Manual de Redação Parlamentar 3ª Ed.  ALMG
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e peculiaridades. No
caso em análise, a intenção é adaptar o vestuário às necessidades do grupo
feminino, proporcionando-lhe maior conforto e bem-estar na realização de
seu trabalho. De acordo com Alexandre de Moraes, na obra Direitos humanos
fundamentais, \u201co tratamento desigual dos casos desiguais, na medida em que se
desigualam, é exigência do próprio conceito de justiça\u201d.

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A Comissão de Constituição e Justiça, em seu parecer, não encontrou

óbice à juridicidade, à constitucionalidade e à legalidade da proposição, mas
apresentou ao projeto a Emenda nº 1, que visa garantir que o vestuário
próprio das corporações e órgãos de segurança pública e todas as peças que
o acompanham não sejam reutilizados ou doados, mesmo após o término
de sua vida útil. Esse ponto deve ficar claro na Lei n° 16.299, de 2006, a fim
de proteger a sociedade do uso ilegal ou indevido desses produtos, princípio
que motivou a aprovação da lei citada. Entendemos, entretanto, que não
basta autorizar e cadastrar as pessoas que comercializarão as peças, mas
também impedir qualquer forma de utilização ilegal desses produtos. Visando,
pois, aperfeiçoar o texto proposto pela Comissão de Constituição e Justiça,
apresentamos, ao final deste parecer, a Subemenda nº 1 à Emenda nº 1.

Conclusão
Em face do exposto, opinamos pela aprovação do Projeto de Lei n°

.../..., no 1° turno, com a Subemenda n° 1 à Emenda nº 1, da Comissão de
Constituição e Justiça, a seguir apresentada.

SUBEMENDA N° 1 à EMENDA Nº 1*
Acrescente-se ao projeto o seguinte art. 2°, renumerando-se os demais:
\u201cArt. 2° \u2013 Fica acrescentado ao art. 1° da Lei n°16.299, de 2006, o

seguinte § 2°, passando o parágrafo único a vigorar como § 1°:
\u2018Art. 1° \u2013 (...)
§ 2° \u2013 Os produtos relacionados no caput deste artigo não poderão ser

doados nem reutilizados, devendo, após o término de sua vida útil, ser
entregues pelo servidor ou pelo militar ao órgão ou à corporação a que
pertença, que providenciará a sua inutilização.\u2019.\u201d.

Sala das Comissões, ... de ... de ... .

, presidente

, relator

 (*Emenda nº 1: \u201cAcrescente-se ao projeto o seguinte art. 2°,
renumerando-se os demais:

\u201cArt. 2° \u2013 Fica acrescentado ao art. 1° da Lei n° 16.299, de 2006, o
seguinte § 2°, passando o parágrafo único a vigorar como § 1°:

\u2018Art. 1° \u2013 (...)
§ 2° \u2013 Os produtos relacionados no caput deste artigo não poderão ser

reutilizados.\u2019.\u201d.)

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Modelo 28

PARECER PARA O 1° TURNO DO PROJETO DE LEI N° .../...

Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária

Relatório
De autoria da deputada ..., o projeto de lei em tela dispõe sobre a

obrigatoriedade da realização de testes sorológicos para o diagnóstico da
infecção pelo vírus HTLV e de seu tratamento pelos hospitais públicos do
Estado.

A proposição foi apreciada preliminarmente pela Comissão de
Constituição e Justiça, que concluiu por sua juridicidade, constitucionalidade
e legalidade. Em seguida, foi o projeto encaminhado à Comissão de Saúde,
que, em sua análise do mérito, opinou pela aprovação da matéria na forma
do Substitutivo n° 1, que apresentou.

Cabe agora a esta comissão emitir seu parecer, em cumprimento do
disposto no art. 188, combinado com o art. 102, VII, do Regimento Interno.

