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ALÍQUOTAS POR MEIO DE 
ATOS PODER EXECUTIVO 
DECRETO CONVÊNIO (CONFAZ) 
ALTERAR (MAJORAR, 
REDUZIR E RESTABELECER) 
II, IE, IPI e IOF 
APENAS REDUZIR E 
RESTABELECER 
CIDE COMBUSTÍVEL ICMS COMBUSTÍVEL 
 
Princípio da Isonomia 
 
É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios instituir tratamento desigual entre 
contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação 
profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, 
títulos ou direitos (art. 150, II da CF). 
 
Princípio da Irretroatividade 
É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios cobrar tributos em relação a fatos 
geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. (art. 150, III, 
\u201ca\u201d da CF). 
A lei tributária NÃO pode retroagir, salvo em três situações: 
 
Em se tratando de lei expressamente interpretativa, desde que não comine penalidade (art. 
106, I do CTN) 
Em se tratando de ato NÃO definitivamente julgado, vier uma lei que excluir infrações ou reduzir 
penalidades (art. 106, II do CTN) (Lembrar que em direito tributário penalidade é multa!) 
Em se tratando de lançamento, vier uma lei que crie novos critérios de fiscalização ou 
apuração (art. 144, § 1º do CTN). 
 
 
 
Princípio da Anterioridade 
O tributo que for instituído ou majorado nesse exercício financeiro, (coincide com o ano civil, inicia no dia 1º 
de janeiro e se encerra no dia 31 de dezembro), somente poderá ser exigido no próximo exercício e desde 
que tenham transcorridos 90 dias da data da publicação da lei que houver instituído ou majorado o tributo. 
(art. 150, III, \u201cb\u201d e \u201cc\u201d da CF). 
Nem todos os tributos precisam respeitar o princípio da anterioridade, temos várias exceções a esse 
princípio. As exceções encontram-se nos arts. 150, § 1º, 155, § 4º, IV, \u201cc\u201d e 177, § 4º, I, \u201cb\u201d e 195,§ 6º da 
CF. 
 
 
 
 
 
 
 
www.cers.com.br 
 
PROJETO UTI \u2013 60 HORAS 
Direito Tributário 
Josiane Minardi 
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a) Temos tributos que não precisam aguardar o próximo exercício (NÃO RESPEITA o Princípio da 
Anterioridade) e nem 90 dias (NÃO RESPEITA o Princípio Nonagesimal), ou seja, o tributo pode ser 
cobrado: IMEDIATAMENTE!!!! São eles: 
 
- Imposto extraordinário guerra (IEG) 
- empréstimo Compulsório Guerra ou Calamidade Pública, 
- Imposto sobre importação (II), 
- Imposto sobre exportação (IE) 
- Imposto sobre operações financeiras (IOF) 
b) Existem tributos, no entanto, que não precisam aguardar o próximo exercício (NÃO RESPEITAM o 
Princípio da Anterioridade) MAS precisam aguardar 90 dias, para poder ser exigido, (RESPEITAM o 
Princípio Nonagesimal), são: 
 
- IPI 
- casos de redução e restabelecimento das Alíquotas da CIDE Combustível e do ICMS Combustível (155, 
§ 4º, IV, \u201cc\u201d e 177, § 4º, I, \u201cb\u201d da CF. 
Contribuição Social (195,§ 6º da CF) 
Existem tributos que devem respeitar o Princípio da Anterioridade (RESPEITAM o Princípio da 
Anterioridade do Exercício), mas não precisam respeitar 90 dias (NÃO RESPEITAM o Princípio 
Nonagesimal), são: 
 
-IR 
- alteração de Base de cálculo do IPTU e do IPVA 
 
 
NRAE e NR90 
dias 
cobrança 
IMEDIATA! 
GUERRA, 
(IEG e 
Empréstimo 
Compulsório 
guerra ou 
calamidade 
pública. 
II IE IOF 
NRAE 
R90 dias 
IPI Reduzir e 
Restabelecer 
CIDE COMBUSTÍVEL 
Reduzir e 
Restabelecer 
ICMS 
COMBUSTÍVEL 
Contribuição 
Social 
RAE NR90 
dias 
IR Alteração Base de 
cálculo IPTU 
Alteração Base de 
cálculo IPVA 
 
 
 
Princípio do não-confisco 
O princípio da vedação ao confisco, disposto no art. 150, IV da CF, decorre do direito de propriedade, que 
coíbe o confisco ao estabelecer prévia e justa indenização na desapropriação. O tributo não pode inviabilizar 
o direito de propriedade. 
Verifica-se, ainda, que a Constituição Federal ao tratar sobre o princípio do não-confisco em seu artigo 150, 
IV, refere-se aos tributos, ou seja, de acordo com a literalidade desse dispositivo constitucional, apenas os 
tributos devem respeitar o não-confisco. 
 
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao 
Distrito Federal e aos Municípios: 
(...) 
 
 
 
 
 
 
 
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IV - utilizar tributo com efeito de confisco; 
 
Nesse sentido, muitos indagam se as multas estariam sujeitas ao princípio do não-confisco, pois ainda que 
nos referimos à multa tributária, sabemos que multa não é tributo, mas sanção exigível pelo 
descumprimento de obrigação tributária. 
O STF tem frequentemente demonstrado avesso às multas com caráter confiscatório 
Princípio da Liberdade de Tráfego 
O princípio da liberdade de tráfego está previsto no art. 150, V da CF e veda os Entes Federativos 
instituírem tributos interestaduais ou intermunicipais que visam estabelecer limitações ao tráfego de pessoas 
ou bens, ressalvadas, contudo, a exigência do pagamento de pedágio pela utilização das vias conservadas 
pelo Poder Público. 
 
Princípio da uniformidade Geográfica 
O princípio da uniformidade geográfica veda a União \u201cinstituir tributo que não seja uniforme em todo o 
território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado, ao Distrito Federal ou a 
Município, em detrimento de outro, admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o 
equilíbrio do desenvolvimento sócio-econômico entre as diferentes regiões do País\u201d. (art. 151, I da CF). 
 
 
Princípio da Capacidade Contributiva 
 
 
O princípio da capacidade contributiva é princípio basilar do Direito Tributário e está preceituado no art. 145, 
§1º da Constituição Federal: 
 
Art. 145 - (...) 
 
§ 1º - Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a 
capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para 
conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da 
lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte