DPC 12 - O Processo de Execução I
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DPC 12 - O Processo de Execução I


DisciplinaDireito Processual Civil I40.057 materiais718.149 seguidores
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penal condenatória o juízo competente é aquele que o 
seria para conhecer e decidir da ação de restituição ou de reparação do dano, caso tivesse que 
ser proposta; 
! nas execuções fundadas em título extrajudicial, o juízo competente é determinado pelas regras 
gerais que disciplinam a matéria (arts. 88 a 102 do CPC); 
 
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Partes: 
Duas são as partes no processo de execução: de um lado têm-se as que pedem a tutela jurisdicional 
executiva (exeqüente ou executante), e de outro aquelas contra quem se pede tal tutela (executado). 
 
Legitimação Ativa: 
Legitimação ativa, na execução, é a titularidade da ação de execução. É a qualidade da pessoa para 
poder promover a execução. Podem ser estes: 
! o credor a quem a lei confere título executivo; 
! o Ministério Público, nos casos prescritos em lei; 
! o espólio, os herdeiros ou os sucessores do credor, sempre que, por morte deste, lhes for 
transmitido o direito resultante do título executivo; 
! o cessionário, quando o direito resultante do título executivo lhe foi transferido por ato entre 
vivos; 
! o sub-rogado, nos casos de sub-rogação legal ou convencional. 
 
Legitimação Passiva: 
É a qualidade da pessoa contra a qual se pode promover a execução. O art. 568 trata de hipóteses de 
legitimação passiva: 
! o devedor, reconhecido como tal no título executivo; 
! o espólio, os herdeiros ou os sucessores do devedor; 
! o novo devedor, que assumiu, com o consentimento do credor, a obrigação resultante do título 
executivo; 
! o fiador judicial; 
! o responsável tributário, assim definido na legislação própria. 
 
No processo de execução admite-se o litisconsórcio tanto ativo quanto passivo, mas nenhuma 
das modalidades de intervenção de terceiro são cabíveis. 
 
 
 
 IInntteerreessssee ddee AAggiirr nnaa EExxeeccuuççããoo 
 
Noções Iniciais: 
Como em todas as ações, o interesse de agir é condição e no processo de execução nasce do 
inadimplemento do devedor. 
 
CÓDIGO DE 
PROCESSO CIVIL 
 
Art. 580 - Verificado o inadimplemento do devedor, cabe ao credor promover a execução. 
 
Parágrafo único - Considera-se inadimplente o devedor, que não satisfaz espontaneamente o direito 
reconhecido pela sentença, ou a obrigação, a que a lei atribuir a eficácia de título executivo. 
 
 
 
 
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Prestação Diversa: 
Ao credor assiste o direito de recusar o cumprimento da obrigação que não for aquela anteriormente 
estabelecida ou a que resultar do título executivo e, nesse caso, promover a execução, cabendo ao 
devedor o direito de oferecer-lhe embargos. 
 
Obrigações Recíprocas: 
Conforme o art. 476 do Código Civil, nos contratos bilaterais, nenhum dos contraentes, antes de 
cumprida a sua obrigação, pode exigir o implemento do outro. Também no processo de execução 
aplica-se a mesma metodologia, ou seja, se no negócio jurídico estabelecido pelas partes, do qual 
dimanou o título executivo extrajudicial, ficaram as partes sujeitas a obrigações recíprocas, o 
interesse de agir somente irá surgir quando uma delas haja satisfeito a sua prestação. Somente a parte 
que cumprir a sua obrigação, poderá exigir o mesmo da outra (art. 582). 
 
 
 RReessppoonnssaabbiilliiddaaddee PPaattrriimmoonniiaall 
 
Noções Iniciais: 
O patrimônio do devedor será sempre a garantia do credor. Desta forma, há a vinculação do 
patrimônio do obrigado, ou de parte dele, a fim de que o credor obtenha a satisfação de seu direito de 
crédito quando aquele espontaneamente não cumpre a obrigação. Traduz-se na destinação dos bens 
do devedor a satisfazer o direito do credor. Deflui da responsabilidade patrimonial a situação em que 
se encontra o devedor de não poder impedir que a sanção seja realizada mediante a subtração de seus 
bens. A responsabilidade patrimonial tem sua diretriz geral estabelecida no art. 591 do Código de 
Processo Civil: “o devedor responde, para o cumprimento de suas obrigações, com todos os seus 
bens presentes e futuros, salvo as restrições estabelecidas em lei”. Trata-se do princípio da realidade 
da execução, expressão com a qual procura destacar que a execução civil recai sobre o patrimônio do 
executado, e não sobre sua pessoa. O princípio citado deixa claro haver exceções. São elas: 
 
0011 Bens do devedor que não se submetem à responsabilidade patrimonial: 
! por razões de ordem social, existem certos bens que são excluídos da responsabilidade 
patrimonial, são os bens absolutamente e relativamente impenhoráveis (art. 649); 
! os bens do devedor gravados de hipoteca e penhor em favor de um dos credores também 
escapam, sob o aspecto prático, da responsabilidade patrimonial em prol dos outros credores; 
! o imóvel residencial único ou de menor valor do casal ou da entidade familiar (Lei 8.009/90); 
! os bens públicos. 
 
0022 Bens de terceiros submetidos à responsabilidade patrimonial: 
! os bens alienados em fraude à execução, fraude contra credores e quando já gravados de 
penhora; 
! os bens hipotecados ao credor e depois alienados a terceiro (direito de seqüela); 
! os bens do sucessor a título singular, tratando-se de execução de sentença proferida em ação 
fundada em direito real (art. 592, I); 
! os bens do sócio, nos termos da lei (art. 592,II); 
! os bens do cônjuge, nos casos em que os seus bens próprios, reservados ou de sua meação 
respondem pela dívida (art. 592, IV). 
 
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 FFrraauuddee CCoonnttrraa CCrreeddoorreess ee FFrraauuddee àà EExxeeccuuççããoo 
 
Noções Iniciais: 
Ocorrerá a fraude quando o devedor agir de forma a subtrair seus bens à responsabilidade executória. 
A fraude poderá ser contra credores ou à execução: 
 
Fraude Contra Credores: 
A fraude contra credores consiste em ato de disposição de bens orientado pela vontade de prejudicar 
credores, na medida em que provoca a insolvência do disponente, diminuindo seu patrimônio de 
forma a impedir a satisfação do crédito (arts. 158 a 165 do Código Civil). O instrumento a ser 
utilizado pelos prejudicados, a fim de combater os efeitos dessa fraude, é a ação pauliana, 
processável pelo rito comum do processo de conhecimento e com natureza constitutiva: sua eficácia 
desconstitui a eficácia do ato fraudulento. O efeito principal da ação pauliana é o de permitir que a 
execução recaia sobre bens fraudulentamente alienados, apesar destes se encontrarem no patrimônio 
de terceiro adquirente. 
 
Para parte da doutrina, com a procedência da ação pauliana haveria a anulação do negócio 
como um todo; outros sustentam que o negócio continuará existindo, apenas deixando de ser 
eficaz perante o processo executivo do credor que promoveu a ação. 
 
Fraude à Execução: 
A fraude à execução consiste em ato de ainda maior gravidade: acarreta dano aos credores e atenta 
contra o eficaz desenvolvimento da atividade jurisdicional. O art. 593 do Código de Processo Civil 
estabelece as formas de fraude à execução: 
 
CÓDIGO DE 
PROCESSO CIVIL 
 
Art. 593 - Considera-se em fraude de execução a alienação ou oneração