AULA DE LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA
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AULA DE LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA


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efeito de cobrança do imposto e definição do estabelecimento responsável, é: 
 
I - tratando-se de bem ou mercadoria: 
a) o do estabelecimento onde se encontre, no momento da ocorrência do fato 
gerador; 
b) onde se encontre, quando em situação irregular pela falta de documentação fiscal 
ou quando acompanhada de documentação fiscal inidônea; 
c) o do estabelecimento que transfira sua propriedade, ou o título que a represente, 
quando por ele adquirida no País e que por ele não tenha transitado; 
d) o do estabelecimento onde ocorrer a entrada física, quando importada do exterior; 
e) o do domicílio do adquirente, quando não estabelecido, na hipótese prevista na 
alínea anterior; 
f) aquele onde seja realizada a licitação, no caso de arrematação de mercadoria ou 
bem importados do exterior e apreendidos ou abandonados; 
g) aquele onde estiver estabelecido ou domiciliado o contribuinte adquirente ou 
consumidor final, nas operações interestaduais com energia elétrica e petróleo, lubrificantes e 
combustíveis dele derivados, quando não destinados à industrialização ou à comercialização; 
h) aquele, no território mato-grossense, onde o ouro tenha sido extraído, quando não 
considerado como ativo financeiro ou instrumento cambial; 
i) o do desembarque do produto, na hipótese de captura de peixes, crustáceos e 
moluscos; 
j) o do estabelecimento destinatário da mercadoria ou bem, na hipótese do inciso 
XIII do artigo 3º, para efeitos do § 3º do artigo 6º. 
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II - tratando-se de prestação de serviço de transporte: 
a) aquele onde tenha início a prestação; 
b) aquele onde se encontre o transportador, quando em situação irregular pela falta 
de documentação fiscal ou quando acompanhada de documentação fiscal inidônea; 
c) o do estabelecimento destinatário do serviço, na hipótese do inciso XIV do artigo 
3º, para efeitos do § 3º do artigo 6º. 
 
III - ressalvado o disposto no § 5º deste artigo, tratando-se de prestação onerosa de 
serviço de comunicação: 
a) o da prestação do serviço de radiodifusão sonora e de som e imagem, assim 
entendido o da geração, emissão, transmissão e retransmissão, repetição , ampliação e 
recepção; 
b) o do estabelecimento da concessionária ou da permissionária que forneça ficha, 
cartão, ou assemelhados com que o serviço é pago; 
c) o do estabelecimento destinatário do serviço, na hipótese do inciso XIV do artigo 
3º, para os efeitos do § 3º do artigo 6º; 
d) o do estabelecimento ou domicílio do tomador do serviço, quando prestado por 
meio de satélite; 
e) onde seja cobrado o serviço, nos demais casos. 
 
IV - tratando-se de serviços prestados ou iniciados no exterior, o do estabelecimento 
ou do domicílio do destinatário. 
 
§ 1º O disposto na alínea c do inciso I não se aplica às mercadorias recebidas em 
regime de depósito de contribuinte de Estado que não o do depositário. 
 
§ 2º Para os efeitos da alínea h do inciso I, o ouro, quando definido como ativo 
financeiro ou instrumento cambial, deve ter sua origem identificada. 
 
§ 3º Para efeito desta lei, estabelecimento é o local, privado ou público, edificado ou 
não, próprio ou de terceiro, onde pessoas físicas ou jurídicas exerçam suas atividades em 
caráter temporário ou permanente, bem como onde se encontrem armazenadas mercadorias, 
observado, ainda, o seguinte: 
I - na impossibilidade de determinação do estabelecimento, considera-se como tal o 
local em que tenha sido efetuada a operação ou prestação, encontrada a mercadoria ou 
constatada a prestação; 
II - é autônomo cada estabelecimento do mesmo titular; 
III - considera-se também estabelecimento autônomo o veículo usado no comércio 
ambulante e na captura de pescado; 
IV - respondem pelo crédito tributário todos os estabelecimentos do mesmo titular. 
 
