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Técnicas de anestesia maxilar e técnicas de anestesia mandibular

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determinará a altura da injeção. Na maioria dos casos, essa altura estará em torno de
6 a 10mm acima do plano oclusal;
ƒ utilizar o dedo, também, para afastar os tecidos, distendendo-os lateralmente (este
procedimento torna a introdução da agulha menos traumática).
O ponto de introdução da agulha situa-se a três quartos da distância ântero-posterior
da incisura coronóide até a rafe pterigomandibular (Figura 9).
Figura 9 – Altura da injeção na téc-
nica anestésica do nervo alveolar
inferior.
Fonte: Arquivo de imagens das autoras.
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Local de injeção (direção ântero-posterior)
A penetração da agulha ocorre na interseção de dois pontos:
ƒ o primeiro ponto, que se situa ao longo da linha ântero-posterior descrita para indicar
a altura da injeção;
ƒ o segundo ponto, que se situa em uma linha vertical que atravessa o primeiro ponto
(cerca de três quartos da distância da borda anterior do ramo).
O corpo da seringa tipo carpule deverá estar na direção dos pré-molares do lado
oposto.
Profundidade de penetração
A penetração de agulha será em torno de 20 a 25mm, ou aproximadamente dois quartos
do comprimento da agulha odontológica longa, até que se toque levemente o osso. A
extremidade da agulha deverá estar posicionada um pouco acima do forame mandibular;
Se houver toque no osso precocemente, poderá indicar que a agulha está posicionada
muito anteriormente no ramo mandibular. Se não houver toque no osso, poderá indicar
que a agulha está posicionada muito posteriormente. Nos dois casos, retirar a agulha e
introduzi-la na direção correta (Figura 10).
A técnica consiste nos seguintes passos:
ƒ secar a mucosa com gaze estéril e aplicar anestésico tópico;
ƒ introduzir a agulha seguindo os parâmetros anteriores até tocar o osso, então recuar
1mm a agulha para que não ocorra injeção subperióstea;
ƒ injetar lentamente a solução anestésica (realizando refluxo ou aspiração), aproxima-
damente, 1,0mL do anestésico durante no mínimo de 60 segundos;
ƒ recuar um terço da agulha e injetar mais 0,5mL para anestesia do nervo lingual;
ƒ retirar a agulha cuidadosamente;
ƒ aguardar 3 a 5 minutos para o efeito anestésico.
Figura 10 – Profundidade de pene-
tração da agulha na técnica
anestésica do nervo alveolar inferior.
Fonte: Arquivo de imagens das autoras.
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Sinais e sintomas
Dormência do lábio inferior e borda lateral da língua do lado anestesiado e ausência de dor
durante o tratamento odontológico são sinais e sintomas da eficácia da anestesia.
Falhas na anestesia
As falhas na anestesia podem ser:
ƒ injeção do anestésico abaixo do forame mandibular;
ƒ injeção do anestésico, anterior e lateralmente ao ramo. Esta falha é diagnosticada
pela ausência de anestesia;
ƒ inervação sensitiva acessória dos dentes mandibulares.
Alguns nervos estão envolvidos na inervação sensitiva acessória dos dentes mandibula-
res, como os nervos acessórios cervicais e o nervo milo-hioídeo, sendo que pesquisas atuais
indicam ser o nervo milo-hioídeo o principal envolvido. Esses estudos baseiam-se no fato que
o bloqueio do nervo mandibular de Gow-Gates, que bloqueia rotineiramente o nervo milo-
hioídeo, não está envolvido com problemas de inervação acessória.
Complicações
Pode-se ter, como complicação da técnica do bloqueio do nervo alveolar inferior:
ƒ hematoma local;
ƒ trismo (dor muscular ou movimentos limitados);
ƒ paralisia facial transitória por injeção anestésica muito posteriormente ao ramo man-
dibular, com difusão do anestésico para o corpo da parótida;
ƒ anestesia incompleta dos incisivos centrais ou laterais.
