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Controle de Estímulos e Comportamento Operante.

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série trffl>as
Controle de estímulos e 
comportamento operante
Uma (nova) introdução
. T. M. Sério P. S. Gioia
© d U C M. A. Andery N. Micheletto
CONTROLE DE ESTÍMULOS E 
COMPORTAMENTO OPERANTE 
Uma (nova) introdução
ç T ereza Maria de A zevedo Pires Sério. Foi feito o depósito legal 
Ficha catalogrâfica elaborada pela Biblioteca Reitora Nadir Gouvêa kfouri/PUC-SP
Controle de estímulos e comportamento operante / Tereza Maria 
de Azevedo Pires Sério et al. - 3 ed. revisada, 1 reimpr. - São Paulo : 
EDUC, 2010.
206 p.; 18 cm. - (Serie Trilhas)
ISBN 978-85-283-0376-6
1. Comportamento operante. 2. Comportamento humano. 
3. Discriminação. 4. Estimulação sensorial. 5. Comportamento 
verbal. 6. Linguagem. 7. Conhecimento - Teoria. I. Sério, Tereza 
Maria de Azevedo Pires.
CDD 121, 150, 152.1 
153, 392,401
I a edição: 2002 
2a edição: 2004; Ia reim pressão: 2003 
3a edição revisada: 2008
EDUC - Editora da PUC-SP
Direção 
Miguel Wady Chaia 
Produção Editorial 
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Preparação e Revisão 
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Editoração Eletrônica 
de miolo e capa 
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Capa 
Marilá Dardot
Secretário 
Ronaldo Decicino
e d u e
Rua Monte Alegre, 971 - sala 38CA 
05014-001 - São Paulo - SP 
Tel./Fax: (11) 3670-8085 e 3670-8558 
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SUMÁRIO
OS CONCEITOS DE DISCRIMINAÇÃO 
E GENERALIZAÇÃO............................................................ 7
DISCRIMINAÇÃO E GENERALIZAÇÃO:
ALGUMAS EXTENSÕES..................................................... 27
Estudo experimental dos processos 
de discriminação e generalização:
alguns exemplos....................................................31
Discriminação e generalização:
extensão e aplicação..............................................46
DISCRIMINAÇÃO E GENERALIZAÇÃO:
COMPORTAMENTO HUMANO COMPLEXO.....................57
Percepção e atenção...............................................60
Conhecimento, formação de conceitos 
e abstração.............................................................. 74
DISCRIMINAÇÃO CONDICIONAL................................... 87
1) Fase de teste..................................................... 110
2) Fase de treino....................................................114
3) Pós-teste............................................................ 115
COMPORTAMENTO VERBAL......................................... 127
Por que comportamento verbal?........................130
A definição de comportamento verbal...............135
Operantes verbais.................................................143
Comportamento verbal secundário................... 148
A multideterminação do comportamento 
verbal..................................................................... 150
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA 
DE SÄO PAULO
Reitor. Dirceu dc Mello
EDUC - Editora da PUC-SP
Conselho Editorial 
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Cibele Isaac Saad Rodrigues 
Dino Preti 
Dirceu de Mello (Presidente) 
Marcelo Figueiredo 
Maria do Carmo Guedes 
Maria Eliza Mazzilli Pereira 
Maura Pardini Bicudo Véras 
Onésimo de Olh eira Cardoso 
Thiago Lopes Matsushita
Associação Brasileira 
das Editoras Universitárias
TEREZA MARIA DE AZEVEDO PIRES SÉRIO 
MARIA AMALIA AN DER Y 
PAULA SUZANA GIOIA 
NILZA MICHELETTO
CONTROLE DE ESTÍMULOS E 
COMPORTAMENTO OPERANTE
Uma (nova) introdução
3a edição - revisada
e d u e
São Paulo 
2010
COMPORTAMENTO VERBAL E O CONTROLE 
DO COMPORTAMENTO HUMANO.............................. 153
ROTEIROS DE LEITORA..................................................181
Os conceitos de discriminação
e generalização..................................................... 181
Discriminação e generalização:
algumas extensões...............................................184
Discriminação e generalização:
comportamento humano complexo..................188
Discriminação condicional.................................192
Comportamento verbal.......................................197
Comportamento verbal e o controle 
do comportamento humano..............................200
NOTA SOBRE AS AUTORAS.......................................... 205
OS CONCEITOS DE DISCRIMINAÇÃO 
E GENERALIZAÇÃO
Tereza Maria de Azevedo Pires Sério 
Maria Amalia Andery 
Paula Suzana Gioia 
Nilza Micheletto
Em 1938, B. F. Skinner publicou seu pri­
meiro livro: The Behavior o f Organisms: An 
Experimental Analysis. Desde 1930, Skinner 
vinha realizando experimentos de laboratório 
com sujeitos animais; quase todos os experi­
mentos tinham como objetivo o estudo de rela­
ções operantes. Em The Behavior o f Organisms: 
An Experimental Analysis, Skinner apresenta a 
sistematização desses resultados experimen­
tais, organizados a partir de um conjunto de 
conceitos; essa apresentação pode ser consi­
derada como uma “primeira versão” do sis­
tema explicativo construído por ele e seus 
colaboradores.
