Manual de Redação Parlamentar 3ª Ed.  ALMG
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70, de 30 de julho de 2003.
(...)
Art. 7º \u2013 O Poder Executivo republicará o texto da Lei Complementar 
nº 64, de 2002, consolidado com suas alterações, no prazo de noventa dias 
contados da publicação desta lei.
(...)
Art. 9º \u2013 Fica revogado o art. 2º da Lei Complementar nº 70, de 30 de julho 
de 2003.
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Acréscimo de artigos
Não se pode modificar a numeração original dos artigos da lei alterada 
nem de agrupamentos de artigos, como seções ou capítulos. O objetivo da 
proibição é manter a estabilidade do sistema de remissões da lei, evitando 
problemas de identificação de dispositivos e de referência.
Quando é necessário fazer algum acréscimo de artigo à lei, conforme se 
pode verificar no Modelo no 13, o número do artigo novo deve ser o mesmo 
do artigo anterior, seguido de letra maiúscula, observada a sequência das 
letras na série relativa a cada artigo.
Exemplo:
Art. 4 ° \u2013 A Lei n° 14.694, de 2003, fica acrescida do seguinte art. 32-A:
\u201cArt. 32-A \u2013 Os recursos orçamentários provenientes da ampliação real da 
arrecadação de receitas da administração pública estadual poderão ser aplicados no 
pagamento de prêmio por produtividade.\u201d. (Lei nº 15.275, de 2004)
A renumeração de parágrafos, incisos e outras unidades, apesar de aceitável, 
deve ser evitada.
É vedado o aproveitamento de número de dispositivo revogado ou 
vetado, devendo a lei alterada manter sua indicação, seguida da expressão 
\u201crevogado\u201d ou \u201cvetado\u201d, conforme o caso. 
Também no caso de dispositivo declarado inconstitucional em decorrência 
de Ação Direta de Inconstitucionalidade \u2013 ADI \u2013 essa informação será 
registrada no texto da lei, fazendo-se acompanhar do número da ADI e da 
referência à situação de medida liminar ou de decisão transitada em julgado. 
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O sentido de um enunciado muda não apenas quando ele é 
modifi cado, mas também quando se modifi cam dispositivos 
com ele relacionados. Por isso, é preciso ter bastante atenção 
quando se faz uma lei modifi cativa. Um bom exemplo desse 
tipo de situação é o da alteração feita no § 5° do art. 14 da 
Constituição da República pela Emenda n° 16, de 1997. Era 
assim a redação primitiva:
\u201cArt. 14 \u2013 (...) 
§ 5° \u2013 São inelegíveis para os mesmos cargos, no período, o 
presidente da República, os governadores de Estado e do 
Distrito Federal, os prefeitos e quem os houver sucedido, ou 
substituído, nos seis meses anteriores ao pleito. 
§ 6° \u2013 Para concorrerem a outros cargos, o presidente da 
República, os governadores de Estado e do Distrito Federal e 
os prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis 
meses antes do pleito\u201d (grifos nossos). 
O texto proibia a reeleição do presidente e dos governadores 
para os mesmos cargos e exigia a renúncia ao mandato no 
caso de candidatura a outros cargos. Parece que a razão de 
a Constituição estabelecer a inelegibilidade para a primeira 
situação é a mesma que a fez exigir a renúncia para a segunda 
situação. Os dois preceitos têm, portanto, um princípio comum 
que os orienta: a ideia de renúncia para outros cargos (§ 6°) só 
faz sentido quando confrontada com a ideia da inelegibilidade 
para os mesmos cargos (§ 5°). 
Veja-se o texto alterado: 
\u201cArt. 14 \u2013 (...) 
§ 5° \u2013 O presidente da República, os governadores de Estado e 
do Distrito Federal, os prefeitos e quem os houver sucedido ou 
substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para 
um único período subsequente. 
§ 6° \u2013 Para concorrerem a outros cargos, o presidente da 
República, os governadores de Estado e do Distrito Federal e 
os prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis 
meses antes do pleito.\u201d. 