A anestesia incompleta mais comumente ocorre por sobreposição das fibras do nervo
alveolar inferior contralateral ou, algumas vezes, por inervação sensitiva acessória do nervo
milo-hioídeo. Para corrigir essa falha, deve-se realizar infiltração do anestésico na prega
mucojugal na região abaixo do ápice do dente em questão.
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33. Leia as afirmações sobre o bloqueio do nervo alveolar inferior:
I - O bloqueio do nervo alveolar inferior, ou também chamado de bloqueio mandibu-
lar, é a técnica de injeção mais usada e, possivelmente, mais importante em Odon-
tologia.
II - Esta técnica não é indicada quando se deseja analgesia de uma hemiarcada inferior,
em intervenções cirúrgicas nos dentes inferiores e tecidos moles anteriores ao 1º
molar.
III - O bloqueio do nervo alveolar inferior pode ser suplementado pela anestesias do
nervo lingual e bucal quando houver necessidade de analgesia da mucosa vestibu-
lar de 1º a 3º molar, ou tecidos moles da região lingual, respectivamente.
IV - O nervo anestesiado pela técnica é o nervo alveolar inferior e seus ramos terminais
(incisivo e mentoniano), comumente o nervo lingual.
Está INCORRETA a afirmativa:
A) I.
B) II.
C) III.
D) IV.
Resposta no final do capítulo
34. Qual a afirmativa correta em relação à anestesia pterigomandibular para bloqueio da
mandíbula?
A) Anestesia somente dos dentes inferiores posteriores relativos àquele hemiarco.
B) Se administrada posteriormente ao ramo da mandíbula, pode anestesiar o nervo
facial.
C) Em exodontia de molar, deve ser complementada com bloqueio do nervo lingual.
D) Todas as afirmativas estão incorretas.
Resposta no final do capítulo
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PRO-ODONTO | CIRURGIA | SESCAD 125
35. Complete o quadro com informações sobre o bloqueio do nervo alveolar inferior:
36. Quais são as possíveis falhas na anestesia do nervo alveolar inferior?
37. Quando ocorre a anestesia incompleta do bloqueio do nervo alveolar inferior?
BLOQUEIO DO NERVO BUCAL
O nervo bucal é o ramo da divisão anterior do nervo mandibular (V5) e, conseqüentemente,
não é anestesiado durante o bloqueio do nervo alveolar inferior. Outros nomes utilizados
para a denominação desta técnica é bloqueio longo do nervo bucal e bloqueio do nervo
bucinador.
O nervo bucal é responsável pela inervação sensitiva dos tecidos moles da região vestibular
dos molares mandibulares, tornando-se então necessário o bloqueio anestésico desse nervo
na realização de manipulação invasiva dos tecidos moles da região, como, por exemplo, nas
exodontias (Figura 11).
Área de introdução
da agulha
Altura da injeção
Profundidade
de penetração
BLOQUEIO DO NERVO ALVEOLAR INFERIOR
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Nervo anestesiado
O nervo anestesiado por esta técnica de bloqueio é o nervo bucal.
Áreas anestesiadas
Os tecidos moles vestibulares na região de molares inferiores são as áreas anestesiadas pelo
bloqueio do nervo bucal.
Técnica
Na técnica do bloqueio do nervo bucal, recomenda-se o uso de agulha longa de calibre
25. Esta agulha é utilizada, via de regra, porque o bloqueio do nervo bucal é, em geral,
realizado imediatamente após o bloqueio do nervo alveolar inferior. A área de introdução
da agulha será a mucosa vestibular do dente molar mais distal do arco mandibular (geral-
mente 3º molar). Os pontos de reparo são os molares inferiores e a prega mucojugal.
A técnica consiste nos seguintes passos:
ƒ secar a mucosa com gaze estéril e aplicar anestésico tópico;
ƒ tracionar os tecidos moles da região vestibular para melhor visualização da região e
tornar o menos traumática possível a penetração da agulha;
ƒ voltar o bisel da agulha para a superfície óssea;
ƒ introduzir a agulha no fundo de vestíbulo

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