AULA DE LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA
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AULA DE LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA


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87/1996 (chamada \u201cLei Kandir\u201d), alterada pelas Leis 
Complementares 92/97, 99/99 e 102/2000. Esse tipo de imposto incide sobre operações 
relativas à circulação de mercadorias, prestações de serviços de transporte interestadual e 
intermunicipal, prestação de serviços de comunicação, entre outros. Já em outros casos o 
ICMS não incide como, por exemplo, nas operações com livros, operações de arrendamento 
mercantil (não compreendida a venda do bem arrendado ao arrendatário), dentre outras 
operações. 
Para que haja a cobrança do ICMS é necessário que ocorra o fato gerador do imposto 
que se caracteriza assim: pela saída de mercadoria do estabelecimento de contribuinte, ainda 
que para outro estabelecimento do mesmo titular; da prestação de serviços de transportes 
interestadual e intermunicipal de qualquer natureza; dentre outras. Esse tipo de imposto 
caracteriza se pela seletividade dos produtos e pela não-cumulatividade. 
O IPVA é o imposto sobre a propriedade de veículos automotores, cujo fato gerador 
incide em qualquer veiculo automotor seja aéreo, aquático ou terrestre. A ocorrência do fato 
gerador do IPVA incide na data da 1ª aquisição do veiculo; na data em que ocorrer a perda da 
isenção ou da não-incidência. A base de cálculo para esse tipo de imposto e calculado sobre o 
valor constante em Notas Fiscais acrescido do valor das despesas para a realização da 
operação. Outro fator marcante são as alíquotas que são diferenciadas, ou seja, dependendo 
do tipo veículo e da potência do motor pertencente ao mesmo. 
Contribuinte é todo proprietário de veiculo automotor, tendo a obrigação de pagar o 
imposto devido na forma e prazo estabelecidos no regulamento do IPVA. O não pagamento 
do imposto no prazo legal pode acarretar multa de ate 5% ao mês do valor do imposto devido 
e de 100% quando houver início de alguma ação fiscal. O contribuinte pode entrar com ação 
de restituição de valores, no caso de pagar a mais do que o devido ou no caso de cobrança em 
duplicidade, os valores a serem restituídos serão compensados nos exercícios seguintes. 
O ISS é um tributo de competência municipal, que incide na prestação de serviço, 
seja pessoa física, jurídica ou profissional autônomo. Podendo ser recolhido no máximo 5% 
do valor do serviço prestado, conforme Lei Complementar n° 113/03 e no mínimo 2% do 
valor, conforme o art. 88 no ADCT. Esse imposto pode ser objeto de isenção, incentivos e 
benefícios fiscais, que podem interferir diretamente na redução da alíquota do imposto. O fato 
gerador do ISS é a ocorrência de qualquer prestação de serviço incluso na lista em anexo da 
LC. Nesse tipo de imposto tem a figura do Contribuinte Substituto Tributário, que é obrigado 
a reter na fonte o valor do ISS devido na prestação do serviço vinculado ao fato gerador da 
obrigação principal. 
A não-incidência do ISS esta compreendido nos seguintes casos: prestação de 
serviços a si próprio; prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de 
comunicações (campo de incidência do ICMS - Art.155, II, CF), prestação de serviços pelo 
próprio poder publico (imunidade - Art. 150, IV, CF). A base de cálculo do ISS é obtida sobre 
o valor bruto da prestação do serviço, podendo ter redução em se tratando de empresas do 
ramo da construção civil; podendo estas, deduzir o valor do material utilizado na obra, na base 
de cálculo do imposto; desde que se o valor a ser deduzido seja comprovado em notas fiscais. 
As alíquotas incidentes no ISSQN são proporcionais ou fixas, dependendo das 
características do sujeito passivo. O procedimento que constitui o crédito tributário é o 
lançamento. Que por sua vez as informações são transmitidas pelo contribuinte através da 
declaração (DEMMS), ate o dia 5 de cada mês após a ocorrência do fato gerador. Onde o 
fisco ira analisar as informações e estabelecer o valor do imposto a ser recolhido. No caso de 
imposto recolhido indevidamente o contribuinte poderá solicitar a restituição; caso tenha sido 
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pago a maior pelo mesmo, ele poderá ser compensado nos meses subseqüentes até que seja 
recuperado o valor total da restituição. Quanto à obrigação do Substituto Tributário do ISS 
tem como principal fator a retenção e o recolhimento do imposto e como obrigação acessória 
prestar as informações em Livros Fiscais Eletrônicos. 
 
