Introdução ao Direito do Trabalho
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Introdução ao Direito do Trabalho


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injustamente desqualificante, tratamento compatível com o padrão jurídico assentado para a situação concreta por ela vivenciada.
Equiparação salarial: já explicada anteriormente (salário isonômico);
Substituição de empregados: já explicada anteriormente (salário substituição \u2013 En. 159 do TST);
Terceirização permanente (não regida pela Lei 6.019/74): sendo lícita, o patamar salarial dos empregados deveria se comunicar ao dos terceirizados, quando existir na empresa coincidência de funções, o que não é reconhecido pela jurisprudência; sendo ilícita, forma-se vínculo direto com o tomador de serviços, propiciando eventual equiparação salarial, por estar presente, agora, o requisito do mesmo empregador. (ver Súmula 331 do TST);
Terceirização regida pela Lei 6.019/74: já explicada anteriormente, havendo discriminação do temporário assegura-se o direito ao salário eqüitativo, regido pelo artigo 12, \u201ca\u201d do aludido diploma legal;
5) PROTEÇÃO CONTRA CREDORES DO EMPREGADOR
5.1) Responsabilidade Trabalhista
5.1.1) Solidária
Grupo econômico (art. 2º, §2º da CLT);
Empreiteiro e subempreiteiro (art. 455 da CLT);
Falência no trab. Temporário (art. 16 da L. 6.019/74)
5.1.2) Subsidiária
Sócio da empresa;
Terceirização (En. 331, IV do TST)
5.2) Falência
(Lei 11.101/05)
Privilegiado: até 150 salários mínimos (Art. 83. A classificação dos créditos na falência obedece à seguinte ordem: I \u2013 os créditos derivados da legislação do trabalho, limitados a 150 (cento e cinqüenta) salários-mínimos por credor, e os decorrentes de acidentes de trabalho; (...));
Quirografário: aquilo que exceder de 150 salários mínimos (Art. 83 (...) VI \u2013 créditos quirografários, a saber: (...) c) os saldos dos créditos derivados da legislação do trabalho que excederem o limite estabelecido no inciso I do caput deste artigo;);
Possibilidade de que os empregados assumam o controle da empresa (auto-gestão) mediante a permuta de seus créditos por cotas da empresa (assumem os débitos e créditos) ou pelo ativo (ocasião em que não assumem o passivo) da empresa (Art. 145. O juiz homologará qualquer outra modalidade de realização do ativo, desde que aprovada pela assembléia-geral de credores, inclusive com a constituição de sociedade de credores ou dos empregados do próprio devedor, com a participação, se necessária, dos atuais sócios ou de terceiros. § 1o Aplica-se à sociedade mencionada neste artigo o disposto no art. 141 desta Lei. § 2o No caso de constituição de sociedade formada por empregados do próprio devedor, estes poderão utilizar créditos derivados da legislação do trabalho para a aquisição ou arrendamento da empresa.);
A cessão do ativo da falida a qualquer pessoa não produz os efeitos relativos à sucessão de empregadores regida pelos arts. 10 e 448 da CLT (Art. 141. Na alienação conjunta ou separada de ativos, inclusive da empresa ou de suas filiais, promovida sob qualquer das modalidades de que trata este artigo: (...) II \u2013 o objeto da alienação estará livre de qualquer ônus e não haverá sucessão do arrematante nas obrigações do devedor, inclusive as de natureza tributária, as derivadas da legislação do trabalho e as decorrentes de acidentes de trabalho. § 1o O disposto no inciso II do caput deste artigo não se aplica quando o arrematante for: I \u2013 sócio da sociedade falida, ou sociedade controlada pelo falido; II \u2013 parente, em linha reta ou colateral até o 4o (quarto) grau, consangüíneo ou afim, do falido ou de sócio da sociedade falida; ou III \u2013 identificado como agente do falido com o objetivo de fraudar a sucessão. § 2o Empregados do devedor contratados pelo arrematante serão admitidos mediante novos contratos de trabalho e o arrematante não responde por obrigações decorrentes do contrato anterior.);
Suspensão de todas as ações, incluindo as trabalhistas (Art. 6o A decretação da falência ou o deferimento do processamento da recuperação judicial suspende o curso da prescrição e de todas as ações e execuções em face do devedor, inclusive aquelas dos credores particulares do sócio solidário. § 1o Terá prosseguimento no juízo no qual estiver se processando a ação que demandar quantia ilíquida.).
