Apostila de Cultura e Sociedade
206 pág.

Apostila de Cultura e Sociedade


DisciplinaCultura e Sociedade118 materiais2.079 seguidores
Pré-visualização50 páginas
Injeções de autoconfiança
Contexto Mundial:
 Fast-food: tudo rápido e ao alcance
globalização
 Não existe distância
Revolução tecnológica
Entre as principais características dos indivíduos da Geração Y, encontramos:
Estão sempre conectados;
São divertidos, empolgados e gostam de desafios;
Procuram informação fácil e imediata;
Preferem computadores a livros;
Preferem e-mails a cartas;
Digitam ao invés de escrever;
Vivem em redes de relacionamento (principalmente Facebook);
Compartilham tudo o que é seu: dados, fotos, hábitos;
Eles querem empregos com combinam seu estilo de vida e suas necessidades;
Eles não separam a vida pessoal do trabalho, ou seja, para eles a vida é uma só; 
Estão sempre em busca de novas tecnologias.
Em síntese, as características da Geração Y:
a) Preparados para superar desafios; 
Vencedores; Responsáveis; Valorizam a empregabilidade e não a fidelidade.
b) Esperançosos:
Otimistas; Acreditam no futuro e no seu papel nele; Local de trabalho desafiante e agradável; Colaborativos e sociáveis; Criativos e inovadores; Divertidos.
c) Orientados para metas e realizações:
 Traçam metas ousadas, altas expectativas;
Foco e multitarefas; 
Aprendem rapidamente;
Dispostos a correr riscos; iniciativa; 
Têm pressa de construir a carreira;
Lidam muito bem com as mudanças; 
Compromisso com atingimento de objetivos.
d) Consciência cidadã:
Pensam no bem maior; ambiente sustentável; 
Engajados em questões de responsabilidade social; 
Transparência; 
Idealistas; 
Equilíbrio entre trabalho e vida pessoal como obrigação.
e) Inclusivos:
Trabalho em equipe; 
Poder coletivo; 
Justiça no ambiente de trabalho; 
Diversidade é norma; 
Não têm protocolos de hierarquia
Geração Z
Formada por indivíduos constantemente conectados através de dispositivos portáteis e, preocupados com o meio ambiente, a Geração Z não tem uma data definida. Pode ser integrante ou parte da Geração Y, já que a maioria dos autores posiciona o nascimento das pessoas da Geração Z entre 1990 e 2009.
	Estado de Minas, 10/02/2011 - Belo Horizonte MG 
Geração Z: tudo é para agora 
Gleysse Gonçalves de Paula - Psicóloga, neuropsicóloga e coordenadora do curso de pós-graduação em terapia cognitiva comportamental da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais 
	Eles cresceram em meados dos anos 90, rodeados pelas inovações tecnológicas \u2013 como a internet e o celular. Sua personalidade é ditada pelo ritmo da tecnologia. Assim são os jovens da chamada Geração Z \u2013 o aqui e agora. Ao analisarmos suas características subjetivas e suas relações interpessoais, percebemos que os filhos dessa geração apresentam dificuldades em compreender a si mesmos. Seus projetos de vida, anseios e suas necessidades reais são difíceis de ser identificados. Satisfazem-se de maneira muito particular e efêmera. Não entendem a importância da manutenção das relações e vivem de maneira operacionalizada, sob o substrato do digitalizado, das urgências momentâneas. São individualistas, imediatistas e, principalmente, não projetam e tampouco planejam o futuro. 
Pensar nas possíveis consequências provenientes das escolhas dessa geração é extremamente preocupante. Por isso, todos nós, pais e educadores, devemos estar preparados. Saber lidar com as expectativas, anseios e desejos desses jovens é o nosso grande desafio. Desde a década de 80 \u2013 com a crescente inserção da tecnologia em nossas vidas \u2013, vivenciamos um redimensionamento na noção de tempo. Há quem diga, inclusive, que ele passa rápido demais. A 
	noção é exatamente esta e, justamente por isso, existe uma necessidade, cada vez mais latente, da execução de atividades simultâneas e a cobrança por uma produção mais eficaz. 
