CONTABILIDADE PÚBLICA
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CONTABILIDADE PÚBLICA


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Andrade (2010) nos estabelece que a prestação de contas é um 
demonstrativo organizado pelo agente, entidade ou pessoa responsável, 
acompanhado ou não de documentos comprobatórios das operações de 
receita e despesa, dos demonstrativos contábeis e seus anexos, que devem 
sofrer análises do ordenador de despesa, e que, se não encaminhada ao órgão 
responsável dentro do prazo estabelecido, fará parte do processo de tomada 
de contas pelos órgãos fiscalizadores. As instruções normativas dos 
Tribunais de Contas apresentam a documentação que deverá ser enviada por 
cada ente.
O processo de tomada de contas é analisado sob os aspectos de 
legalidade, legitimidade, economicidade, eficiência e eficácia, após o que as 
contas são julgadas:
a) Regulares
b) Regulares com Ressalva
c) Irregulares
d) Iliquidáveis
O parecer expedido pelos Tribunais de Contas quando da análise da 
prestação de contas é que estabelece como as são classificadas, se regulares, 
irregulares, conforme acima especificado.
CONTABILIDADE PÚBLICA
AULA 05: PRESTAÇÃO E TOMADA DE CONTAS. CONTROLE INTERNO, EXTERNO E SOCIAL
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REGULARES COM RESSALVA
Regulares com Ressalva decorrem da existência de impropriedades ou 
falhas de natureza formal, mas não resultam em danos ao erário.
IRREGULARES
Contas Irregulares decorrem da omissão no dever de prestá-las; da 
prática de ato de gestão ilegal, ilegítimo, ou infração a norma legal ou 
regulamentar; de desfalque ou desvio de dinheiros, bens ou valores 
públicos e de reincidência no descumprimento de determinações do 
Tribunal.
ILIQUIDÁVEIS
As Iliquidáveis ocorrem quando força maior tornar materialmente 
impossível o julgamento de mérito.
A lei n° 8.443/92 (Lei Orgânica do Tribunal de Contas da União) 
disciplina em seu art. 7°, sobre: o processo das contas, o agente 
responsável, o conceito técnico, e a periodicidade da tomada de contas. 
Isso tomando como exemplo o Governo Federal, na qual Estados e 
Municípios também disciplinam sobre a matéria.
FONTES DAS IMAGENS
1. http://www.adobe.com/go/getflashplayer
Responsável: Profª Nirleide Saraiva Coelho
Universidade Federal do Ceará - Instituto UFC Virtual
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TÓPICO 02: CONTROLE INTERNO, EXTERNO E SOCIAL
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Controle é uma das funções que compõem o processo administrativo. 
A função controlar consiste em averiguar se as atividades efetivas estão de 
acordo com as atividades e seus projetos originais, que foram planejadas. 
(OLIVEIRA, 2005).
VERSÃO TEXTUAL
O controle constitui um dos cinco princípios primordiais da 
administração, de tal forma que a sua inexistência ou deficiência tem 
reflexos negativos nas demais funções (planejamento, organização, 
direção e coordenação), resultando na ineficácia e ineficiência da 
organização. (BRAGA, 2008). 
Logo, o controle funciona como um meio para atingir os objetivos, os 
resultados ineficientes ou fracassos na administração pública têm, na 
maioria das vezes, como responsáveis as falhas do controle. 
OBSERVAÇÃO
Pode-se afirmar que o ato de controlar é o conjunto de 
procedimentos, métodos ou rotinas que são implantados para que haja 
uma fiscalização de uma atividade ou pessoas dentro de uma organização. 
O controle pode ser dividido em interno, externo e social. Conforme 
iremos estudar adiante.
CONTROLE INTERNO
Segundo a Cartilha de Boas Práticas na Gestão Pública (2012) o controle 
interno a ser mantido na administração pública deve envolver todas as 
atividades exercidas pela entidade, sendo de competência e responsabilidade 
do administrador a implantação, o funcionamento e a manutenção do 
sistema de controle interno, a fim de que possa registrar, avaliar, 
diagnosticar e propor melhorias no setor público.
