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Técnicas de anestesia maxilar e técnicas de anestesia mandibular

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a agulha entre no
forame mentoniano, para que o bloqueio do nervo incisivo seja bem-sucedido, como
era descrito em técnicas mais antigas. A penetração da agulha no forame leva a um
procedimento tecnicamente mais difícil e a um maior risco de lesão do nervo e/ou
seu plexo vascular.
A técnica então preconizada para a anestesia do nervo incisivo é a mesma técnica que foi
descrita para o bloqueio do nervo mentoniano, porém para que seja um bloqueio bem-
sucedido, o anestésico deve ser injetado adjacente ao forame mentoniano e, sob pressão,
direcionar a solução anestésica para o interior do canal.
Nervos anestesiados
Esta técnica de bloqueio anestesia o nervo incisivo e o nervo mentoniano.
Técnica
Na técnica do bloqueio do nervo incisivo, recomenda-se agulha curta calibre 25.
A área de introdução da agulha é a prega mucojugal na direção de pré-molares inferiores,
sendo, a área-alvo, o forame mentoniano ou região imediatamente anterior a ele.
A técnica consiste nos seguintes passos:
ƒ posicionar o paciente em decúbito dorsal ou em semidecúbito;
ƒ solicitar que o paciente feche parcialmente a boca para permitir melhor acesso ao
local de injeção;
ƒ afastar o lábio inferior e tecidos moles da boca lateralmente. Localizar o forame
mentoniano, palpando a região da prega mucojugal, e pressionar contra o corpo da
mandíbula, na área entre o primeiro e segundo pré-molar (a área do forame mentoniano
apresenta-se irregular e ligeiramente côncava);
ƒ secar a mucosa com gaze estéril e aplicar anestésico tópico;
ƒ voltar o bisel da agulha para o osso;
ƒ perfurar, com a agulha, no local da injeção, no canino ou primeiro pré-molar, orien-
tando a seringa para o forame mentoniano;
ƒ avançar a agulha lentamente até alcançar o forame. A profundidade de penetração
será de 5 a 6mm;
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ƒ injetar lentamente a solução anestésica (realizando refluxo ou aspiração), aproxima-
damente 0,5 a 1,0mL do anestésico, durante, no mínimo, 60 segundos. Durante a
injeção, manter pressão digital suave diretamente sobre o local da injeção para au-
mentar o volume de solução que entrará no forame mentoniano;
ƒ continuar a comprimir o local da injeção por dois minutos;
ƒ retirar a agulha cuidadosamente;
ƒ aguardar de 3 a 5 minutos para o efeito anestésico.
Sinais e sintomas
Dormência do lábio inferior e ausência de dor durante a manipulação dos dentes mandibula-
res anteriores ao forame mentoniano são os sinais e os sintomas da eficácia do bloqueio do
nervo incisivo.
43. Assinale a afirmativa correta em relação à anestesia mentoniana:
A) O conjunto seringa-agulha deverá necessariamente estar paralelo ao corpo da man-
díbula.
B) O forame mentoniano encontra-se, na maioria das vezes, na região do primeiro
molar.
C) A agulha deverá penetrar na luz do canal mentoniano em torno de 10mm.
D) Nenhuma afirmativa é correta.
Resposta no final do capítulo
43. Na maioria dos procedimentos odontológicos, há poucas indicações para o bloqueio do
nervo mentoniano. Quais são elas?
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134 TÉCNICAS DE ANESTESIA MAXILAR E TÉCNICAS DE ANESTESIA MANDIBULAR
44. Quais são as áreas atingidas pela anestesia mentoniana?
45. Ordene as etapas da técnica de anestesia mentoniana:
A) ( ) Penetrar a agulha no local da injeção, na direção do primeiro pré-molar, orien-
tando a seringa para o forame mentoniano.
B) ( ) Secar a mucosa com gaze estéril e aplicar anestésico tópico.
C) ( ) Afastar o lábio inferior e tecidos moles da boca lateralmente. Localizar o forame
mentoniano, palpando a região da prega mucojugal, e pressionar contra o cor-
po da mandíbula, na área entre o primeiro e segundo pré-molar (a área do
forame mentoniano apresenta-se irregular e ligeiramente côncava).
