Caderno_Didtico_de_Farmacologia_Geral.pdf
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DisciplinaFarmacologia Veterinária I803 materiais4.872 seguidores
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C 
Gt \u2013 estimula a adenilil ciclase ocular 
Gdf - estimula a adenilil ciclase nasal 
 
Os diferentes tipo de proteína G vão agir em vários alvos/efetores como: 
a) Sistema adenilil ciclase/AMPc: 
9 A ativação da proteína Gs irá ativar a enzima adenilil ciclase que catalisa a 
formação intracelular de AMPc, a partir do ATP. 
9 O AMPc é um segundo mensageiro que ativa várias proteínas quinases que 
controlam a função celular em diferentes vias. 
9 A ativação da proteína Gi irá inibir a enzima adenilil ciclase, reduzindo os níveis 
de AMPc. 
b) Sistema guanilil ciclase/GMPc 
9 Ativação da enzima guanilil ciclase pela proteína G, catalisa a formação de 
GMPc. 
9 GPMc é um segundo mensageiro envolvido na ativação de proteínas quinases, 
fosfodiesterases, canais iônicos. 
c) Sistema fosfolipase C/fosfato de inositol 
9 A ativação da fosfolipase C pela proteína Gq, catalisa a formação de 2 
mensageiros intracelulares, o inositol 1,4,5-trifosfato (IP3) e o diacilglicerol (DAG). 
++9 O IP3 promove a liberação de ions Ca de compartimentos intracelulares. 
9 O aumento de cálcio livre inicia muitos eventos, incluindo contração, secreção, 
ativação de enzimas e hiperpolarização de membrana. 
9 O DAG ativa proteína quinase C que causa a fosforilação de diferentes proteínas 
intracelulares, levando aos efeitos fisiológicos ou farmacológicos. 
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var Fosfolipase A2, que 
leva a 
s ligados ao potássio, 
 Receptores acoplados a proteína Go também parecem controlar a função de 
canais sem o envolvimento de segundos mensageiros 
d) Sistema fosfolipase A2 / Ácido araquidônico/eicosanóides 
9 A ativação de receptores ligados à proteína G podem ati
produção de eicosanóides, a partir do ácido araquidônico. 
9 A função do ácido araquidônico e de seu metabólitos nos eventos intracelulares 
é complexa, incluindo alteração da abertura de canais iônico
estabelecendo comunicação entre as células e também funcionando como hormônios 
locais. 
e) Regulação de canais iônicos 
9
 iônicos, por mecanismos diretos 
como o AMPc e GMPc ou o IP3. Parece que a proteína Go interage diretamente com o 
canal iônico, alterando a permeabilidade deste canal aos diferentes íons. 
 
 6.5.2 - Receptores ligados a canais iônicos (receptores ionotrópicos): 
9 Estão envolvidos principalmente na transmissão sináptica rápida. 
na 
 permeabilidade da membrana celular para íons 
6.5.3
9 São proteínas oligoméricas contendo cerca de 20 segmentos transmembra
arranjados em volta de um canal central. 
9 Quando o neurotransmissor ou agonista se liga ao receptor, ocorre alteração dos 
canais iônicos, que provocam aumento da
específicos, levando, portanto, a uma mudança no potencial elétrico das membranas 
celulares e da composição iônica intracelular. 
9 A ligação de ligantes e abertura do canal iônico ocorre na escala de tempo de 
milisegundos. 
Exemplos de receptores ligados a canais iônicos: receptor nicotínico (nACh), GABAA, 5-
HT3. 
 
 - Receptores ligados a tirosina-quinase: 
9 Receptores para vários hormônios (insulina) e fatores de crescimento 
gião catalítica. 
omo um aceptor 
lação da transcrição gênica. 
incorporam tirosina-quinase no seu domínio intracelular. 
9 Estes receptores têm uma arquitetura em comum, com um grande domínio-
ligante extracelular conectado via uma única -hélice a re
9 A transdução do sinal geralmente envolve dimerização do receptor, seguido pela 
autofosforilação dos resíduos tirosina. Os resíduos fosfotirosina atuam c
para do domínio SH2 de uma variedade de proteínas intracelulares, permitindo, portanto, 
o controle de muitas funções celulares. 
9 Eles estão envolvidos principalmente em eventos que controlam o crescimento e 
diferenciação celular, e atuam pela regu
 Exemplos: receptor para insulina, fatores de crescimento. 
 