O Controle Interno é o instrumento que auxilia na Gestão Pública, 
atuando de forma preventiva na detecção de irregularidades, conferindo 
maior eficácia, eficiência e economicidade aos gastos governamentais, dando 
mais transparência na aplicação dos recursos públicos. Esse controle deverá 
ser exercido em cada ente da federação, atualmente as administrações 
públicas o exercem através da Controladoria.
De acordo com Botelho (2007, p.27):
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AULA 05: PRESTAÇÃO E TOMADA DE CONTAS. CONTROLE INTERNO, EXTERNO E SOCIAL
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No âmbito da administração pública, Controle Interno é o conjunto de 
atividades, planos, métodos e procedimentos interligados utilizados com vistas 
a assegurar que os objetivos dos órgãos e entidades da administração sejam 
alcançados, de forma confiável e concreta, evidenciando eventuais desvios ao 
longo da gestão, até a consecução dos objetivos fixados pelo Poder Público.
O Controle Interno é o conjunto de recursos, métodos e processos 
adotados pelo setor público, com a finalidade de comprovar fatos, impedir 
erros, fraude e a ineficiência, bem como evidenciar desvios ao longo da 
gestão e propor ações que visem corrigi-los, de modo que os objetivos dos 
órgãos e das entidades da Administração Pública sejam alcançados, de forma 
confiável e concreta. (COELHO, 2006).
O controle interno auxilia o administrador na percepção de erros, 
fraudes ou desvios e no processo de tomada de decisões para uma melhor 
aplicação dos recursos públicos. E a detecção de falhas internamente pelo 
órgão evita que o controle externo os identifique e aplique penalizações.
A Constituição Federal de 1988, em seu art. 74 fundamenta o controle 
interno, o qual determina que os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário 
devem manter, de forma integrada, sistema de controle interno com a 
finalidade de:
Art. 74 \u2013 [...]
a) avaliar o cumprimento de metas do plano plurianual e a execução dos 
orçamentos públicos; b) comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto 
à eficácia e eficiência, da Gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos 
órgãos e entidades da administração federal, bem como da aplicação de 
recursos públicos por entidades privadas;
c) exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos 
direitos e haveres da União;
d) apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.
A caracterização do controle interno dar-se por qualquer atividade de 
verificação sistemática de um registro, exercida de forma permanente ou 
periódica, consubstanciado em documento ou outro meio, que expresse uma 
ação, uma situação, um resultado. (ARRAES, 2012).
O objetivo do controle interno é funcionar, como um mecanismo de 
auxilio para o administrador salvaguardando os recursos públicos contra o 
desperdício, o abuso, os erros, as fraudes e as irregularidades. Com a 
finalidade de garantir o cumprimento das metas, proteger as ações e evitar a 
ocorrência de impropriedades e irregularidades, por meio dos princípios, 
técnicas e instrumentos próprios. (CASTRO, 2008).
O controle interno atua como ferramenta imprescindível dentro de uma 
gestão pública, gerando informações importantes para que haja o 
cumprimento das metas de cada governo, identificar possíveis fatores que 
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ocasionam erros, desperdícios, abusos e fraudes para que as medidas 
preventivas sejam tomadas.
O Sistema de Controle Interno na Administração Pública é um conjunto 
de unidades técnicas orientadas para promover a eficiência e a eficácia nas 
operações e verificar o cumprimento das políticas estabelecidas em lei, sendo 
dirigido e coordenado por uma Unidade Central de Controle Interno criada 
na estrutura de cada órgão no âmbito de cada um dos Poderes Legislativo, 
Executivo e Judiciário.
Sendo que as unidades que integram o Sistema devem utilizar-se dos 
controles internos como ferramenta de trabalho, os quais se darão de forma 
prévia, subsequente e,
Julio
Julio fez um comentário
muito bom
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