 
 
 
 
2 ICMS 
Conforme a Lei Complementar nº 87/96, em seu Art. 1º, compete aos Estados e ao 
Distrito Federal, instituir o imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e 
sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, 
ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. 
 
2.1 COMPETÊNCIA 
Este imposto, a partir da Constituição Federal de 1988, passou de ICM para ICMS, 
abrangendo desta forma, também os serviços de transporte intermunicipal e interestadual e os 
serviços de comunicação, bem como as operações com energia elétrica, combustíveis, 
lubrificantes e minerais, que até então estavam sujeitas apenas ao Imposto Único Federal. 
 
 
2.2 SUJEITO PASSIVO 
Conforme art. 4º da LC 87/96, combinado com o art. 155 parágrafo II, XII, \u201ca\u201d, da 
CF, o sujeito passivo do ICMS poderá ser: 
 
\uf0b7 pessoas que pratiquem operações relativas à circulação de mercadorias; 
\uf0b7 importadores de bens de qualquer natureza; 
\uf0b7 prestadores de serviços de transporte interestadual e intermunicipal; 
\uf0b7 prestadores de serviços de comunicação. 
 
2.3 PRINCÍPIO DA NÃO-CUMULATIVIDADE 
Conforme Art. 19 da LC 87/96, o ICMS é um imposto não-cumulativo, 
compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou 
prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação com o 
montante cobrado nas operações anteriores pelo mesmo ou por outro Estado. 
Para a compensação do imposto, é assegurado ao sujeito passivo o direito de 
creditar-se do imposto anteriormente cobrado em operações de que tenha resultado à entrada 
de mercadoria, real ou simbólica, no estabelecimento, inclusive a destinada ao seu uso ou 
consumo ou ao ativo permanente, bem como o recebimento de serviços de transporte 
interestadual e intermunicipal ou de comunicação, sendo vedada a utilização de créditos: 
 
\uf0b7 resultantes de operações ou prestações que sejam isentas ou não tributadas, ou de 
mercadorias e serviços alheios a atividade do estabelecimento (ex. veículos de 
transporte pessoal); 
\uf0b7 as entradas de mercadorias ou serviços para consumo ou utilizadas em processo de 
industrialização em que a operação oriunda seja isenta ou não tributada; 
\uf0b7 para comercialização ou prestação de serviços, quando a saída subseqüente seja isenta 
ou não tributada. 
 
 
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Exemplo de cálculo do ICMS compensado a Alíquota de 17% MT 
 
Compra Venda Valor 
Mercadoria 
ICMS 
Creditado 
ICMS 
Debitado 
ICMS a 
recolher 
A B 10.000,00 - 1.700,00 1.700,00 
B C 20.000,00 1.700,00 3.400,00 1.700,00 
C D 30.000,00 5.100,00 3.400,00 1.700,00 
 
2.4 PRINCÍPIO DA SELETIVIDADE 
O ICMS é um tributo seletivo, em função da essencialidade das mercadorias e 
serviços, e fica a critério das unidades da federação, adotar a seletividade, cobrando ICMS 
menor para os produtos essenciais, por exemplo, os produtos da cesta básica e uma maior para 
os produtos supérfluos e para os nocivos à saúde. 
 
2.5 FATO GERADOR 
Considera-se fator gerador, a circulação da mercadoria ou prestação do serviço 
interestadual ou intermunicipal de transporte e de comunicação, ainda que iniciado no 
exterior. (Art. 155, II CF/88). 
 
 
2.6 LOCAL DA OPERAÇÃO E DA PRESTAÇÃO 
Conforme o artigo 23 da Lei 7098/98, o local da operação ou da prestação, para