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Manual de Redação Parlamentar 3ª Ed.  ALMG

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dos recursos estaduais destinados a prover o transporte escolar. 
Art. 6° – Para a obtenção dos recursos a que se refere o art. 1º, os 
municípios deverão encaminhar solicitação acompanhada de informações 
sobre o número de alunos carentes residentes em sua área rural, bem como 
os distritos de que trata o artigo anterior. 
Parágrafo único – As informações de que trata o caput serão prestadas a 
cada quadrimestre à Secretaria de Estado de Educação, de forma que esta 
possa dimensionar as necessidades orçamentárias para o atendimento da 
despesa, visando ao exercício subsequente. 
Art. 7° – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Sala das Reuniões, ... de ... de ... .
(Nome do autor) 
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Justificação: A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, 
no seu art. 10, II, define a responsabilidade de cada ente da Federação 
quanto às diferentes modalidades de ensino: a manutenção do ensino 
fundamental é compartilhada por estados e municípios, e a do ensino médio 
é responsabilidade exclusiva do Estado. 
O transporte escolar em Minas Gerais, mesmo dos alunos matriculados 
nas escolas da rede estadual, tem ficado a cargo das prefeituras municipais. 
Os custos do transporte escolar rural têm sido maiores para os municípios 
mais carentes, que possuem percentual maior de habitantes no campo, e 
para municípios com maior extensão territorial. 
As despesas com essas atividades impossibilitam os municípios mais carentes 
de investir em outros programas educacionais e de valorização dos profissionais 
do magistério, com reflexos negativos na qualidade da educação oferecida pelo 
poder público. Tendo em vista os parcos recursos dos municípios, os veículos 
quase sempre não estão em condições de garantir a segurança dos alunos. Além 
disso, o art. 62 da Lei de Responsabilidade Fiscal cria um embaraço para a 
prefeitura garantir o transporte de alunos inscritos na rede estadual. Em outras 
unidades da Federação, o assunto está a merecer a busca de soluções. No Rio 
Grande do Sul, já existe uma lei que regula a cooperação financeira entre o 
estado e os municípios no Programa de Transporte Escolar Rural. 
Por esses motivos, propomos a implementação de um programa de 
apoio ao transporte escolar realizado pelos municípios, de forma a garantir 
a segurança dos alunos e a cumprir a legislação específica, recompensando, 
mesmo que parcialmente, o esforço dos municípios no oferecimento do 
transporte escolar. A implementação desse programa deverá ser coordenada 
pela Secretaria de Estado de Educação, que estabelecerá os termos dos 
convênios de remuneração do transporte escolar. 
– Publicado, vai o projeto às Comissões de ..., de ... e de ... para parecer, 
nos termos do art. 188, combinado com o art. 102, do Regimento Interno. 
REQUERIMENTOS
Nº .../..., do deputado ..., em que solicita seja encaminhado ao governa-
dor do Estado pedido de providências com vistas à liberação de recursos 
para programas da Secretaria de Agricultura. (– À Comissão de ... .) 
– São também encaminhados à Mesa requerimentos da Comissão 
Especial ... e do deputado ... .
Proposições Não Recebidas
– A presidência deixa de receber, nos termos do inciso III do art. 173 do 
Regimento Interno, a seguinte proposição: 
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PROJETO DE LEI Nº .../...
Revoga o art. 5º da Lei nº 14.136, de 28 de dezembro de 2001, que cria a 
taxa de renovação de licenciamento anual de veículo. 
A Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais decreta: 
Art. 1° – Fica revogado o art. 5° da Lei n° 14.136, de 28 de dezembro 
de 2001.
Art. 2º – Os contribuintes que efetuaram o recolhimento da taxa 
revogada por esta lei serão ressarcidos do valor pago de 28,50 Ufemgs 
(vinte e oito vírgula cinquenta Unidades Fiscais do Estado de Minas Gerais), 
atualizado monetariamente, na forma estipulada em decreto regulamentador. 
Art. 3° – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Sala das Reuniões, ... de ... de ... .
(Nome do autor) 
Justificação: Mister se faz reparar um grave dano contra os contribuintes 
mineiros proprietários de veículo automotor, que, com a Lei n° 14.136, de 
2001, passaram a ser alvo da famigerada taxa de renovação de licenciamento 
anual de veículo. 
A sociedade não pode ficar à mercê da feroz intenção arrecadadora do 
Estado, que utiliza esses subterfúgios para sanar suas finanças combalidas, fruto 
de administrações mal geridas, e não é justo que o contribuinte seja parte na 
recomposição das finanças públicas, já que não tem nenhuma responsabilidade 
no processo. 
A ânsia de se criar a malfadada “narcotaxa” como fonte de recursos para 
o erário é proposta tentada pelo atual governo desde 1999, sem a mínima 
intenção de retornar benefícios para a própria sociedade. 
O que se observa é pouca e precária sinalização, com placas velhas, sujas, 
deterioradas, pichadas e escondidas pelo mato, não atendendo aos requisitos 
mínimos de engenharia exigidos e determinados pelo Contran, além da existência 
e do funcionamento de radares em completa desobediência às normas da nova 
legislação de trânsito. 
E mais absurda ainda é a criação de uma taxa que não condiz com os 
princípios básicos do direito tributário, que dispõe ser necessária a existência de 
uma contraprestação de serviços pelo Estado ao contribuinte, a fim de que 
o governo tenha legitimidade para efetuar o recolhimento de um valor 
compatível com os gastos efetuados. É vedada sua criação como fonte de 
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obtenção de recursos, e somente é aceita como uma forma de ressarcir o 
erário dos recursos gastos na prestação do serviço. 
O que se verifica é uma bitributação, já que o Estado utiliza uma mesma 
hipótese de incidência, ou seja, a propriedade de veículo automotor, para 
recolher mais de uma vez. 
Pela ilegalidade da taxa e pelo respeito ao contribuinte mineiro, concla-
mamos os nobres pares a apoiar a extinção de um tributo que viola os direi-
tos do cidadão. 
– Idêntica proposição foi apresentada anteriormente pelo deputado ... .
Comunicações
– São também encaminhadas à presidência comunicações da Comissão 
de ... e dos deputados ..., ..., ... e ... .
Comunicações Não Recebidas
– A presidência deixa de receber a seguinte comunicação: 
 Do deputado ... em que informa à Casa o falecimento do Sr. ..., ocorrido em 
.../.../..., em ... .
– Idêntica comunicação foi apresentada anteriormente pelo deputado ... .
Oradores Inscritos
– Os deputados ... e ..., a deputada ... e o deputado ... proferem discursos, 
que serão publicados em outra edição.4 
2ª Parte (Ordem do Dia)
1ª Fase
Abertura de Inscrições
O presidente – Esgotado o prazo destinado a esta parte, a presidência 
passa à 2ª Parte da reunião, com a 1ª Fase da Ordem do Dia, que compreende 
as comunicações da presidência e a apreciação de pareceres, requerimentos e 
indicações. Estão abertas as inscrições para o Grande Expediente da próxima 
reunião. 
4 Dispensa-se esta nota do redator quando o discurso integra o corpo da ata na publicação.
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DECISÃO DA PRESIDÊNCIA
A presidência, nos termos do § 2° do art. 173 do Regimento Interno, 
determina a anexação do Projeto de Lei n° .../... ao Projeto