Manual de Redação Parlamentar 3ª Ed.  ALMG
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máxima dos serviços prestados pelo agente financeiro e o
grupo coordenador do fundo, apresentamos as Emendas nºs 2 a 4, redigidas
ao final deste parecer.

Apresentamos ainda a Emenda nº 5, em razão da necessidade da prévia
dotação dos recursos orçamentários para o fundo.

Conclusão
Em face dos argumentos apresentados, concluímos pela juridicidade,

constitucionalidade e legalidade do Projeto de Lei nº .../... com as Emendas
nºs 1 a 5, a seguir redigidas.

EMENDA Nº 1
Suprima-se o inciso I do art. 2º.

EMENDA Nº 2
Dê-se ao caput do art. 5º a seguinte redação:
\u201cArt. 5º \u2013 O fundo tem como órgão gestor a Secretaria de Estado de

Desenvolvimento Social, ao qual compete:\u201d.

EMENDA Nº 3
Acrescente-se onde convier:
\u201cArt. ... \u2013 O agente financeiro do fundo é o Banco de Desenvolvimento de

Minas Gerais \u2013 BDMG.
Parágrafo único \u2013 A remuneração do agente financeiro não poderá

exceder 0,5% (meio ponto percentual) da receita anual do fundo.\u201d.

EMENDA Nº 4
Acrescente-se onde convier:
\u201cArt. ... \u2013 Compõem o grupo coordenador do fundo representantes dos

seguintes órgãos e entidades:
I \u2013 um representante da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão;
II \u2013 um representante da Secretaria de Estado de Fazenda;
III \u2013 um representante do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais \u2013

BDMG;

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IV \u2013 um representante da Secretaria de Estado de Educação;
V \u2013 um representante da Secretaria de Estado de Saúde;
VI \u2013 um representante da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social .\u201d.

EMENDA Nº 5

Dê-se ao art. 7º a seguinte redação:
\u201cArt. 7º \u2013 Esta lei entra em vigor no exercício fi nanceiro seguinte ao de

sua publicação.\u201d.

Sala das Comissões, ... de ... de ... .

, presidente
, relator

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A redação fi nal de proposições

Modelos 39 a 42

A Comissão de Redação, de acordo com o disposto nos arts. 102, X, e 268 a
271 do Regimento Interno, tem a atribuição de elaborar a redação fi nal de projetos
de lei, de projetos de resolução e de propostas de emenda à Constituição.

Fazer a redação fi nal de uma proposição signifi ca dar a seu texto, de acordo
com as diretrizes da técnica legislativa, a forma linguística que melhor expresse
o sentido da matéria aprovada pelos parlamentares.

Ao operar com o texto, a comissão avalia a correção dos enunciados, a
propriedade dos termos usados, a coerência articulatória de preceitos e de
dispositivos, o acerto nas remissões internas e externas, além das formas de
conexão com o ordenamento em vigor. No esforço de obter o melhor resultado,
pode a comissão, preservando a abrangência e o sentido dos conteúdos,
substituir e adaptar frases, termos e expressões, promover a junção, o acréscimo,
o desmembramento, a supressão, a rearticulação, a reordenação e a renumeração
de dispositivos e corrigir dados e referências, sempre com o propósito de tornar
o texto fi nal o mais próximo possível daquilo que se supõe ser a intenção dos
parlamentares que aprovaram a matéria.

O princípio técnico que orienta todo esse trabalho é a busca da clareza e da
precisão do texto legal como condição para a redução de confl itos de interpretação
e garantia da maior segurança jurídica possível para as instituições e a sociedade.

O texto assim preparado pela Comissão de Redação é encaminhado, sob a
forma de parecer de redação fi nal, à apreciação do Plenário ou da comissão
que houver deliberado conclusivamente sobre a matéria, aos quais cabe, em
cada caso, verifi car se a proposta da comissão atende à intenção manifestada
pela maioria dos parlamentares no processo de votação.

