Manual de Redação Parlamentar 3ª Ed.  ALMG
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No fecho, deve-se usar \u201cSala de Reuniões da Mesa da Assembleia, ...\u201d.

Modelo 34

PARECER SOBRE O REQUERIMENTO Nº .../...

Mesa da Assembleia

Relatório
Por intermédio da proposição em tela, o deputado ... requer ao presidente

da Assembleia Legislativa seja encaminhado à Secretaria de Estado de
Desenvolvimento Social, pedido de informações sobre o convênio que será
assinado entre o Estado e o Município de Corinto com vistas à instalação do
Centro Integrado de Atendimento à Criança, Adolescente e Família \u2013 Ciacaf
\u2013, no local da antiga Escola Agrícola do município.

O requerimento foi publicado no Diário do Legislativo de .../.../... e
encaminhado à apreciação deste órgão colegiado, ao qual cumpre sobre ele
emitir parecer, nos termos do art. 79, VIII, \u201cc\u201d, do Regimento Interno.

Fundamentação
A apresentação do requerimento é motivada pelo interesse despertado

na sociedade de Corinto por reportagem veiculada recentemente em
jornal local. Segundo a matéria, a Escola Milton Campos, antiga Escola

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Agrícola, que atualmente integra o patrimônio do Estado, poderá voltar à
responsabilidade do município com a assinatura de convênio. Situada a
6km da sede urbana, a entidade, que no passado foi uma das unidades da
Febem, será transformada no Centro Integrado de Atendimento à Criança,
Adolescente e Família \u2013 Ciacaf \u2013, um projeto do governo estadual.

No que concerne à iniciativa, a proposição encontra amparo no §
2º do art. 54 da Constituição do Estado, que assegura à Assembleia
Legislativa o poder de encaminhar pedido de informação, por meio de
sua Mesa, a secretário de Estado. Segundo o mesmo dispositivo, a recusa,
o não atendimento no prazo de 30 dias ou a prestação de informação falsa
importam crime de responsabilidade.

Consoante o relatado, a proposição não apresenta vício de iniciativa e
confi gura legítimo exercício do controle, reservado constitucionalmente
a este Parlamento, de atos ou omissões de órgãos do Poder Executivo na
execução de política pública. No caso, as informações solicitadas são de
grande interesse para a sociedade.

Conclusão
Em face do exposto, opinamos pela aprovação do Requerimento nº .../...

.

Sala de Reuniões da Mesa da Assembleia, ... de ... de ... .

, presidente

, relator

(demais membros da Mesa da Assembleia)

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Parecer sobre proposta de ação legislativa

Modelos 35 e 36

A proposta de ação legislativa é uma sugestão de adoção de medida de
competência do Poder Legislativo formalmente encaminhada por entidade
da sociedade civil à Comissão de Participação Popular da Assembleia.

Por ser de iniciativa popular, não se exige a observância dos padrões
de textos ofi ciais; exige-se apenas que a proposta seja acompanhada dos
documentos comprobatórios de constituição da entidade. A Comissão de
Participação Popular emite parecer acolhendo ou rejeitando a proposta de
ação legislativa. A estrutura e o conteúdo das diferentes partes do parecer
são os mesmos dos demais pareceres de comissão.

No caso de acolhimento, a conclusão deve conter a proposição por meio
da qual será formalizada a proposta \u2013 projeto de lei, emenda a projeto em
tramitação (Modelo 35), requerimento (Modelo 36) \u2013 ou determinar outra
medida a ser adotada.

Modelo 35

PARECER SOBRE A PROPOSTA DE AÇÃO LEGISLATIVA Nº .../...

Comissão de Participação Popular

Relatório

A Proposta de Ação Legislativa nº .../..., de autoria da Federação das
Comunidades Quilombolas de Minas Gerais \u2013 N\u2019Golo \u2013, sugere a criação,
no Plano Plurianual de Ação Governamental \u2013 PPAG \u2013 2008-2011, da ação
denominada Atenção à Saúde das Comunidades Indígenas e Quilombolas,
cuja fi nalidade é estruturar a atenção primária à saúde nas aldeias indígenas e
comunidades quilombolas, garantindo-se a equidade e a qualidade do acesso
dessas populações.

A proposta foi apresentada em audiência pública realizada pela Comissão
de Participação Popular em .../.../..., em Belo Horizonte, com o propósito

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de colher sugestões para o aprimoramento do Projeto de Lei nº 3.808/2009,
que dispõe sobre a revisão do PPAG 2008-2011.

Publicada no Diário do Legislativo de .../.../..., vem a proposta a esta
comissão para receber parecer, nos termos do disposto no art. 102, XVI,
\u201ca\u201d, do Regimento Interno.

Fundamentação

A proposta em análise visa incluir no Programa 706 \u2013 Atenção
Assistencial à Saúde \u2013 do PPAG 2008-2011 ação com a finalidade de garantir
atenção primária à saúde das comunidades indígenas e quilombolas.

Cumpre destacar que a Ação 4468 \u2013 Atenção à Saúde das Comunidades
Indígenas e Quilombolas \u2013 do PPAG 2008-2011, exercício de 2009, tem
finalidade semelhante à proposta em comento e foi excluída do projeto de
revisão do PPAG 2008-2011 para o exercício de 2010 por não haver previ-
são de sua execução nesse exercício. No entanto, entendemos que a restau-
ração da referida ação é oportuna pelas razões que a seguir apresentamos.

De acordo com o Decreto Federal nº 6.040, de 2007, que institui a
Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades
Tradicionais, esses grupos se caracterizam pela cultura diferenciada, com
formas próprias de organização social. Além disso, ocupam territórios e
usam recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social,
religiosa e econômica, embasados em conhecimentos, inovações e práticas
gerados e transmitidos pela tradição.

No Brasil, existem várias comunidades tradicionais, como as ribeirinhas
e as de quebradeiras de coco, seringueiros, castanheiros e as de indígenas
e quilombolas. No território mineiro, somente as duas últimas podem ser
reconhecidas como tradicionais.

Essas comunidades precisam de atenção especial do Estado em todas as
áreas, pois as condições de vida da maioria de seus integrantes são próximas
da miséria. O art. 3º do referido decreto estabelece a garantia do acesso
dos povos e comunidades tradicionais a serviços de saúde de qualidade e
adequados a suas características socioculturais, necessidades e demandas,
com ênfase nas concepções e práticas da medicina tradicional, como um dos
objetivos da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e
Comunidades Tradicionais.

Dadas as características peculiares dos povos indígenas e dos remanes-
centes de quilombos, algumas doenças são prevalentes nesses grupos devido
a fatores genéticos ou a seu modo de vida. As doenças mais comuns nos

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quilombos são diabetes, doença de Chagas, esquistossomose, anemia e ane-
mia falciforme. Já existem casos de DST-aids e outras às quais os programas
brasileiros de saúde dão cobertura plena. Entre os índios, são frequentes os
casos de doenças parasitárias, e até mesmo doenças comuns, como a gripe,
podem ocasionar a morte, uma vez que eles não têm anticorpos para com-
bater a maioria dos agentes patogênicos.

Segundo dados do Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva
\u2013 Cedefes \u2013, uma ONG mineira que pesquisa e estuda temas sociais e já
tem várias publicações na área, havia, em Minas Gerais, até junho de 2007,
435 comunidades quilombolas pré-identificadas e mais de 14.000 índios,
representando aproximadamente 10 etnias. Sabemos que hoje muitas dessas
comunidades já são atendidas pelo Programa Saúde da Família \u2013 PSF. Muito
poucas, porém, contam com posto