CONTABILIDADE PÚBLICA
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CONTABILIDADE PÚBLICA


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a denominação de 
sistema para subsistema de contas, esta alteração é decorrente de que a 
contabilidade é o sistema geral de informações e com isto é composto de 
vários subsistemas como o orçamentário, patrimonial, custos e 
compensação.
2. Outra mudança proveniente das normas é que o sistema financeiro 
agora incorpora o subsistema patrimonial juntamente com as 
informações patrimoniais.
3. Estas mudanças para a contabilidade pública, especificando o plano de 
contas aplicado ao setor público e as demonstrações contábeis aplicadas 
ao setor público, deverão ser adotadas de forma obrigatória a partir de 
2012, pela União, Estados e Distrito Federal, e de 2013, pelos Municípios. 
SISTEMA ORÇAMENTÁRIO \u2013 SUBSISTEMA DE INFORMAÇÕES
ORÇAMENTÁRIAS \u2013 REGISTRO DE OPERAÇÕES TÍPICAS
A Norma Brasileira de Contabilidade T 16.3 (aprovada pela resolução 
CFC 1.130, de 21-11-2008) aborda o planejamento e seus instrumentos sob o 
enfoque contábil, estabelece as bases para o controle contábil do 
planejamento realizado pelas entidades do setor público.
Lembrando, temos que os instrumentos de planejamento elaborados 
pela administração pública, estabelecido pela Constituição Federal de 1988: 
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VERSÃO TEXTUAL
\u25a0 Plano Plurianual (PPA),
\u25a0 a Lei Orçamentária Anual (LOA) e 
\u25a0 a Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO).
Segundo Rosa (2011) com relação a esta Norma Técnica, a evidenciação 
da contabilidade relativa ao controle do planejamento, deverá:
- permitir a integração dos planos hierarquicamente interligados; e 
- contribuir para as tomadas de decisão do governo permitindo o 
conhecimento do conteúdo, a execução e avaliação do planejamento das 
entidades a partir de dois níveis:
a) coerência entre os planos hierarquicamente interligados nos seus 
aspectos quantitativos e qualitativos; e 
b) aderência entre os planos hierarquicamente interligados e a sua 
implementação.
Importante destacar que as movimentações de receitas e despesas 
durante o exercício serão apresentadas na elaboração do Balanço 
Orçamentário. Antes desta elaboração serão realizados registros contábeis da 
receita e da despesa, dando início com a aprovação da Lei Orçamentária 
Anual (LOA), vejamos a seguir:
Lançamento do Registro da Receita Prevista:
D \u2013 5.2.1.1.x.xx.xx Previsão Inicial da Receita
C \u2013 6.2.1.1.x.xx.xx Receita a Realizar
Importante comentar que o lançamento de abertura do subsistema 
orçamentário debita o valor da previsão da receita e credita a conta receita a 
realizar, o primeiro ocorre em decorrência da receita ainda não ter 
ingressado nos cofres públicos, sendo, portanto uma estimativa ainda. Na 
medida que, o valor for sendo arrecadado a receita passa a ter a sua natureza 
credora.
Lançamento do Registro da Despesa Fixada:
D \u2013 5.2.2.1.x.xx.xx Dotação Orçamentária Inicial
C \u2013 6.2.2.1.x.xx.xx Crédito Disponível
Os registros da abertura do sistema orçamentário obedecem ao que 
estabelece a Lei nº 4.320/64: \u201cPertencem ao exercício: - as receitas nele 
arrecadadas e as despesas nele legalmente empenhadas\u201d. Que corresponde 
ao Regime Orçamentário estudado anteriormente.
Com a aprovação da Lei Orçamentária Anual e dando início à execução 
orçamentária iniciam-se durante o exercício, as arrecadações das receitas 
públicas, vejamos:
Lançamento do Registro da Arrecadação da Receita:
D \u2013 6.2.1.1.x.xx.xx Receita a Realizar
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C \u2013 6.2.1.2.x.xx.xx Receita Realizada
Em contrapartida a este lançamento e para um maior controle dos 
recursos a serem arrecadados para se fazer face aos gastos governamentais, 
surge o lançamento para o controle:
Lançamento do Registro da Disponibilidade do Recurso:
D \u2013 7.2.2.1.x.xx.xx Controle da Disponibilidade de Recursos
C \u2013 8.2.2.1.1.xx.xx Disponibilidade por Destinação de Recursos
Durante o exercício financeiro as despesas começam a ser 
movimentadas, vejamos os lançamentos a seguir obedecendo aos estágios da 
despesa, em conformidade com a Lei nº 4.320/64:
Lançamento de Execução da Despesa Orçamentária, de acordo com o 1º
estágio que é o empenho:
No Subsistema de Informações Orçamentárias: 
D \u2013 6.2.2.1.1.xx.xx Crédito Disponível
C \u2013 6.2.2.1.x.xx.xx Crédito Empenhado a Liquidar
No Subsistema de Compensação:
D \u2013 8.2.2.1.x.xx.xx Disponibilidade por Destinação de Recursos
C \u2013 8.2.2.1.x.xx.xx Disponibilidade por Destinação de Recursos 
Comprometida
Lançamento de Execução da Despesa Orçamentária, de acordo com o 2º
estágio que é a Liquidação:
No Subsistema de Informações Orçamentárias: 
D \u2013 6.2.2.x.x.xx.xx Crédito Empenhado a Liquidar
C \u2013 6.2.2.x.x.xx.xx Crédito Empenhado Liquidado
O que observamos acima é que os lançamentos tanto da receita como da 
despesa ocorrem tantas vezes quanto forem necessárias no exercício.