D) ( ) Avançar a agulha lentamente até alcançar o forame. A profundidade de pene-
tração será de 5 a 6mm.
Resposta no final do capítulo
46. Sobre o bloqueio do nervo incisivo, é INCORRETO afirmar:
A) Esta técnica está indicada quando se deseja anestesia pulpar dos dentes mandibulares
anteriores ao forame mentoniano, quando o bloqueio do nervo alveolar inferior não
estiver indicado, ou quando não se desejar o bloqueio anestésico do nervo lingual.
B) O nervo incisivo é um ramo direto do nervo alveolar inferior, originado como uma
continuação direta do mesmo. O nervo incisivo segue anteriormente no canal incisi-
vo, sendo responsável pela inervação sensitiva dos dentes mandibulares localizados
anteriormente ao forame mentoniano.
C) Em literaturas mais recentes, relata-se que não é necessário que a agulha entre no
forame mentoniano, para que o bloqueio do nervo incisivo seja bem-sucedido, como
era descrito em técnicas mais antigas.
D) A penetração da agulha no forame leva a um procedimento tecnicamente mais fácil
e a um menor risco de lesão do nervo e/ou seu plexo vascular.
Resposta no final do capítulo
47. Quais os sinais e sintomas da anestesia do nervo incisivo?
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BLOQUEIO DO NERVO MANDIBULAR: TÉCNICA DE GOW-GATES
Em 1973, George Gow Gates, dentista clínico-geral da Austrália, descreveu uma nova con-
duta para anestesias mandibulares, que havia sido utilizado por ele há mais de 10 anos,
com surpreendente taxa de sucesso de 99% nas suas experiências.
A técnica de Gow-Gates baseia-se no bloqueio do nervo mandibular (ou V5),
produzindo anestesia sensitiva em praticamente toda a distribuição desta divisão do
nervo trigêmio, bloqueando os ramos alveolar inferior, lingual, milo-hioídeo,
mentoniano, aurículo-temporal e bucal.
As vantagens significativas da técnica de Gow-Gates sobre o bloqueio do nervo alveolar
inferior incluem maior taxa de sucesso, menor incidência de aspiração positiva (aproximada-
mente 2% contra 10% a 15% com o bloqueio do nervo alveolar inferior) e ausência de
problemas com a inervação sensitiva acessória dos dentes mandibulares.
Nervos anestesiados
Os nervos anestesiados por esta técnica de bloqueio são os nervos alveolar inferior, mentoniano,
incisivo, lingual, milo-hióideo, aurículo-temporal e bucal.
Áreas anestesiadas
As áreas anestesiadas pelo bloqueio do nervo mandibular, técnica de Gow-Gates são:
ƒ dentes mandibulares até a linha média;
ƒ mucoperiósteo e mucosa em toda a região vestibular no lado anestesiado;
ƒ dois terços anteriores da língua e assoalho da cavidade oral;
ƒ tecido lingual e periósteo;
ƒ corpo da mandíbula e porção inferior do ramo;
ƒ pele sobre o zigoma;
ƒ porção posterior da região jugal;
ƒ região temporal.
Técnica
Na técnica do bloqueio do nervo mandibular (técnica de Gow-Gates), recomenda-se,
para o bloqueio do nervo mandibular, técnica de Gow-Gates, o uso de agulha longa de
calibre 25.
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136 TÉCNICAS DE ANESTESIA MAXILAR E TÉCNICAS DE ANESTESIA MANDIBULAR
Recomenda-se a posição do paciente em decúbito dorsal ou semidecúbito. Já o profissio-
nal, deve se colocar à direita e ligeiramente à frente do paciente, que deve manter a boca
amplamente aberta até que a injeção seja concluída. Essa posição desloca o côndilo man-
dibular para anterior aproximando-o do tronco do nervo mandibular.
A técnica consiste nos seguintes passos:
ƒ traçar uma linha imaginária da comissura da boca até a incisura intertrago;
ƒ colocar o dedo indicador sobre a incisura coronóide, para possibilitar a retração dos
tecidos e ajudar a determinação do local da penetração da agulha;
ƒ visualizar os pontos de reparo intrabucais: cúspide palatina do segundo molar maxilar.
O local de introdução da agulha fica imediatamente distal ao segundo molar maxilar;
ƒ secar a mucosa com gaze estéril

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