Direito Civil II
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Direito Civil II


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o órgão adequado é a Junta Comercial.
Art. 46
Autorização do Poder Público, quando houver exigência da lei, dependendo do tipo e atividade da pessoa jurídica.
Exercício dos atos: art. 47.
Associações: 
É um conjunto de pessoas que constituem uma pessoa jurídica com finalidade não lucrativa. O código civil utiliza a expressão \u201cfinalidade não econômica\u201d (art. 53), termo que é criticado pela doutrina, pois é possível uma pessoa jurídica exercer uma atividade econômica sem visar a obtenção de lucro. Vale ressaltar que uma associação pode ter lucro, porém este deve ser empregado na associação não podendo ser dividido entre seus integrantes. 
As Associações nascem à partir do registro de seu Estatuto conforme art. 54. Associados são todas as pessoas que compõem a Associação, e eles têm direitos iguais.
Sociedades:
	Conjunto de pessoas que se organizam, através de bens ou serviços, para atingir uma finalidade lucrativa.
	Como regra geral têm como ato constitutivo o contrato social. Anteriormente só era admitidas as sociedades com pluralidade de pessoas, porém, em 2012 passaram a serem permitidas as criações de sociedades do tipo EIRELI (sociedade uni-pessoal) (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada).
Fundações:
	Pessoa jurídica formada à partir de um conjunto de bens destinados pelo seu instituidor para uma finalidade específica, obrigatoriamente não lucrativa.
	Toda Fundação tem um instituidor, que é o idealizador da Fundação, o qual possui um patrimônio desembaraçado, ou seja, sem nenhuma dívida, um bem livre, e indica qual bem está livre sendo transferido à Fundação para que esta exerça sua finalidade. O instituidor é quem determina o objetivo da Fundação, que obrigatoriamente será não lucrativa.
	A Fundação se baseia indispensavelmente em dois elementos indissociáveis: patrimônio e a finalidade. O patrimônio deve servir para alcançar esta finalidade. Via de regra, a finalidade da Fundação é imodificável, não pode ser mudada, pois a criação da Fundação é um ato de vontade e possui uma função social muito intensa. O instituidor não precisa integrar-se à Fundação, não necessariamente participa da estrutura organizacional.
	O ato constitutivo da Fundação é complexo, pois tem pelo menos duas etapas diferentes bem nítidas. (Art. 62)
Ato de Dotação: Neste ato é indicada a finalidade e o patrimônio da Fundação.
Redirecionamento: Caso a quantidade de bens destinados à criação da Fundação não seja suficiente, eles serão redirecionados para outra entidade de finalidade semelhante.
Revogabilidade: A criação da Fundação é um ato de vontade, por isso o instituidor pode mudar de ideia sendo possível a revogabilidade, desde que a Fundação não tenha ainda personalidade jurídica (que ocorre na última etapa, o registro do Estatuto). A revogabilidade é relativa. Após ocorrer o registro do Estatuto, a transferência de bens é obrigatória.
Obrigatoriedade da transferência
Elaboração do Estatuto
Formas: Direta quando o instituidor elabora o Estatuto. Indireta (Fiduciária) quando o instituidor indica qual a pessoa que vai elaborar o Estatuto (fidúcia significa confiança). Indireta quando o Ministério Público cria o Estatuto, acontece quando as duas outras formas anteriores não foram possíveis.
O Ministério Público tem um papel importante na fiscalização das Fundações, pois a Legislação confia ao Ministério Público esta função como defensor da sociedade.
Art. 66, §1º. O STF considerou este artigo inconstitucional, pois não é competência do Código Civil elaborar normas que organizam funções do Ministério Público.
Aprovação do Estatuto: O Ministério Público é o responsável pela aprovação do Estatuto observando se este cumpre os requisitos. Se a elaboração do Estatuto for feita pelo próprio MP, pula-se esta etapa.