Fundamentação

O projeto obriga os hospitais públicos do Estado a oferecer os testes
sorológicos para o diagnóstico da infecção pelo vírus HTLV, bem como
seu tratamento. Além disso, atribui à Secretaria de Estado de Saúde a tarefa
de fiscalizar o cumprimento da lei, promover campanha de divulgação
e estabelecer os critérios para a sua realização. De acordo com o parecer
da Comissão de Saúde, o HTLV, isolado em 1980, é um retrovírus que
infecta células T humanas e é classificado em dois tipos: o tipo 1, que pode
provocar doença neurológica e leucemia, e o tipo 2, cujos efeitos ainda não
foram comprovados.

Atualmente, o Ministério da Saúde, pela Portaria MS/SAS n° 163, de
1993, da Secretaria de Assistência à Saúde, permite o procedimento proposto
no projeto, qual seja o exame anti-HTLV I-II. Assim, o Estado não terá
impedimento para implementar as diretrizes da proposição, uma vez que o
procedimento já está autorizado pelo Sistema Único de Saúde \u2013 SUS.

Do ponto de vista financeiro e orçamentário, o projeto poderá repre-
sentar aumento da despesa pública, pois um novo serviço laboratorial será

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oferecido à população. No entanto, a Constituição Federal considera a defe-
sa da saúde matéria de competência concorrente entre a União e o Estado.
Ademais, como o precoce diagnóstico, o aconselhamento e a atenção aos
portadores do vírus HTLV têm importância para a saúde pública, entende-
mos que deve prosseguir a tramitação do projeto nesta Casa.

Finalmente, ressaltamos que, mediante a apresentação do Substitutivo
n° 1, a Comissão de Saúde buscou adequar o projeto às rotinas operacio-
nais do SUS.

Conclusão
Em face do exposto, opinamos pela aprovação do Projeto de Lei n° .../...,

no 1° turno, na forma do Substitutivo n° 1, apresentado pela Comissão de
Saúde.

Sala das Comissões, ... de ... de ... .

, presidente
, relator

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Modelo 29

PARECER PARA O 2º TURNO DO PROJETO DE LEI Nº .../...

Comissão de Administração Pública

Relatório
De autoria do governador do Estado, o Projeto de Lei nº .../... dispõe

sobre as parcerias público-privadas e dá outras providências.
Aprovado no 1º turno na forma do Substitutivo nº 3, retorna agora o

projeto a esta comissão para receber parecer para o 2º turno, nos termos do
art. 102, I, combinado com o art. 189, do Regimento Interno.

Segue anexa a redação do vencido, que é parte deste parecer.

Fundamentação
A proposição em análise disciplina o Programa de Parcerias Público-

Privadas \u2013 PPP \u2013, que representa uma nova forma de atuação conjunta
dos setores público e privado na implementação de empreendimentos de
infraestrutura e prestação de serviços públicos.

Trata-se de um grande avanço na legislação mineira no que se refere ao
estabelecimento de uma norma jurídica que consolide, de maneira clara e
precisa, a forma como se dará esse relacionamento. Constitui também o PPP um
importante instrumento para que o governo do Estado não só incentive o
setor privado a investir em grandes empreendimentos, fomentando assim o
desenvolvimento de Minas, mas também garanta à população a prestação de
serviços públicos mais eficientes e de melhor qualidade.

Não se pode deixar de mencionar que as parcerias surgem como uma via
alternativa e moderna para que o Estado, diante da grave crise fiscal por que
vem passando, consiga suprir o déficit de projetos estruturadores, essenciais ao
seu desenvolvimento.

O projeto suscitou ampla discussão no 1º turno, tanto nas comissões pelas
quais passou quanto em Plenário. Preliminarmente, a Comissão de Constituição
e Justiça \u2013 CCJ \u2013 estudou, de forma profunda e acurada, a proposição e, por
meio do Substitutivo nº 1, efetuou a adequação do seu texto às normas
constitucionais e legais norteadoras da matéria. As comissões que a sucederam
apresentaram importantes contribuições ao projeto, que foi aprovado em
Plenário na forma do Substitutivo nº 3, proposto por esta comissão. Tal

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