Tributário I
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Tributário I


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o contribuinte (se os 90 dias derem no mesmo exercício, sigo a regra geral e conta-se o primeiro dia do próxima exercício; se os dias derem no próximo exercício, sigo a data mais longa).
OBSERVAÇÃO 1: as duas modalidades (genérica e especial): acumulada
OBSERVAÇÃO 2: o contribuinte tem no mínimo 90 dias para se preparar para a nova exação.
OBSERVAÇÃO 3: síntese dos regimes jurídicos da anterioridade.
1 \u2013 REGRA: observância de ambos os princípios: genérica + especial = padrão do sistema.
Art. 150, § 1º, CF - A vedação do inciso III, b, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, IV e V; e 154, II; e a vedação do inciso III, c, não se aplica aos tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, III e V; e 154, II, nem à fixação da base de cálculo dos impostos previstos nos arts. 155, III, e 156, I.
2 \u2013 NÃO sujeição a nenhuma modalidade (especial e geral), pois são impostos de natureza extrafiscal, estão destinados a regular a economia.
Empréstimos compulsórios (art. 148, I, CF): despesas extraordinárias, calamidades, guerra externa ou sua eminência.
Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios: 
I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência;
II - no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, observado o disposto no art. 150, III, "b".
Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição.
II (art. 153, I); IE (art. 153, II); IOF (art. 153, V)
Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:
I - importação de produtos estrangeiros;
II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados;
V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários;
Imp. Extraordinário (art. 154, II): guerra externa ou sua eminência.
Art. 154. A União poderá instituir:
I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição;
II - na iminência ou no caso de guerra externa, impostos extraordinários, compreendidos ou não em sua competência tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente, cessadas as causas de sua criação.
3 \u2013 Aplicação da anterioridade genérica, mas NÃO da especial: IR (art. 153, III) e a fixação da base de cálculo do IPVA (art. 155, III) e IPTU (art. 156, I).
\u2013 Aplicação da anterioridade especial, mas NÃO da genérica
IPI (art. 153. IV);
ICMS: combustíveis e lubrificantes. Art. 155, $ 4º, IC, \u201cc\u201d.
CIDE: atividades de importação ou comercialização de petróleo e seus derivados. Art. 177, $ 4º, I, \u201cb\u201d, CF/88.
5 \u2013 Aplicação da anterioridade nanogesimal. Art. 195, $ 6º, CF/88.; contribuições sociais.
D) Principio da generalidade da tributação. Art. 150, II, CF
Vedação de tratamento desigual
OBSERVAÇÃO 1: noção de justiça
E) Principio da capacidade contributiva. Art. 145, $ 1º, CF/88
Capacidade econômica do contribuente == IMPOSTOS.
Conceito: capacidade contributiva é a aptidão da pessoa colocada na posição de destinatário legal tributário, para suportar a carga tributária, numa obrigação cujo objeto é o pagamento de imposto, sem o perecimento da riqueza lastreadora da tributação. Representa critério de gradação do imposto, e atua como limite da tributação, permitindo a manutenção do mínimo vital, ou seja, aquela quantidade de riqueza mínima a propiciar ao sujeito passivo uma vida digna e obstando que a progressividade tributária atinja níveis de confisco ou de cerceamento 9retirar) de outros direitos constitucionais.
OBSERVAÇÃO 2: conceito compreendido em dois sentidos:
Capacidade contributiva absoluta ou objetiva: atividade de eleição pelo legislado (âmbito abstrato) que demonstram aptidão para suportar a carga tributária.
Capacidade contributiva relativa ou subjetiva: sujeito individualmente considerado (âmbito concreto)
Dia 14/10/2013
F) Vedação da utilização de tributo com efeito de confisco. Art. 150, IV, CF
Livro Eduardo Sabagg: É da essência do texto constitucional que a carga tributária seja aceitável, razão por que o legislador houve por bem regrar o poder de tributar com as conhecidas limitações principio lógicas a este poder, destacando-se, sobretudo, o postulado constitucional que veda o tributo com efeito de confisco. Note o dispositivo no texto constitucional:
Art. 150, IV, da CF: \u201cSem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: (...) IV \u2013 utilizar tributo com efeito de confisco. (...)\u201d.
** Definição de confisco: é a absorção total ou substancial da propriedade privada, pelo poder público, sem a correspondente indenização.
Livro Eduardo Sabagg: Define-se confisco ou confiscação como \u201co ato pelo qual se apreendem e se adjudicam ao fisco bens pertencentes a outrem, por ato administrativo ou por sentença judicial, fundados em lei\u201d.
\u201cO princípio do não confisco é uma derivação do \u2018direito de propriedade\u2019, sendo uma limitação negativa ao poder de tributar imposta ao Estado. Proíbe, assim, o Estado de usar os tributos para confiscar os bens ou o patrimônio de particulares\u201d.
\u201cO princípio da Vedação de Confisco tem por objetivo estabelecer a tributação justa e livre de arbitrariedade\u201d.
OBSERVAÇÃO 01: vedação para proteger o direito da propriedade
OBSERVAÇÃO 02: excepcionalmente
Direito penal: art. 5º: XLV (perdimento de bens) e XLVI (perda de bens)
Art. 5º, XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido;
Art. 5º, XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes: 
b) perda de bens;
Disposições gerais: art. 243, $ único: plantio de culturas ilegais.
Art. 243. As glebas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas serão imediatamente expropriadas e especificamente destinadas ao assentamento de colonos, para o cultivo de produtos alimentícios e medicamentosos, sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. 
Parágrafo único. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins será confiscado e reverterá em benefício de instituições e pessoal especializados no tratamento e recuperação de viciados e no aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização, controle, prevenção e repressão do crime de tráfico dessas substâncias.
Livro Eduardo Sabagg: O confisco tributário e o princípio da capacidade contributiva 
De início, pode-se afirmar, sem receio de equívoco, que toda entidade impositora que confisca, na seara tributária, vai além da capacidade contributiva do cidadão, estiolando-a com intenção predatória. Por outro lado, a entidade política que se atém aos limites da capacidade contributiva do cidadão mantém-se na ideal zona intermediária entre o confisco e o mínimo razoável na tributação. Nesse passo, vale a pena recordar que o princípio da vedação ao confisco deriva do princípio da capacidade contributiva, atuando aquele em conjunto com este, porquanto essa capacidade econômica se traduz na aptidão para suportar a carga tributária sem que haja perecimento da riqueza tributável que a lastreia, calcada no mínimo existencial. A propósito, o mínimo existencial (vital ou necessário) está delineado no art. 7º, IV, CF, cujo teor indica os parâmetros de quantidade de riqueza mínima, suficiente para a manutenção do indivíduo e de sua família, isto é, um limite intangível pela tributação, no bojo da capacidade contributiva. O tributo confiscatório representa dessarte, o resultado do confronto