Nessaprimeiraversão.estavamjápresentes 
conceitos que são, até hoje, básicos para análise 
do comportamento, como, por exemplo, com­
portamento operante, reforçamento, extinção
8 CONTROLE DE ESTÍMULOS E COMPORTAMENTO OPERANTE
e conceitos relacionados com o que hoje é 
denominado controle de estímulos do compor­
tamento operante.
O estudo do controle de estímulos cons­
titui uma área de pesquisa muito importante 
dentro da análise experimental do comporta­
mento. Essa área de pesquisa vem se desen­
volvendo bastante e tem produzido resultados 
promissores no que se refere à compreensão 
de comportamentos humanos complexos, 
como é o caso dos comportamentos envolvidos 
no conhecimento do mundo e de si próprio. As 
pesquisas sobre controle de estímulos têm pro­
duzido também resultados promissores com 
relação às possibilidades de atuação do analista 
do comportamento, por exemplo, na alfabetiza­
ção de crianças e adultos, no desenvolvimento 
de programas de ensino e no desenvolvimen­
to de estratégias para lidar com os mais diver­
sos “tipos” de distúrbios de comportamento.
Para iniciar nosso estudo dos conceitos 
envolvidos no controle de estímulos do com­
portamento operante, vamos recorrer ao livro 
The Behavior o f Organisms: An Experimental 
Analysis. Foi assim que Skinner apresentou a 
questão do controle de estímulos, em 1938:
Uma conexão entre um operante e um estímulo 
reforçador pode ser estabelecida independente­
mente de qualquer estimulação específica que 
esteja agindo antes da resposta. (...) com aten-
OS CONCEITOS DE DISCRIMINAÇAO E GENERALIZAÇAO 9
çào constante, é possível reforçar uma resposta 
(...) sob muitos conjuntos diferentes de forças 
estimuladoras e independentemente de qual­
quer conjunto específico. Na natureza, entre­
tanto, a contingência de reforçamento para 
uma dada resposta não é mágica; o operante 
deve operar sobre a natureza para produzir seu 
reforçamento. Embora a resposta seja livre para 
ocorrer em um número muito grande de situa­
ções estimuladoras, ela será efetiva na produ­
ção de reforçamento somente em uma pequena 
parte delas. Usualmente, a situação favorável é 
marcada de alguma maneira e o organismo faz 
uma discriminação (...). Ele passa a responder 
sempre que estiver presente o estímulo que 
estava presente na ocasião do reforçamento 
anterior e a não responder em outras situações. 
O estímulo anterior (...) meramente estabelece a 
ocasião na qual a resposta será reforçada.
Em um mundo no qual o organismo é um ser 
isolado e errante, as necessidades mecânicas 
de reforçamento requerem, além da correlação 
da resposta e do reforçamento, essa correlação 
adicional com a estimulação anterior. Portanto, 
três termos devem ser considerados: um estí­
mulo discriminativo anterior (SD), a resposta 
(R°) e o estímulo reforçador (S1). A relação entre 
eles pode ser