Caderno_Didtico_de_Farmacologia_Geral.pdf
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DisciplinaFarmacologia Veterinária I805 materiais4.888 seguidores
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pastosas - Puxar a língua do animal para fora da cavidade oral e 
colocar na porção posterior da língua com o auxilio de uma espátula. 
- Substâncias sólidas - Administração por bolos, na água de bebida e na ração. 
Puxar a língua do animal para fora e colocar o bolo no post-boca e largar rapidamente a 
língua, estimulando o reflexo da deglutição pela presença do bolo, que é assim deglutido. 
b) Suínos: 
 - Substâncias líquidas - Administração com o auxilio de pistola lança-doses e na 
água de bebida. Abrir a boca do animal, introduzir a pistola lança-doses no post-boca e 
pressionar o "gatilho". 
- Substâncias pastosas e Substâncias sólidas - Não se utilizam a não ser na 
ração e na água. 
c) Ovinos e Caprinos: 
- Substâncias líquidas - Administração com o auxilio de pistola lança-doses e 
régua oral e na água de bebida. Abre-se a boca do animal introduzindo a régua oral e 
coloca-se na posição correta, o mais atrás possível. Introduz-se a pistola lança-doses pelo 
orifício e aperta-se o "gatilho". 
- Substâncias sólidas - Administração de cápsulas, com o auxilio da régua oral e 
na água de bebida e na ração (ver técnica acima). 
d) Canídeos e Felinos: 
- Substâncias líquidas - Com o animal com a boca fechada, puxa-se a bochecha 
de modo a fazer uma bolsa e introduz-se aí o líquido contido numa colher ou numa 
seringa. 
- Substâncias sólidas - Abrir a boca do animal (uma das mãos no mandibular e a 
outra no maxilar). Com o auxilio dos dedos anelar e médio obriga-se o animal a abrir a 
boca e os restantes dedos segurando o "comprimido" depositando no post-boca. Fechar a 
boca do animal (sempre com a cabeça em posição normal) e estimular o reflexo da 
deglutição. Também se podem administrar as preparações medicamentosas dentro de 
pedaços de carne. 
 
4.2 - Via Retal 
4.2.1 \u2013 Vantagens: Permite a absorção local ou sistêmica de certas substâncias, 
que por via oral apresentam características organolépticas indesejáveis (p. ex. 
desinfetantes pulmonares), assim como fornecer líquidos a animais desidratados. 
4.2.2 \u2013 Inconvenientes: Devido a dificuldade que existe em manter as 
substâncias o tempo necessário para a sua absorção, esta via apresenta certas 
dificuldades na administração. Não se pode administrar por esta via substâncias irritantes. 
4.2.3 - Regras a observar: Trata-se de um clister medicamentoso, deve ter o 
menor volume possível. Deve-se fazer preceder este tipo de enema por um evacuativo, a 
fim de facilitar a absorção (por diminuição dos movimentos peristálticos). Se tratar-se de 
um supositório (preparação sólida de forma cônica) para pequenas espécies, este deve 
ter um tamanho adequado ao tamanho do animal. 
4.2.4 - Modo de administração: 
a) Supositórios - Reservam-se às pequenas espécies. Introduzir o supositório, 
após untá-lo com uma substância oleosa ou molhá-lo o mais possível dentro da ampola 
retal. Impedir a sua saída até que cessem as tentativas de expulsão. 
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b) Enteroclises - Usa-se um irrigador que se coloca a uma altura superior ao 
animal. Deve-se ter cuidado com o volume de líquido que se administra de modo a não 
provocar lesões. 
4.2.5 - Local de administração: Reto. 
4.2.6 - Preparações medicamentosas mais utilizadas: Supositórios e 
enemas. 
 
VIAS PARENTERAIS ou VIAS DE USO EXTERNO 
 Vantagens: Permite a administração de medicamentos não absorvíveis, 
destruídos no TGI ou demasiado irritantes. É a via mais cômoda para o clínico, 
pois é de rápida administração e de rápido efeito. 
 Inconvenientes - Pode provocar uma irritação local; no caso de via endovenosa, 
há o perigo de reações gerais de tipo anafilático ou outras decorrentes de 
sobredosagens que surgem logo após ou mesmo durante a administração, o que 
não dá grande margem de manobra para retirar o excesso de medicamento ou 
controlar os efeitos adversos; necessidade de material próprio e esterilizado. 
 Regras a observar - Local da injeção; assepsia rigorosa; procura do refluxo 
sangüíneo (exceto nas injeções intravenosas). 
 Preparações medicamentosas mais utilizadas: líquidos em ampolas; 
implantes (via SC); soluções e suspensões. 
 
