Guia Acessibilidade e Mobilidade para Todos

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4.5 e 
na secção 4.6.
Secção \ufffd.1\ufffd. Sinalização e orientação
4.14.1. Deve existir sinalização que identifique e direccione os uten-
tes para entradas/saídas acessíveis, percursos acessíveis, lugares de 
estacionamento reservados para pessoas com mobilidade condi-
cionada e instalações sanitárias de utilização geral acessíveis.
4.14.2. Caso um percurso não seja acessível, a sinalização deve 
indicá-lo.
1\ufffd1
4.14.3. O símbolo internacional de acessibilidade consiste numa 
figura estilizada de uma pessoa em cadeira de rodas, conforme 
indicado em seguida:
4.14.4. Se existirem obras nos percursos acessíveis que prejudi-
quem as condições de acessibilidade definidas, deve ser salvaguar-
dada a integridade das pessoas pela colocação de barreiras devi-
damente sinalizadas por avisos, cores contrastantes e iluminação 
nocturna.
1\ufffd2
4.14.5. Para assegurar a legibilidade a sinalização deve possuir as 
seguintes características:
1) Estar localizada de modo a ser facilmente vista, lida e entendida 
por um utente de pé ou sentado;
2) Ter uma superfície anti-reflexo;
3) Possuir caracteres e símbolos com cores que contrastem com o 
fundo;
4) Conter caracteres ou símbolos que proporcionem o adequado 
entendimento da mensagem.
4.14.6. Nos edifícios, a identificação do número do piso deve pos-
suir as seguintes características:
1) Ser identificado por um número arábico;
2) Estar colocada centrada a uma altura do piso de 1,5 m, numa 
parede do patamar das escadas ou, se existir uma porta de aces-
so às escadas, do lado do puxador a uma distância da ombreira 
não superior a 0,3 m;
3) Utilizar caracteres com uma altura não inferior a 0,06 m, salien-
tes do suporte entre 0,005 m e 0,007 m, espessos (tipo negrito) 
e de cor contrastante com o fundo onde são aplicados.
1\ufffd3
1\ufffd\ufffd
2.3.
Quadros de 
Sistematização
Temática
A sistematização em quadros, de 
algumas das figuras contempladas 
nas Normas Técnicas do Decreto-
Lei, visa condensar e organizar 
a informação que se encontra 
dispersa ao longo do texto, 
facilitando a sua consulta e a sua 
aplicação.
Neste sentido muitos quadros po-
deriam ser feitos, mas, dada a im-
possibilidade de se ser exaustivo, 
optou-se por sistematizar apenas 
as figuras mais pertinentes. 
Essa pertinência prende-se com a 
nossa noção da constante recor-
rência a estas figuras por parte de 
quem desenha o espaço. Assim, 
apresentam-se os seguintes qua-
dros resumo:
1. percursos acessíveis
2. rampas
3. escadas
4. ascensores / plataformas
 elevatórias
5. instalações sanitárias
1\ufffd\ufffd
CA
RA
C
TE
RÍ
ST
IC
AS
PERCURSO	ACESSÍVEL CASOS	ESPECÍFICOS
geral excepções passeios e caminhos de peões
Corredores e outros espaços de
circulação horizontal em habitações
Devem ter uma largura \u2265 1,10 m.
Podem ter uma largura \u2265 0,90 m se o seu com-
primento for \u2264 1,50 m e não der acesso lateral a 
portas de compartimentos.
 Adjacentes a vias prin
 cipais e vias distribui
 doras devem ter uma 
 largura \u2265 1,50 m.
No interior de áreas plantadas e com extensão até 
7 m podem ter largura \u2265 0,90 m.
Os corrimãos 
ou outros ele-
mentos com 
projecção \u2264 
0,1 m podem 
sobrepor-se 
lateralmente 
à largura livre 
das faixas de 
circulação ou 
aos espaços 
de manobra 
do percurso 
acessível. 
altura livre no espaço encerrado \u2264 2,00 m
altura livre no espaço não encerrado \u2264 2,40 m
Deve existir um canal de circulação contínuo e 
desimpedido de obstruções com uma largura ao 
nível do pavimento \u2265 1,20 m.
la
rg
ur
a 
liv
re
A largura livre pode ser apenas A \u2265 0,80 m em 
troços com extensão B \u2264 0,60 m.
A largura livre pode ser apenas A \u2265 0,90 m em 
troços com extensão B \u2264 1,50 m.
al
tu
ra
 li
vr
e
zo
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s d
e 
pe
rm
an
ên
ci
a
zo
na
s d
e 
m
an
ob
ra
4.5.1. 4.5.4.
4.3.1. 4.3.3. 1.2.2. 3.3.2.
1.2.1.
4.1.1. 4.1.3.
4.4.1. 4.4.2.
