Procedimentos Especiais
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Procedimentos Especiais


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a declaração de propriedade em seu favor. A única ressalva é que ele deve incluir \u2014 no polo passivo \u2014 o atual possuidor. É o que resulta da Súmula 263 do STF: \u201cO possuidor deve ser citado pessoalmente para a ação de usucapião\u201d. O possuidor a que a súmula se refere é que o tem a posse atual da coisa. Ele deve ser citado na ação ajuizada pelo usucapiente, que perdeu posteriormente a posse.
Tempo
 Faltaria tempo 3 anos para sair a sentença
13,5 anos 15 anos
Maria tem posse mansa pacifica. Ela pode ajuizar a ação antes do prazo completo?
Não, deve esperar completar 15 anos para ajuizar a ação.
Depende da espécie de usucapião: para cada espécie, tem um tempo.
É inadmissível o cômputo do prazo posterior ao ajuizamento da demanda até a prolação da sentença.
Coisa hábil
Excluem-se:
Bens públicos
Coisas fora do comércio: 
Terras devolutas
Imóvel com cláusula de inalienabilidade: o avô tem um único neto e vai deixar o bem para ele. Pode colocar a clausula.
5 \u2013 Legitimidade ativa 
Possuidor que preencheu os requisitos legais: O legitimado ativo é o possuidor, que alega ter a coisa consigo por tempo suficiente para obter a propriedade por usucapião.
Não precisa estar na posse do imóvel no momento da propositura da ação: mesmo o individuo não estando na posse do imóvel, mas completou o tempo hábil, tem legitimidade.
Súmula 263, STF: \u201co possuidor deve ser citado, pessoalmente, para a ação de usucapião\u201d.
Usucapião na constância do casamento
1ª corrente: litisconsórcio necessário entre os cônjuges: os dois devem figurar no polo ativo da ação.
2ª corrente: litisconsórcio facultativo: a esposa deve apenas dar anuência para a ação.
Composse: posse compartilhada
Todos os possuidores devem compor o polo ativo (ex.: marido e mulher, pais e filhos)
Sucessão causa mortis: individuo teve posso do imóvel por 20 anos, mas morre antes de ajuizar a ação. Quem deve ajuizar a ação? Tem inventário aberto? Se não tem, os filhos ajuízam a ação juntos. Se tiver inventario aberto, ajuíza a ação quem administra o espólio.
Todos os herdeiros devem ajuizar a ação
Espólio
Livro Marcos rios Vinicius: Em caso de morte, a ação pode ser proposta pelo espólio ou pelos herdeiros que, por força do princípio da saisine, tornam-se os novos possuidores no momento da morte do seu antecessor.
Litisconsórcio necessário entre réus certos e incertos, além de Fazenda Públicas Federal, Estadual e Municipal
- Competência
Situação do bem imóvel. Art. 95, CPC
Art. 95. Nas ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro da situação da coisa. Pode o autor, entretanto, optar pelo foro do domicílio ou de eleição, não recaindo o litígio sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, posse, divisão e demarcação de terras e nunciação de obra nova.
Imóvel situado em mais de um foro. Art. 107, CPC
Art. 107. Se o imóvel se achar situado em mais de um Estado ou comarca, determinar-se-á o foro pela prevenção, estendendo-se a competência sobre a totalidade do imóvel.
OBS: Fica a opção do autor em qual ajuizar a ação. Tornando o juiz, que primeiro tomar conhecimento do caso, prevento.
Intervenção da União \u2013 Justiça Federal
Livro Marcos rios Vinicius: A ação de usucapião de bens imóveis corre no foro de situação da coisa. Trata-se de regra de competência absoluta, inderrogável. Havendo interesse da União, a competência será deslocada para a Justiça Federal, como nas áreas de aldeamentos indígenas ainda ativos. Quando o aldeamento já estiver extinto, a competência será da Justiça Estadual, conforme Súmula 650 do STF.