Vivemos em uma aldeia global, onde a informação circula em uma velocidade muito maior do que poderíamos imaginar. Isso tudo ocasiona, não somente nos jovens da Geração Z, mas em todos nós, esta sensação de impulsividade, impaciência, intolerância e individualismo. Não planejamos mais as nossas vidas e, assim, não conseguimos identificar, exatamente, o que almejamos. Como educar, se pouco nos conhecemos hoje em dia? O ser humano é dotado de processos cognitivos complexos (raciocínio, planejamento, organização de estratégia, capacidade de mudança, de adaptação, de tomada de decisão) e está caminhando, progressivamente, em direção ao automatismo. É possível afirmar, inclusive, que talvez estejamos abandonando a nossa capacidade de identificar, perceber, conduzir e gerenciar o nosso próprio caminho e, desta maneira, pouco podemos fazer pelos nossos jovens. Ficamos satisfeitos com pequenas ações imediatas do dia a dia. Poucos paramos para pensar... Neste sentido, creio que chegou o momento para nos conectarmos com nós mesmos, nossos 
	propósitos, nossas crenças, nossos objetivos. Não somente a Geração Z depende dessa nossa mudança de conduta, mas também o nosso próprio organismo. 
Ledo engano daqueles que acreditam que, ao deixar de se conduzir pela agilidade da produtividade, estará a caminho do sucesso. Quanto mais o indivíduo promove o processo de \u201cautoabandono\u201d, mais o organismo se organiza em uma tentativa de autoproteção. Assim, em vez de se edificar como indivíduo produtivo, há uma organização de uma falsa estabilização, o que é perceptível com as sensações e sentimentos de insegurança, as incertezas, a dor do vazio, o comer compulsivo, a ansiedade e a necessidade imanente de sempre fazer mais... Eis o momento da reorganização. Visualiza-se o instante da promoção do autoconhecimento, ou seja, de conhecer o modo como cada indivíduo percebe, identifica, conecta-se com o que acredita e como estabelece essa conjunção de potencialidade e possibilidades com o mundo que o cerca. A partir das trocas reais entre ser humano integrado e a articulação do modo de funcionar no mundo que se configura a \u201cproatividade\u201d e produção eficaz. Faz-se urgente andar no ritmo contrário \u2013 por nós mesmos e pela Geração Z. 
8.3 O QUE A GERAÇÃO Y QUER E PRECISA NO TRABALHO
Quem é a geração Y \u2013 Pilar Garcia Lombardia
Pela primeira vez na história do mercado de trabalho, as organizações estão acolhendo pessoas cujas idades cobrem um espectro de mais de 40 anos. Essa tendência vai aumentar na próxima década, devido ao necessário prolongamento dos anos de trabalho motivado pela escassez de profissionais. 
 É necessário identificar um conjunto de vivências históricas compartilhadas \u2013 obviamente, de caráter macrossocial \u2013 que determina alguns princípios de visão de vida, contexto e, certamente, valores comuns. Sob essa lógica, podemos afirmar que estamos em um momento em que quatro gerações trabalham e convivem nas empresas, cada uma com aspirações e contratos psicológicos diferentes com o empregador.
Geração Y
A nova geração abrange os nascidos nos anos 1980 e 90. Os mais velhos estão chegando aos 25; os mais jovens acabam de sair da adolescência. É a geração dos Power Rangers e da internet, da variedade, das tecnologias que mudam contínua e vertiginosamente.
Os membros dessa geração são considerados independentes, autossuficientes, honestos, empreendedores e seguros em relação ao que sabem e ao que querem. São vistos como profundos conhecedores da tecnologia e a utilizam como principal aliada no processo de aprendizagem e obtenção de informação
A geração Y só conhece a democracia. Não deixam de se surpreender com o fato de que a geração anterior tenha sobrevivido sob a tirania de poucas redes de televisão, sob controle governamental estrito, e com telefones pregados na parede.
Na geração Y não ocorreu uma ruptura social evidente; não houve Woodstock nem maio de 1968. Os Y são silenciosos e contundentes, parecem saber exatamente o que querem. Eles não reivindicam: executam a partir de suas decisões, dos blogs e dos SMS. Não polemizam nem pedem autorização: agem. Enquanto os X enfrentam o mundo profissional com relativo ceticismo,