DPC 11 - Os Recursos
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DPC 11 - Os Recursos


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Conceito: 
Recurso é o procedimento que visa ao reexame de qualquer ato judicial decisório, seja sentença, 
acórdão ou decisão interlocutória. No recurso, a parte demonstra seu inconformismo com a decisão 
proferida e postula sua reforma ou modificação. 
 
Espécies de Recursos: Segundo Grau de Jurisdição (Contra Acórdãos) 
 Embargos Infringentes 
Primeiro Grau de Jurisdição Embargos de Declaração 
Apelação de Sentença Recurso Ordinário Constitucional 
Agravo Recurso Extraordinário 
Embargos de Declaração Embargos de Divergência do STF e STJ 
Embargos de Alçada (Contra Decisões Diferentes de Acórdãos) 
Correição Parcial (embora não conste em lei, 
também é considerada como recurso) 
Agravo Regimental contra decisão do relator que causar 
prejuízo à parte (STF) 
 Agravo Regimental previstos nos Regimentos Internos de cada Tribunal Estadual 
 
Agravo de Instrumento contra o despacho do presidente do 
tribunal recorrido que denega o seguimento do recurso 
extraordinário 
 Recursos sem nomes específicos (Inominados) 
 
 
 
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Cabimento: 
São recorríveis todos os atos do juiz que caracterizem decisões interlocutórias ou sentenças. Os 
despachos, normais ao andamento do processo, não são recorríveis. Para cada decisão deve haver um 
único recurso apropriado à sua reforma ou invalidação (princípio da unirrecorribilidade das 
decisões). Se existe na lei previsão expressa quanto ao recurso cabível, a parte deverá observar, caso 
contrário estará cometendo erro grosseiro e o seu recurso não será conhecido. Porém, se a lei não 
estabelece recurso específico, pode haver a fungibilidade dos recursos. 
 
1Fungibilidade dos Recursos:1 
A fungibilidade dos recursos é relativa ao recebimento de um recurso por outro, quando não 
existência de erro grosseiro. É possível a aplicação da fungibilidade desde que haja razoável dúvida 
sobre o tipo de recurso cabível e que não tenha passado o prazo de interposição do recurso correto. 
 
Não conhecer do recurso significa que não foram preenchidas as condições objetivas ou 
subjetivas. Não dar provimento significa que, quanto ao mérito, a sentença foi desfavorável 
ao autor. 
 
Condições Objetivas e Subjetivas dos Recursos: 
Para o recurso ser admitido, devem estar preenchidos certos requisitos objetivos e subjetivos. São 
condições objetivas analisadas pelo órgão julgador do recurso: 
! o cabimento e a adequação dos recursos; 
! a tempestividade; 
! a regularidade procedimental, incluindo-se a motivação e o preparo; 
! a inexistência de fato impeditivo ou extintivo. 
E são condições subjetivas: 
! a legitimidade das partes; 
! o interesse jurídico do recorrente. 
 
Preparo: 
O recurso só é recebido se feito o preparo, isto é, se for feito o pagamento antecipado das 
custas. Há recursos, no entanto, para os quais não se exige preparo, como o agravo retido e os 
embargos de declaração. São dispensados de preparo os recursos interpostos pelo Ministério 
Público, pela União, pelos Estados e Municípios e respectivas autarquias, e pelos que gozam 
de isenção legal (art. 511, § 1°). 
 
1Deserção:1 
A deserção é o não seguimento do recurso por falta de preparo, isto é, por falta de pagamento das 
custas para interpô-lo. O preparo é pressuposto objetivo de admissibilidade do recurso. O recurso 
poderá até ser recebido, mas, se não for preparado no prazo estabelecido pela lei, será declarado a 
sua deserção (o recurso será considerado deserto). 
 
Prazo: 
Toda decisão possui um prazo legal para ser recorrida. O prazo comum é de quinze dias, com 
exceção do agravo (dez dias) e dos embargos de declaração (cinco dias). Os prazos são contados a 
partir da data em que as partes são intimadas da decisão, da sentença ou do acórdão. Caso seja 
proferida em audiência, a partir desta data. 
 
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CÓDIGO DE 
PROCESSO 
CIVIL 
Art. 506 - O prazo para a interposição do recurso, aplicável em todos os casos o disposto no art. 
184 e seus parágrafos, contar-se-á da data: 
 
I - da leitura da sentença em audiência; 
 
II - da intimação às partes, quando a sentença não for proferida em audiência; 
 
III - da publicação do dispositivo do acórdão no órgão oficial. (Redação dada pela Lei n° 
11.276, de 07.02.2006) 
 
Parágrafo único - No prazo para a interposição do recurso, a petição será protocolada em 
cartório ou segundo a norma de organização judiciária, ressalvado o disposto no § 2º do art. 525 
desta Lei. (Alterado pela Lei n° 11.276, de 07.02.2006) 
 
Legitimidade para Interpor o Recurso: 
Legitimada para recorrer é a parte vencida no todo ou em parte, o terceiro prejudicado e o Ministério 
Público. O recurso de terceiro prejudicado é uma das modalidades de intervenção de terceiros no 
processo das partes. O terceiro que tiver sofrido algum prejuízo com o ato decisório (decisão, 
sentença ou acórdão) tem o direito de impugná-lo, mas cumpre-lhe demonstrar o nexo de 
interdependência entre o seu interesse de intervir e a relação jurídica submetida à apreciação judicial 
(art. 499, § 1°). O Ministério Público tem legitimidade para recorrer assim no processo em que é 
parte, como naqueles em que oficiou como fiscal da lei (art. 499, § 2°). 
 
Desistência: 
Todo recurso após interposto pode contar com a desistência do recorrente, exercitável a qualquer 
tempo e independentemente de anuência do recorrido ou litisconsorte. Sua diferença em relação à 
renúncia é que esta é formulada nos autos previamente à interposição do recurso. A desistência pode 
ser expressa, manifestada oralmente ou por escrito nos autos, ou tácita, pelo transcurso do prazo para 
recorrer (art. 502). 
 
 
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Noções Iniciais: 
A interposição do recurso produz, de imediato, dois efeitos: um, comum a todos os recursos, o efeito 
devolutivo; outro, próprio de vários deles, o efeito suspensivo. 
 
Efeito Devolutivo: 
Todos os recursos quando possuem pedido de reexame da decisão são recebidos em seu efeito 
devolutivo, isto é, submete-se novamente ao crivo do Poder Judiciário a matéria impugnada. 
(devolução do assunto ao tribunal, ou seja, transferência do assunto ao tribunal, pois o termo 
devolutivo não é empregado aqui no sentido comum de restituição, mas num sentido quase arcaico, 
de transferência, remessa ou entrega, do assunto, ao tribunal). 
 
Efeito Suspensivo: 
Gera o impedimento da eficácia do ato decisório desde o momento da interposição do recurso até que 
este seja decidido. Têm efeito suspensivo os recursos de apelação, de embargos infringentes ao 
acórdão e de embargos de declaração. O agravo de instrumento e o recurso extraordinário não 
produzem efeito suspensivo, mas somente o devolutivo. 
 
 
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