5.3) Recuperação Judicial ou Extrajudicial da Empresa
(Lei 11.101/05)
Suspensão de todas as ações, incluindo as trabalhistas;
Possibilidade de auto-gestão da empresa pelos trabalhadores e de redução salarial dos empregados, respeitada a Constituição (Art. 50. Constituem meios de recuperação judicial, observada a legislação pertinente a cada caso, dentre outros: (...) VII \u2013 trespasse ou arrendamento de estabelecimento, inclusive à sociedade constituída pelos próprios empregados; VIII \u2013 redução salarial, compensação de horários e redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva;);
6) PROTEÇÕES JURÍDICAS CONTRA CREDORES DO EMPREGADO
6.1) Impenhorabilidade
Prevista no art. 649, IV do CPC, ressalvados os casos de pensão alimentícia;
6.2) Restrição à Compensação
Dívidas não trabalhistas são vedadas;
Dívidas trabalhistas, na rescisão, restritas ao valor máximo de 1 remuneração mensal do empregado (art. 477, §5º da CLT);
Momento para a arguição: na contestação (En. 48, TST)
6.3) Correção Monetária
Todos os créditos (En. 211, TST);
Nos débitos do empregado não incide.
6.4) Vedação à Cessão do Crédito Salarial
Na forma do art. 464 da CLT, o pagamento deve ser feito diretamente ao empregado.
JORNADA NORMAL, HORAS SUPLEMENTARES, PRORROGAÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO E DO TRABALHO NOTURNO
1) DISTINÇÕES RELEVANTES
1.1) Duração do trabalho
Na lição do Prof. Maurício Godinho: \u201cAbrange o lapso temporal de labor ou disponibilidade do empregado perante seu empregador em virtude do contrato, considerados distintos parâmetros de mensuração: dia (duração diária ou jornada), semana (duração semanal), mês (duração mensal), e até mesmo o ano (duração anual). (...) A expressão duração do trabalho é que, na verdade, abrange os distintos e crescentes módulos temporais de dedicação do trabalhador à empresa em decorrência do contrato empregatício\u201d.
Encontra-se regulada nos artigos 57 a 75 da CLT, em capítulo próprio.
1.2) Jornada de trabalho
Para Maurício Godinho \u201cjornada de trabalho é a expressão com sentido mais restrito do que o anterior, compreendendo o tempo diário em que o empregado tem de se colocar em disponibilidade perante seu empregador, em decorrência do contrato\u201d.
Abrange o tempo efetivamente trabalhado, o tempo a disposição, bem como os intervalos remunerados.
1.3) Horário de trabalho
O horário de trabalho diz respeito ao lapso temporal existente entre o início e final de cada jornada de trabalho e, na forma do art. 74 da CLT, deve ser afixado em local visível, no âmbito do estabelecimento.
2) COMPOSIÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO
2.1) Critérios básicos de fixação da jornada
A) Tempo efetivamente trabalhado
Tal critério considera como componente da jornada apenas o tempo efetivamente trabalhado pelo empregado, desprezando qualquer outro período. O art. 4o da CLT afasta tal critério como regra geral, entretanto, importa salientar que o empregado cujo salário seja fixado por peça ou tarefa muito se aproxima do critério em estudo.
B) Tempo a disposição
Este critério despreza a efetiva prestação dos serviços, admitindo como jornada o tempo a disposição do empregador no centro de trabalho (como leciona Maurício Godinho Delgado: \u201ca expressão centro de trabalho não traduz, necessariamente, a idéia de local de trabalho. Embora normalmente coincidam, na prática, os dois conceitos com o lugar em que se presta o serviço, pode haver, entretanto, significativa diferença entre eles. É o que se passa em uma mina de subsolo, em que o centro de trabalho se situa na sede da mina, onde se apresentam os trabalhadores diariamente, ao passo que o local de trabalho localiza-se, às vezes, a larga distância, no fundo da própria mina\u201d).
Este é o critério escolhido pelo art. 4o da CLT.
C) Tempo de deslocamento
Este é o critério