§ 4º Quando a mercadoria for remetida para armazém geral ou para depósito fechado 
do próprio contribuinte, neste Estado, a posterior saída considerar-se-á ocorrida no 
estabelecimento do depositante, salvo se para retornar ao estabelecimento remetente. 
 
§5º Ressalvado o disposto no §7º deste artigo, na hipótese do inciso III do caput, 
tratando-se de serviços não medidos, que envolvam localidades situadas em diferentes 
unidades da Federação e cujo preço seja cobrado por períodos definidos, o imposto devido 
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será recolhido em partes iguais para as unidades da Federação onde estiverem localizados o 
prestador e o tomador. 
 
§ 6º Ressalvado o disposto no parágrafo anterior, quando o prestador de serviço de 
comunicação estiver localizado fora do território mato-grossense, será considerado como local 
o da recepção do respectivo sinal. 
 
§ 7º Ainda nas hipóteses do inciso III do caput, será observado o que segue: 
 
I \u2013 considera-se, também, local da prestação de serviço: 
a) o do estabelecimento ou domicílio do tomador, inclusive nas hipóteses de serviço 
de provimento de acesso à Internet e de serviço prestado por meio de satélite; 
b) o do estabelecimento do prestador de serviço localizado no Estado onde o terminal 
estiver instalado ou habilitado, tratando-se de serviços de telefonia; 
c) o do estabelecimento do domicílio do beneficiário, no território nacional, na 
hipótese prevista no inciso V do § 2º do Art.2º; 
 
II \u2013 considera-se, ainda, estabelecimento prestador de serviço de comunicação, o 
local de ponto de presença onde o contribuinte desenvolva a atividade de modo permanente 
ou temporário, sendo irrelevante a utilização de rede própria ou de terceiros; 
III \u2013 quando o serviço de comunicação de dados for prestado a mais de um 
estabelecimento ou domicílio do tomador, considera-se como local da prestação cada um 
daqueles alcançados pelo serviço, sendo o imposto atribuído a cada unidade federada, 
proporcionalmente ao número de estabelecimentos ou domicílios; 
IV \u2013 quando o serviço de comunicação visual for prestado a tomador estabelecido ou 
domiciliado em mais de uma unidade da Federação alcançada pelo serviço, considera-se como 
local da prestação cada um desses locais, sendo o imposto atribuído a cada unidade federada 
proporcionalmente ao número de estabelecimentos ou domicílios. 
 
§ 8º Para fins de determinação do local da prestação, nas hipóteses tratadas no inciso 
V do § 2º do Art.2º e na alínea c do inciso I do § 7º deste artigo, entende-se como local da 
ocorrência do resultado da prestação de serviço de comunicação, aquele onde se verificar a 
utilização do serviço pelo tomador. 
 
 
2.7 BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO 
Como regra geral, a base de cálculo do ICMS é: 
 
\uf0b7 o valor da saída da mercadoria; 
\uf0b7 a prestação de serviço de transportes interestadual, intermunicipal e de comunicações, 
o preço do serviço; 
\uf0b7 na importação do exterior, a somatória dos seguintes valores: 
o valor da mercadoria, seguro e frete (CIF), convertido em moeda nacional pela 
taxa de câmbio fiscal determinada pela Receita Federal, por meio de ato 
declaratório Executivo da Receita Federal; 
o imposto de importação; 
o imposto sobre produtos industrializados; 
o imposto sobre operações de câmbio; 
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o quaisquer outros impostos, taxas, contribuições e despesas aduaneiras. 
 
Conforme determina o Art. 13, parágrafo 1º, inciso I, o valor do imposto integra sua 
própria base de cálculo, como mostra o modelo abaixo: 
 
Receita Liquida 100% 
Alíquota 17% 
 
Forma de cálculo (100 \u2013 17) = 83 % 
 
Receita Líquida = 100.000,00 x 100 / 83 = 120.481,93 
 
120.481,93 X 
 17% = 
20.481,93 = (ICMS) 
100.000,00 \u2013 receita líquida 
 
2.8 ALÍQUOTAS DO ICMS 
As alíquotas interestaduais do ICMS variam de acordo com as regiões, conforme 
abaixo: 
 
\uf0b7 Para os estados