SISTEMA FINANCEIRO \u2013 SISTEMA PATRIMONIAL \u2013
SUBSISTEMA DE INFORMAÇÕES PATRIMONIAL \u2013 REGISTRO DE
OPERAÇÕES TÍPICAS
Este subsistema reflete as movimentações ocorridas no patrimônio das 
administrações públicas evidenciando informações do patrimônio. O Plano 
de contas para o subsistema patrimonial reflete nos seguintes grupos: 
VERSÃO TEXTUAL
\u25a0 Ativo Circulante, 
\u25a0 Ativo Não Circulante, 
\u25a0 Passivo Circulante, 
\u25a0 Passivo Não Circulante e 
\u25a0 Patrimônio Líquido, complementando pelas contas relacionadas as 
variações patrimoniais aumentativas e diminutivas. 
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Esta classificação em Circulante e Não Circulante foi estabelecida pela 
NBC T 16.2, ou seja, pelas normas brasileiras de contabilidade técnica, 
aprovada pela Resolução do CFC 1.129/2008.
Rosa (2011) apresenta um comparativo da estrutura do balanço 
patrimonial da Lei nº 4.320/64 e da Norma Brasileira de Contabilidade 
Técnica:
Lei nº 4.320/64 Normas Brasileiras de 
Contabilidade Técnica
Ativo Financeiro
Ativo Permanente
Passivo Financeiro
Passivo Permanente
Saldo Patrimonial
Contas de Compensação
Ativo Circulante
Ativo Não Circulante
Passivo Circulante
Passivo Não Circulante
Patrimônio Líquido
Contas de Compensação
O patrimônio líquido registra o resultado do período segregado dos 
resultados acumulados de períodos anteriores.
Vejamos alguns lançamentos envolvendo as movimentações 
patrimoniais:
Lançamento do reconhecimento do Crédito Tributário, por exemplo, 
registrando o reconhecimento da receita \u2013 variação patrimonial quantitativa.
Subsistema de Informações Patrimoniais 
D \u2013 1.1.2.2.x.xx.xx Créditos Tributários a Receber
C \u2013 4.1.1.x.x.xx.xx Impostos
Observamos pelo lançamento acima o registro do reconhecimento do 
direito, a débito, em contrapartida com o crédito de uma variação 
patrimonial aumentativa no momento da ocorrência do fato. Obediência ao 
princípio da competência.
Lançamento do Registro da Arrecadação de Tributos 
Subsistema de Informações Patrimoniais 
D \u2013 1.1.1.1.x.xx.xx Caixa e Equivalentes de Caixa em Moeda Nacional
C \u2013 1.1.2.2.x.xx.xx Créditos tributários a Receber
Observação: vimos no subsistema de informações orçamentárias o 
lançamento da arrecadação da receita e agora como se comportaria no 
subsistema de informações patrimoniais.
A situação anterior apresenta impacto no subsistema de compensação, 
pois é necessário fazer o registro do controle da disponibilidade:
Subsistema de Compensação 
D \u2013 7.2.2.1.x.xx.xx Controle da Disponibilidade de Recursos
C \u2013 8.2.2.1.x.xx.xx Disponibilidade por Destinação de Recursos
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Vejamos uma outra situação que contabiliza a alienação de bens à vista, 
por exemplo um veículo:
Lançamento do Ingresso de recurso e baixa do bem em decorrência da 
alienação:
Subsistema de Informações Patrimoniais 
D \u2013 1.1.1.1.x.xx.xx Caixa e Equivalentes de Caixa em Moeda Nacional
C \u2013 1.2.3.1.x.xx.xx Imobilizado/Bens Móveis/Veículos
Este lançamento também é preciso ser feito no subsistema
Julio
Julio fez um comentário
muito bom
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