\u2013 Petição inicial
Art. 282 e 283, CPC
Descrição do imóvel
Planta do imóvel: não tem planta, deve ser feita. Podendo ser uma planta simples, que contenha todas as situações do imóvel.
Pode ser croqui ou esboço? Pode ser feita, pois se o possuidor for podre, desprovido de condições para pagar, não poderá ser esboço. O juiz encaminha pedido ao cartório de imóvel que descreva todo o imóvel.
Certidão positiva ou negativa do Registro de Imóvel
Certidão negativa da existência de ação possessória que tenha o bem usucapindo como objeto.
Livro Marcos rios Vinicius: Deve cumprir as exigências do art. 282 do CPC. A única peculiaridade é que deve vir acompanhada de planta do imóvel, necessária para que ele possa ser perfeitamente identificado. Tem-se admitido, porém, que a planta possa ser substituída por um croqui, desde que suficiente para delimitar o imóvel.
\u2013 Citações
Réus certos: são o que consigo identificar.
Antigo proprietário
Confrontantes: vizinhos, para comprovar que o imóvel não invade a propriedade deles.
Eventualidade, o atual possuidor.
Réus incertos: não sei quem são; alguém que poderia, em tese, ter interesse na causa.
Edital \u2013 advogado dativo, podendo apresentar contestação por negativa geral. Pode citação por hora certa.
\u2013 Intimações: comunicação da existência da ação. Todas devem ser intimadas para ver se tem interesse na ação. Caso não tenham, segue. Se a União tiver interesse no objeto da ação, se estiver na justiça estadual, vai para justiça federal.
Fazenda Pública
Ministério Público: intimação obrigatória, interesse facultativo.
Livro Marcos rios Vinicius: Além das pessoas indicadas no item anterior, que devem ser citadas, as ações de usucapião exigem a intimação de determinadas entes. Eles não figuram como réus, mas a lei exige que sejam intimados, pois podem ter algum interesse no resultado. São eles: Os representantes da Fazenda Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na forma do art. 943 do CPC. A intimação é feita por via postal, e serve para que possam manifestar eventual interesse. Será dirigida às três esferas, da União, Estado e do Município em que o imóvel estiver situado. Ministério Público. Nas ações de usucapião de imóveis é indispensável a intervenção do Ministério Público, dada a repercussão que a sentença poderá ter sofre o registro de imóveis, do qual o Parquet é fiscal. Se o objeto da ação for bem móvel, inexistirá o interesse do Ministério Público.
DIA 09/10/2013
AÇÃO POPULAR 
Art. 5, LXXIII da CF.
Art. 5º, LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;
Lei 4717/65 (PROVA LER)
Livro Marinoni: Conceito: é uma medida judicial que permite a participação democrática autorizando qualquer cidadão a debater atos públicos, no intuito de anula-las quando lesivos ao patrimônio público, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio cultural e histórico. Trata- se de um instrumento que não tem por finalidade precípua a defesa de direitos individuais, mas a proteção da cidadania e do interesse público. Sua função não á atender a interesse especifico do autor da medida, mas a de proteger o interesse de toda a coletividade.
Ações coletivas como garantias constitucionais.
Conformação e limitação do direito à tutela coletiva.
Extensão da proteção no nível constitucional. Visa proteger:
Moralidade administrativa. Ex: pertence a coletividade.
Patrimônio histórico e cultural. Pertence ao meio ambiente (artificial) urbano.
Meio ambiente. 
LEGITIMIDADE ATIVA
Legitimidade ativa é o cidadão. No qual tem que juntar 2 documentos para entrar com processo de ação popular sendo o titulo de eleitor e a declaração de quitação eleitoral. Caso esteja suspenso no quesito eleitoral não poderá ajuizar ação popular.
 O prazo prescricional para ajuizamento de ação popular é 5 anos a partir do momento que houve o ato da ação ou omissão da moralidade administrativa, patrimônio histórico, cultural e meio ambiente.
O prazo prescricional da ação popular é de 5 anos. Ultrapassado esse prazo, fica vedado o ajuizamento da