Possibilidades: O M.P pode aprovar o Estatuto. O M.P. pode rejeitar um Estatuto por completo, caso existam muitos defeitos, ou poucos defeitos que sejam incorrigíveis. O M.P. pode sugerir modificações para quem está elaborando o Estatuto para colaborar com a conclusão dos trabalhos, cabendo ao instituidor analisar as sugestões feitas podendo concordar ou não, causando assim ou não a aprovação do Estatuto.
Divergência: Se houver discordância, pode o elaborador tentar resolver amigavelmente com o M.P., mas havendo ainda conflito entre instituidor e o M.P. o Judiciária irá decidir se deverá ou não ser feita as alterações.
Registro do Estatuto: Momento em que a Fundação ganha personalidade jurídica sendo obrigatória a transferência dos bens, caso não ocorra esta transferência o M.P. irá recorrer ao Judiciário.
Extinção das Fundações
	Caso a atividade exercida pela Fundação se torne impossível ou ilegal, causando sua extinção, os bens serão transferidos para outra entidade congênere, caso não seja possível, será utilizada para benefício do Estado.
Grupos despersonalizados
Conceito/exemplos: Também chamados de Entes Despersonalizados, se desprendem de algumas situações vistas com relação à personalidade jurídica.
São entidades sem personalidade jurídica a que a lei confere autorização especial para praticar atos jurídicos, ou seja, para serem sujeitos de direito. 
As pessoas físicas e jurídicas possuem personalidade jurídica, diferentemente dos objetos de direito, que não possuem personalidade jurídica. Este pensamento aplica-se à maioria das situações quando sempre existem em uma relação jurídica um sujeito de direito e um objeto de direito, porém, existem as situações em que se relacionam entidades sem personalidade jurídica e objetos.
Existem grupos existentes que são importantes e efetivamente sujeitos de direito, porém não possuem personalidade jurídica, são os grupos despersonalizados.
Ex.: O condomínio (edilício), onde as pessoas possuem sua residência e outras áreas de comum acesso às pessoas que ali moram, e estas pessoas pagam mensalidade ao sindico, representante do condomínio. O síndico, no caso, é sujeito de direito, mas o condomínio não possui personalidade jurídica.
Ex.: O Espólio ou inventariante, conjunto de bens que uma pessoa física deixa depois da morte, responsável por defender os bens de alguém que foi falecido até que o inventário seja feito.
Ex.: A Massa falida é uma figura parecida com o Espólio, porém refere-se às pessoas jurídicas. Se a pessoa jurídica declarar a falência, a Massa Falida é a responsável por administrar as dívidas e outras atividades dos bens deixados pela pessoa jurídica em caso de falência, através do síndico.
Capacidade Judiciária: Capacidade especial para participar de um processo judicial. Para ser parte de um processo (autor ou réu) é necessário ter personalidade jurídica, mas, nem sempre os envolvidos de um processo têm personalidade jurídica, como no caso dos grupos despersonalizados, sendo então criado o termo capacidade judiciária.
Capacidade/críticas
Domicílio das Pessoas Jurídicas
Conceito: Sede da pessoa jurídica onde normalmente funciona sua administração, designada no respectivo ato constitutivo para fins de responder por seus direitos e obrigações.
Art. 75
Tipos:
Natural: domicílio onde normalmente a pessoa jurídica tem sua sede construída, geralmente onde funciona sua gerência ou administração.
Legal: é onde a lei estabelece que é considerado domicílio, mesmo que não funcione administração nesta localidade.
Convencional ou de Eleição: É aquele escolhido para atos específicos, por exemplo, contrato.
Para facilitar a defesa de pessoas que contrataram pessoas jurídicas as quais suas sedes estão no exterior, poderá ser considerado o domicílio a filial situada no Brasil, conforme § 2º do art. 75.
Domicílio Múltiplo (art. 75, § 1º): tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados.
Desconsideração da personalidade jurídica
Ideia Geral: Acabar com a separação de responsabilidade, ou seja, a responsabilidade da pessoa jurídica é ampliada para a pessoa física. Quando a pessoa jurídica, por si só, não consegue arcar