manual dos direitos humanos - MG
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manual dos direitos humanos - MG


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Art. 1º \u2013 Fica criada a Notificação Compulsória da Violência contra
o Idoso, a ser efetivada por estabelecimento público ou privado de
serviço de saúde que prestar atendimento ao idoso vítima de
violência ou maus tratos.
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§ 1º \u2013 Considera-se idoso a pessoa com idade igual ou superior a
sessenta anos.
§ 2º \u2013 A expressão \u201cNotificação Compulsória da Violência contra o
Idoso\u201d, o termo \u201cNotificação\u201d e a sigla NCVI se equivalem nesta Lei.
Art. 2º \u2013 Para os efeitos desta Lei, considera-se violência contra o
idoso a ação ou a conduta que cause morte, dano ou sofrimento
físico, sexual ou psicológico ao idoso, ocorrida em âmbito público
ou doméstico, sendo definida como:
I \u2013 violência física a agressão ao corpo da vítima pelo uso da força
do agressor, com ou sem o uso de instrumento ou arma;
I I \u2013 v io lência ps icológica a coação verbal ou o
constrangimento que acarrete s i tuação vexatór ia,
humilhante ou desumana para o idoso.
...................
Art. 8º \u2013 O descumprimento do disposto nesta Lei por
estabelecimento de serviço de saúde acarretará as seguintes
penalidades:
I \u2013 na primeira ocorrência, o estabelecimento receberá
advertência confidencial e deverá comprovar, no prazo de trinta
dias a contar da data da advertência, a habilitação de seus
recursos humanos em registro de violência dessa natureza;
II \u2013 no caso de reincidência ou descumprimento do prazo
estabelecido no inciso I, o estabelecimento privado será apenado
com multa diária no valor de 3.202,56 Ufemgs (três mil duzentas e
duas e cinqüenta e seis Unidades Fiscais do Estado de Minas Gerais).
Lei nº 16.941, de 16 de agosto de 2007: Torna obrigatória a afixação
de cartazes nas boates e casas noturnas alertando sobre os riscos
do uso de drogas.
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Art. 1º \u2013 É obrigatória a afixação, nas boates e casas noturnas, em local
visível, de cartazes alertando para os riscos decorrentes do uso de drogas.
Art. 2º \u2013 O descumprimento do disposto nesta Lei sujeitará o
infrator ao pagamento de multa no valor de 100 Ufemgs (cem
Unidades Fiscais do Estado de Minas Gerais).
Lei nº 16.667, de 8 de janeiro de 2007: Torna obrigatória a afixação da
relação de vagas de trabalho elaborada pelo Sistema Nacional de
Emprego \u2013 Sine \u2013 em repartições públicas e dá outras providências.
Art. 1º \u2013 Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, por meio
de seus órgãos competentes, deverão afixar, em local visível e
de fácil acesso, em todas as suas repartições, a relação de vagas
de trabalho elaborada pelo Sistema Nacional de Emprego \u2013 Sine
\u2013 e informações relativas a cursos e palestras oferecidos pelos
Centros Públicos de Promoção do Trabalho \u2013 CPPTs.
Parágrafo único \u2013 O Sine e os CPPTs encaminharão regularmente
aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário as informações a
que se refere o \u201ccaput\u201d.
Lei nº 16.279, de 20 de julho de 2006: Dispõe sobre os direitos dos
usuários das ações e dos serviços públicos de saúde no Estado.
Art. 1º \u2013 As ações e os serviços públicos de saúde no Estado serão
realizados de forma a garantir aos seus usuários acesso universal
e igualitário ao atendimento integral.