É importante observar que, muitas vezes, pode haver dúvida ou incerteza
quanto ao sentido que se quis dar a determinado preceito aprovado pelo
Parlamento. Nesses casos, cabe ao Plenário atenção redobrada na votação do
texto da redação fi nal, pois o acatamento, por parte desse órgão, do parecer
da Comissão de Redação signifi cará, além da confi rmação da alternativa
técnica sugerida, uma opção política do parlamento pela forma como deseja ver
promulgada a proposição.

Aprovada a redação fi nal, o projeto de lei ordinária ou complementar
será enviado, sob a forma de proposição de lei, à sanção do
governador, por meio de ofício do presidente da Assembleia (ver
Modelo 74, p. 263-264).
A resolução e a proposta de emenda à Constituição não são objeto de
proposição e são promulgadas pelo presidente da Assembleia.

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Modelo 39

PARECER DE REDAÇÃO FINAl dO
PrOJetO de leI N° .../...

Comissão de Redação

Relatório

O Projeto de Lei n° ... /..., de autoria do deputado ..., que altera o art. 2°
da Lei n° ..., de ..., foi aprovado, no 2° turno, com as Emendas nos 1 e 2 ao
vencido no 1° turno.

Vem agora o projeto a esta comissão a fim de que, segundo a técnica legislativa,
seja dada à matéria a forma adequada, nos termos do § 1° do art. 268 do
Regimento Interno.

Fundamentação
A Comissão de Redação, ao avaliar o texto do projeto aprovado,

identificou, em seu art. 1°, um problema de expressão de temporalidade, em
virtude da remissão que o comando do dispositivo faz ao art. 2° da Lei n°
..., de ..., com o objetivo de alterar a vigência do prazo aí estabelecido.

O art. 2° daquela lei estipulou que os municípios aos quais o Estado, na
ocasião, pretendia doar imóveis teriam o prazo de 120 dias para manifestar
sua concordância com a transação. A contagem dos dias teve início em
30/7/1998 e findou em 27/11/1998. Os municípios que não formalizaram
tempestivamente seu consentimento não puderam receber o imóvel.

O projeto que chega para a redação final, pretendendo dar nova oportu-
nidade aos municípios que, na época prevista, não se pronunciaram, promo-
ve, nos termos aprovados em 2° turno, a distensão do prazo inicial (de 120
dias) para 36 meses contados a partir de 30/7/1998.

A proposição, assim redigida, comete um equívoco técnico ao determinar
a dilação de um prazo que, há um ano e meio, se encontra prescrito. É
evidente que muitas vezes a legislação intervém retroativamente no mundo
jurídico para acomodar direitos ou convalidar situações que a própria
realidade, irrevogavelmente, concretizou. Mas essa ação não tem o condão
de alterar o ato normativo que, no tempo, já se esgotou.

O art. 2° da referida lei deve ser considerado, nesse contexto, um tipo de
disposição transitória, uma vez que seu efeito jurídico se encontra restrito
a um intervalo de datas determinadas e não goza da abstração temporal
própria dos preceitos de caráter permanente.

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Para solucionar o impasse que desse modo se apresenta, a Comissão de
Redação propõe uma outra forma de expressão para o art. 1°, pela qual se dê
ao prazo objetivado a condição real de novo prazo, e não de prazo dilatado.
Uma vez que se pode precisar, pelos próprios dados contidos no projeto, a
data exata do fim do novo prazo, optou esta comissão por referi-la diretamente.

Esclareça-se, por fim, que as modificações operadas no texto da proposição
se fazem com absoluta fidelidade à norma aprovada em Plenário, mantendo-se
exatamente o mesmo quadro temporal que a articulação anterior configurava.

Conclusão
Assim sendo, opinamos por se dar à proposição a seguinte redação final,

que está de acordo com o aprovado.

PROJETO DE LEI N° .../...

Reabre o prazo para que os municípios