 6.5.4 - Receptores que regulam a transcrição de DNA: 
idais, hormônios da 
reóide, vitamina D e ácido retinóico. 
cleo. 
 
9 Ligantes para estes receptores incluem os hormônios estero
ti
9 Estes receptores são proteínas que se encontram no interior da célula como um 
constituinte solúvel do citosol ou do nú
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9 Assim os ligantes devem primeiro entra na célula para depois se ligarem a estes 
receptores. 
9 Após a ligação, estes receptores sofrem uma alteração constitucional que expõe 
um sítio de ligação com alta afinidade a determinadas regiões do DNA nuclear, 
siológica final, ocorrendo em um período 
eptor envolve todos os tipos de interação-química conhecida: 
lls e ligações covalentes. As ligações 
covale
conhecidas como regiões hormônio-responsiva. 
9 Logo após essa ligação verifica-se aumento na atividade da RNA polimerase da 
produção de RNA mensageiro, como resposta fi
que varia de horas a dias. 
 Exemplos: receptores para glicocorticóides. 
A união fármaco-rec
iônicas polares, pontes de H, forças de Van der Wa
ntes em geral correspondem à ações irreversíveis. Ex. ligação de organofosforados 
com a enzima acetilcolinesterase. 
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7. MECANISMO DE AÇÃO DOS FÁRMACOS - Relação dos 
Fármacos com o Organismo 
 
7.1 - Ocupação dos receptores 
O efeito de um fármaco nem sempre é diretamente proporcional ao número de 
receptores ocupados, embora na maioria das vezes seja assim, portanto a resposta 
depende do número de receptores ocupados. Há casos em que a ocupação de um 
número relativamente pequeno de receptores determina o aparecimento de um efeito 
máximo, neste caso o fármaco apresenta uma potência relativamente alta, pois pequenas 
doses são suficientes para obter-se o efeito. 
 
7.2 - Especificidade dos fármacos 
 Para que um fármaco seja de algum modo útil como instrumento terapêutico ou 
científico, ele deve atuar seletivamente sobre determinadas células ou tecidos. Deve 
exibir elevado grau de especificidade relativa ao sítio de ligação. Por outro lado, as 
proteínas que funcionam como alvos para fármacos geralmente demonstram alto grau de 
especificidade de ligante; reconhecem apenas ligantes de um tipo preciso e ignoram 
moléculas estreitamente relacionadas. 
 Nenhuma substância atua com total especificidade. Em muitos casos, o aumento 
na sua dose afeta alvos diferentes do alvo principal, podendo resultar em efeitos 
colaterais. 
 
7.3 - Interação fármaco-receptor 
 A ocupação de um receptor por uma molécula de um fármaco pode ou não resultar 
em ativação do receptor. A ativação se refere à capacidade da molécula ligada de afetar o 
receptor de modo a desencadear uma resposta tecidual. A ligação e a ativação 
constituem duas etapas distintas na geração da resposta desencadeada por um agonista 
e mediada por um receptor. 
 A tendência de um fármaco se ligar ao receptor é determinada por sua afinidade, 
enquanto que a tendência, uma vez ligada, de ativar o receptor é indicada pela atividade 
intrínseca ou eficácia. 
Æ Afinidade: é a capacidade de ligação a um receptor. 
Æ Atividade intrínseca ou eficácia: é a propriedade de gerar estímulos ao unir-se 
aos receptores produzindo uma resposta ou efeito. 
Æ Agonistas: São todos os fármacos que são capazes de unir-se ao receptor 
(afinidade) e de provocar uma resposta (atividade intrínseca). 
Æ Agonista total: Produz resposta máxima. Possui atividade intrínseca total ( =1) 
Æ Agonista parcial: Produz uma resposta intermediária. Possui atividade 
intrínseca intermediária ( 0 1). 
Æ Antagonistas: São fármacos que tem afinidade pelo receptor, mas não tem 
atividade intrínseca ( = 0). Não produzem uma resposta. 
 
 
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7.4 - Antagonismo entre fármacos 
Com freqüência, o efeito de um fármaco é diminuído ou totalmente abolido na 
presença de outro. O antagonismo pode ser farmacológico, fisiológico ou funcional