1\ufffd6 1\ufffd\ufffd1\ufffd6 1\ufffd\ufffd
CASOS	ESPECÍFICOS
Escadas e rampas de passagens
de peões desniveladas
Escadas em habitaçõesRampas
Corredores em instalações
escolares e de formação
Rampas em habitações
Os lanços, patins intermédios e patamares 
devem ter uma largura ao nível do pavimen-
to \u2265 1,50 m.
Que dêem acesso a compartimentos habitá-
veis devem ter uma largura \u2265 1,00 m.
Se a rampa tiver uma projecção 
horizontal \u2264 5 m ou se existirem duas 
rampas para o mesmo percurso a sua 
largura pode ser \u2265 0,90 m.
Devem ter uma largura \u2265 1,80 m.
Q
UA
D
RO
 P
ER
CU
RS
O
 A
CE
SS
ÍV
EL
Rampas que façam parte do percurso de 
acesso a compartimentos habitáveis podem 
ser \u2265 0,90 m.
2.5.4. 3.3.6. 3.3.5.3.5.2.
4.5.2. 4.5.2. 4.5.2.
1.7.1.
1.7.3.
1\ufffd6 1\ufffd\ufffd1\ufffd6 1\ufffd\ufffd
Quando as rampas tiverem uma projecção hori-
zontal não superior a 5 m ou existirem 2 rampas 
para o mesmo percurso podem:
C
A
SO
S	
ES
P
EC
ÍF
IC
O
S
largura \u2265 1,20 m
CARACTERÍSTICAS
largura livre altura livre inclinação revestimento do piso
ex
ce
pç
õe
s
ge
ra
l
No caso de obras de alteração ou conservação, se 
as limitações de espaço impedirem a utilização 
de rampas com as proporções acima indicadas 
podem ser utilizadas rampas que satisfaçam:
altura livre no espaço encerrado \u2264 2,00 m
altura livre no espaço não encerrado \u2264 2,40 m
A altura livre deve ser medida verticalmente entre 
o piso da rampa e o tecto.
A inclinação deve ser a menor possível e no 
máximo 6% se o desnível \u2264 0,6 m e a projecção 
horizontal \u2264 10 m, ou 8% se o desnível \u2264 0,4 m e a 
projecção horizontal \u2264 5 m.
Devem existir faixas no início e no fim das rampas 
com diferenciação de textura e cor contrastante 
com o pavimento adjacente.
R
A
M
PA
S
ra
m
pa
s e
m
 c
ur
va
cont...
2.5.4.
4.5.1.
4.5.2. 2.5.1.
2.5.4. 2.5.2.
2.5.10.
2.5.3.
1\ufffd\ufffd 1\ufffd\ufffd1\ufffd\ufffd 1\ufffd\ufffd
Q
UA
D
RO
 R
A
M
PA
S
plataformas de descanso corrimãos
As rampas que vençam um desnível 
não superior a 0.2 m podem não ter 
corrimãos
As rampas que vençam um desnível 
entre os 0.2 m e os 0.4 m e que não 
tenham uma inclinação superior a 6% 
podem ter apenas corrimãos apenas 
de um dos lados
Devem existir plataformas de descanso:
-na base e topo de uma rampa quando a sua projecção horizontal é superior ao 
especificado para cada inclinação.
-nos locais onde exista uma mudança de direcção da rampa com um ângulo 
\u226490°
Os corrimãos devem:
-existir de ambos os lados das rampas
-prolongar-se 0,3 m na base e no topo da rampa 
-ser contínuos ao longo dos vários lanços e patamares de descanso 
-ser paralelos ao piso da rampa
-ter pelo menos um elemento preênsil a 0,85 m \u2264 h \u2264 0,95 m, se a inclinação da 
rampa \u2264 6%
-ser duplo com um elemento preênsil a 0,70 m \u2264 h \u2264 0,75 m e outro a 0,90 m 
\u2264 h \u2264 0,95 m
As rampas que vençam desníveis \u2265 0,30 m e que tenham desníveis 
em relação aos pisos adjacentes \u2265 0,10 m, e as plataformas 
horizontais de descanso que tenham desníveis em relação aos pisos 
adjacentes \u2265 0,10 m devem ser ladeadas em toda a sua extensão por 
um dos elementos de protecção.
elementos de protecção
CARACTERÍSTICAS
inclinação
6%
8%
10 %
12 %
projecção 
horizontal 
máxima
10,00 m
5,00 m
2,00 m
0,83 m
\u2264 90º
2.5.5.
2.5.6.
2.5.7.
2.5.8.
2.5.9.
2.5.7.
2.5.11.
1\ufffd\ufffd 1\ufffd\ufffd1\ufffd\ufffd 1\ufffd\ufffd
C
A
SO
S	
ES
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ÍF
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O
S
CARACTERÍSTICAS
largura livre altura livre inclinação revestimento do piso
ra
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a
se
 v
en
ce
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in
da
: 
Deve ser antiderrapante.
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e 
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es
so
 a
os
 
ta
nq
ue
s d
as
 p
isc
in
as
Nas rampas que façam parte do percurso de 
acesso a compartimentos