A nova redação do § 5° passou a permitir a reeleição para os 
mesmos cargos, e o § 6°, que não foi alterado, manteve a 
renúncia no caso de candidatura a outros cargos. Entretanto, 
algo mudou no sentido do § 6°. A lógica que o justifi cava e 
que orientava a sua interpretação já não é a mesma, e outro 
sentido terá de ser construído pelo intérprete da norma. 
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Modelo 1
PROJETO DE LEI
ESTRUTURA E PADRONIZAÇÃO
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o Epígrafe PrOJetO de leI N° .../...
Ementa Institui o Programa Mineiro de Incentivo ao Cultivo da Mamona.
Fórmula de 
promulgação A Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais decreta:
Texto
Art. 1° \u2013 Fica instituído o Programa Mineiro de Incentivo ao Cultivo da 
Mamona.
Art. 2° \u2013 São objetivos do programa instituído por esta lei: 
I \u2013 estimular a plantação e o desenvolvimento de tecnologia 
aplicável ao cultivo da mamona; 
II \u2013 contribuir para o aumento da produtividade e da competitividade 
do setor. 
Art. 3° \u2013 Compete ao Poder Executivo, na administração do Programa 
Mineiro de Incentivo ao Cultivo da Mamona: 
I \u2013 registrar as áreas de produção; 
II \u2013 incentivar a produção, a industrialização e a exportação da mamona, 
bem como o desenvolvimento técnico e econômico dos setores envolvidos 
nessas atividades;
III \u2013 desenvolver pesquisas e experimentos que visem à melhoria da 
qualidade da mamona e ao aperfeiçoamento dos métodos de produção; 
IV \u2013 estabelecer, por meio das instituições financeiras do Estado de 
Minas Gerais que atuam no setor, linhas de crédito especiais, destinadas ao 
investimento, ao custeio e à modernização do cultivo da mamona.
Parágrafo único \u2013 As ações governamentais relativas à implantação do 
programa de que trata esta lei contarão com a participação de representantes 
dos produtores de mamona.
Art. 4° \u2013 O Poder Executivo regulamentará esta lei no prazo de noventa 
dias, a contar da data de sua publicação.
Art. 5° \u2013 Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Fecho Sala das Reuniões, ... de ... de ... .
Deputado ...
Justificação
Justificação: O projeto em exame visa implantar um programa de 
fomento à cultura mamoneira, com vistas à instalação de um mercado-polo 
no Estado e no Brasil, com a exportação do excedente. 
É notório o crescimento acentuado da demanda por óleos oriundos da 
mamona. O óleo ecológico está presente em mais de quinhentos produtos 
consumidos diariamente, desde produtos de beleza e vestuário até fluido 
de freio de automóveis e fluido anticongelante presente no tanque de 
combustível do avião.
Em razão das vantagens relacionadas com o cultivo e a exploração da 
mamona, propomos a criação do Programa Mineiro de Incentivo ao Cultivo 
da Mamona, certo de que teremos o esperado apoio desta Casa para a 
aprovação deste projeto. 
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Modelo 2
PROJETO DE LEI N° .../...
Dispõe sobre a política estadual de desenvolvimento 
sustentado da cadeia produtiva do algodão e dá 
outras providências. 
A Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais decreta: 
Art. 1° \u2013 A política estadual de desenvolvimento sustentado da cadeia 
produtiva do algodão atenderá ao disposto nesta lei. 
Parágrafo único \u2013 A política de que trata esta lei será implantada pelo 
Poder Executivo em articulação com os setores produtivo e agroindustrial 
do algodão. 
Art. 2° \u2013 São objetivos da política de que trata esta lei: 
I \u2013 recuperar e expandir a cultura do algodão no Estado, com vistas a 
suprir a demanda da indústria mineira e a gerar excedentes exportáveis; 
II \u2013 estimular investimentos públicos e privados para o desenvolvimento 
sustentado da atividade; 
III \u2013 gerar oportunidades de emprego e aumento de