Art. 2º \u2013 São direitos do usuário dos serviços de saúde no Estado:
I \u2013 ter atendimento digno, atencioso e respeitoso;
II \u2013 ser identificado e tratado pelo seu nome ou sobrenome;
III \u2013 não ser identificado nem tratado por números ou códigos
nem de modo genérico, desrespeitoso ou preconceituoso;
IV \u2013 ter resguardado o segredo sobre seus dados pessoais, com
manutenção do sigilo profissional, desde que não acarrete riscos
a terceiros nem à saúde pública;
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V \u2013 poder identificar as pessoas responsáveis direta e
indiretamente por sua assistência, por meio de crachás visíveis
elegíveis, que contenham o nome completo, a função e o cargo
da pessoa e o nome da instituição;
VI \u2013 receber informações claras, objetivas e compreensíveis sobre:
a) as hipóteses diagnósticas;
b) os diagnósticos realizados;
c) os exames solicitados;
d) as ações terapêuticas;
e) os riscos, os benefícios e os inconvenientes das medidas
diagnósticas e terapêuticas propostas;
f) a duração prevista do tratamento proposto;
g) no caso de procedimentos diagnósticos e terapêuticos
invasivos, a necessidade ou não de anestesia, o tipo de anestesia
a ser aplicada, o instrumental a ser utilizado, as partes do corpo
afetadas, os efeitos colaterais, os riscos e as conseqüências
indesejáveis e a duração esperada do procedimento;
h) os exames e condutas a que será submetido;
i) a finalidade da coleta de materiais para exame;
j) as alternativas de diagnósticos e terapêuticas existentes, no
serviço de atendimento ou em outros serviços;
l) outras informações que julgar necessárias, relativas a seu
quadro clínico;
VII \u2013 consentir ou recusar, de forma livre, voluntária e esclarecida, com
adequada informação, ser submetido a procedimentos diagnósticos ou
terapêuticos, salvo em caso de iminente perigo de vida;
VIII \u2013 ter, a qualquer momento, acesso a seu prontuário médico, nos
termos do inciso V do art. 2º, da Lei nº 13.317, de 24 de setembro de 1999;
IX \u2013 receber por escrito o diagnóstico e o tratamento indicado,
com a identificação do nome do profissional e o seu número de
registro no órgão de regulamentação e controle da profissão;
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X \u2013 receber as receitas datilografadas ou em letra legível, com o
nome genérico das substâncias prescritas, sem a utilização de
códigos ou abreviaturas, e com o nome e a assinatura do
profissional;
XI \u2013 ter anotado em seu prontuário, principalmente se
inconsciente durante o atendimento:
........
Lei nº 15.952, de 28 de dezembro de 2005 \u2013 Estabelece a política de
prevenção da mortalidade materna e dispõe sobre o Cadastro Mineiro
de Controle da Mortalidade Materna \u2013 Camma.
Art. 1º \u2013 O Estado adotará política de prevenção da mortalidade
materna, que terá como diretrizes:
I \u2013 a realização de diagnóstico permanente da situação da
mortalidade materna no Estado, enfocando os aspectos sociais,
econômicos, políticos, jurídicos, sanitários e outros;
II \u2013 a adoção de medidas específicas com vistas à redução da
mortalidade materna;
III \u2013 a articulação e a integração das diferentes instituições
envolvidas na solução do problema;
IV \u2013 a descentralização das atividades no Estado;
V \u2013 a mobilização e o envolvimento de todos os setores da
sociedade afetos à questão.
Parágrafo único \u2013 Para os efeitos desta Lei, considera-se óbito materno
aquele causado por fator relacionado à gravidez ou por medidas
tomadas com relação a ela, ocorrido durante a gestação ou até
quarenta e dois dias após o seu término, independentemente da
duração e do desfecho da gravidez.
Lei nº 15.476, de 2005: Determina a inclusão de conteúdos referentes à
cidadania nos currículos das escolas de ensino fundamental e médio.
Art. 1º \u2013 As escolas de ensino fundamental e médio integrantes
do Sistema Estadual de Educação incluirão em seu plano curricular
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conteúdos e atividades relativos à cidadania, a serem desenvolvi-
das de forma interdisciplinar.
Art. 2º \u2013 Integram os conteúdos a que se refere o art. 1º os seguin-
tes temas:
I \u2013 direitos humanos, compreendendo:
a) direitos e garantias fundamentais;
b) direitos da criança e do adolescente;
c) direitos políticos e sociais;
II \u2013 noções de direito constitucional e eleitoral;
III \u2013 organização político-administrativa dos entes federados;
IV \u2013 (Vetado);
V \u2013 educação ambiental;
VI \u2013 direitos do consumidor;
VII \u2013 direitos do trabalhador;
VIII \u2013 formas de acesso do cidadão à justiça.
Lei nº 15.473, de 2005: