livro I J59
Livro II 208
Livro III 253
Livro IV 311
Livro V 379
27
,
DEDICATORIA AO SENHOR E DOUTOR
JOAQUIM DE WADF
A qui esta, excelentissimo senhor de Wadt, como nao me
Ini (lossivel deixar de publicar, este primeiro livro de minhas
oliras paramiricas {Liber Meorum Paraminorum Operum), com
(I qual, depois de muitos estudos, pacientemente perseguidos dia
p fioite, pretendo instruir e informar meus ouvintes sobre os
Hcgredos da ciencia medica. Creio que isso Ihes sera de maior
|>(t)vcito do que possam imaginar agora, ainda que existam
lunicles que me acusem, per causa dele, do pecado da soberba.
Existem tambem aqueles que me acusam de apaixonado ou
dr tgnorante e isso pouco me importa. Sei que a habilidade ou
n grau de arte ou ciencia que venha a possuir em medicina podera
HIT mcdido pelo grau de estima e proveito que tenham tido mi-
ll h sis obras e ensinamentos. Saiba o corrompido pelos filosofos
(|uc cie ja o incapacita para a minha &quot;monarquia&quot;,
Tampouco espero o menor elogio dos humoristas, dos adi-
viiilios, assim como dos aficcionados da astronomia. Bern sei
que dirao que a minha fisica, a minha cosmologia, a minha
li'oiia e minha pratica sao singulares, novas, surpreendentes e
I \u2014 Esta dedicaioria aparece como epilogo de suas duas primeiras obras.
Nil', idcfurimos coloca-la no principio por uma questao de harmonja do con-
iMlKu.
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bem absurdas. Como poderia ser de outro modo se ninguem na
face da terra se vestiu como eu!
Nao me assustam, posso Ihe dizer, as multidoes de sectaries,
sejam eles de Aristoteles, de Ptolomeu ou de Avicena. Muito
mais me preocupa a ma vontade, o direito injusto, a rotina, a
ordem preestabelecida e o chamado habito da jurisprudencia.
Pois em verdade posso Ihe dizer que ninguem possui outros
dons alem daqueles que soube ganhar ou adquirir. Alem disso
nao serei eu que mencionarei aquele que nao queira ser aludido.
Assim, esteja Deus conosco, protetor e nosso preservador
para a eternidade. E que Ele esteja convosco tambem. ^
2 \u2014 Esta dcdicatoria cxpressa melhor do que outra coisa, como disse
muito bem o tradutor fiances GrilloL de Givry, a nobrg finalidade que
Paracelso pro<;urou durante a sua vida. Ele sabia
Ojuara
Ojuara fez um comentário
Olá amigo, você poderia upar esse livro em algum outro site e postar o link aqui nos comentários ? Infelizmente a plataforma 'PasseiDireto' se mostrou oportunista e mercenária como se pode ver.
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