4.3 - Via Subcutânea (SC) 
4.3.1 \u2013 Vantagens: Permite a administração de substâncias em suspensão ou 
oleosas; é pouco dolorosa; possibilidade de administrações de grandes quantidades de 
líquido, mas em pequenas quantidades no local de aplicação. 
4.3.2 \u2013 Inconvenientes: Absorção muito lenta devido á presença do ácido 
hialurônico (grande viscosidade do meio) e a pouca vascularização. Esta situação que é 
desvantajosa numa urgência pode ser extremamente útil nos casos em que se pretenda 
exatamente esse efeito como é no caso da administração de vacinas. Pode-se contornar 
este inconveniente adicionando hialuronidase, massageando o local e usando um vaso 
dilatador periférico. 
4.3.3 - Modo de administração: Administração com o auxilio duma seringa e de 
agulha (curta e de bisel curto). Desinfetar o local de administração. Fazer uma prega 
triangular na pele e introduzir a agulha profundamente por uma das faces da pirâmide 
triangular assim formada. Procurar a existência de refluxo e em caso afirmativo não 
injetar. Injetar (velocidade dependente da fluidez do líquido e do volume). Retirar a agulha 
rapidamente. Massagear para facilitar a absorção quando tal seja o pretendido. 
4.3.4 - Local de administração: Variável com a espécie animal: 
a) Equídeos e Bovinos - Barbela; zona das costelas, axila e virilha. 
b) Suínos - Administração na base da orelha e região mamária. 
c) Caprinos e Ovinos - Virilha e axila. 
d) Canídeos e Felinos - Dorso, principalmente região da espádua e ainda face 
dorsal do pescoço. 
e) Aves - Na região peitoral. 
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4.4 - Via Intramuscular (IM) 
4.4.1 \u2013 Vantagens: Nesta via de administração há facilidade de administração de 
substâncias oleosas ou suspensões. O tempo médio de absorção é de 10 a 30 minutos. 
As injeções são pouco dolorosas, devido ao número de terminações nervosas aí 
existentes (poucos). 
4.4.2 \u2013 Inconvenientes: Possibilidade de causar lesões musculares de gravidade 
variável, principalmente nos equídeos. Pequenos volumes administráveis no local da 
injeção. 
4.4.3 - Modo de administração: Administra-se com o auxilio de uma seringa e 
de uma agulha (comprimento dependente do porte do animal e bisel médio). Desinfeta-se 
o local de administração e introduz-se a agulha com um movimento enérgico (em animais 
de grande porte e pele grossa deve ser introduzida a agulha por estocada com a agulha 
separada da seringa). Procurar a existência de refluxo e em caso afirmativo não injetar. A 
velocidade de administração da injeção é dependente da fluidez do líquido e do volume 
do líquido. Após a injeção dada retirar rapidamente. Verificar se há hemorragia. 
4.4.4 - Local de administração: Variável com a espécie animal: 
a) Equídeos e Bovinos - Tábua do pescoço e região da garupa, evitar se possível 
esta região. 
b) Suínos - Tábua do pescoço, não se usa o membro posterior por causa do valor 
econômico da peça de talho (presunto). 
c) Ovinos e Caprinos - Tábua do pescoço e músculos semimembranoso e 
semitendinoso, com a introdução da agulha na face interna ou externa da coxa. 
d) Canídeos - Músculo semimembranoso e semitendinoso com a introdução da 
agulha na face interna ou externa da coxa. Longo dorsal (região lombar). 
e) Felinos - Músculo semimembranoso e semitendinoso com a introdução da 
agulha na face interna ou externa da coxa. 
f) Aves - Músculos peitorais. 
 
4.5 - Via Intravenosa 
O medicamento é introduzido diretamente na corrente circulatória sem que haja 
absorção. 
4.5.1 \u2013 Vantagens: Efeito imediato (útil em caso de urgência). Efeito controlável, 
pois há a possibilidade de parar imediatamente; Possibilidade de fornecimento