DPC 19 - O Juizado Especial Civil
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DPC 19 - O Juizado Especial Civil


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Os Juizados Especiais: 
Os Juizados Especiais foram criados com o intuito de facilitar e ampliar o acesso à justiça, trazendo 
uma série de inovações. 
 
Art. 1° - Os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, órgãos da Justiça Ordinária, serão criados 
pela União, no Distrito Federal e nos Territórios, e pelos Estados, para conciliação, processo, 
julgamento e execução, nas causas de sua competência. 
 
Princípios do Juizado Especial: 
 
Art. 2° - O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, 
economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação. 
 
São os princípios orientadores do processo: 
a) oralidade: será sempre dado ênfase à oralidade, sendo somente os atos considerados 
essenciais reduzidos a escrito; 
b) simplicidade; 
c) informalidade; 
d) economia processual; 
e) celeridade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 CCoommppeettêênncciiaa 
 
Causas de Menor Complexidade: 
A competência do Juizado restringe-se às causas cíveis de menor complexidade, enumeradas pelo 
artigo 3º. 
 
Art. 3° - O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das 
causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas: 
 
I - as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo; 
 
II - as enumeradas no art. 275, inciso II, do Código de Processo Civil; 
 
III - a ação de despejo para uso próprio; 
 
IV - as ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente ao fixado no inciso I deste 
artigo. 
 
Natureza da Competência: 
A jurisprudência tem decidido no sentido de que não é competência absoluta, cabendo ao autor optar 
pelo procedimento do Juizado ou não. 
 
1) Em razão do valor: consideram-se causas cíveis de menor complexidade aquelas que não excedam 
40 salários mínimos. No caso de cumulação de pedidos, deve-se considerar a soma de todos; pedidos 
alternativos, o maior valor e, em caso de pedidos subsidiários, considera-se o valor do principal (art. 
15). 
 
2) Em razão da matéria: 
 
2.1) As causas enumeradas pelo inciso II do art. 275 do CPC: 
a) arrendamento rural e parceria agrícola; 
b) cobrança ao condômino de quaisquer quantias devidas ao condomínio; 
c) ressarcimento por danos em prédio urbano ou rústico; 
d) ressarcimento por danos causados em acidente de veículo de via terrestre; 
e) cobrança de honorários dos profissionais liberais, ressalvado o disposto em legislação especial. 
 
2.2) As ações de despejo para uso próprio também estão previstas dentre aquelas que são julgadas 
pelo Juizado Especial. A própria Lei do Inquilinato (Lei n.º 8.245/91) dispõe que as ações de despejo 
poderão ser consideradas como causas cíveis de menor complexidade. Porém, a ação de despejo por 
falta de pagamento, ainda que de valor inferior a quarenta salários mínimos, não é admitida no 
Juizado Especial, visto que existe procedimento próprio regulado pela mesma Lei do Inquilinato. 
 
2.3) As ações possessórias sobre bens imóveis de valor inferior ao teto de quarenta salários mínimos 
(critério híbrido – matéria e valor). São ações possessórias: ação de manutenção de posse, a ação de 
reintegração de posse e o interdito proibitório. 
 
 
 
 
 
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Competência na Execução: 
 
§ 1° - Compete ao Juizado Especial promover a execução: 
 
I - dos seus julgados; 
 
II - dos títulos executivos extrajudiciais, no valor de até quarenta vezes o salário mínimo, 
observado o disposto no § 1.º do art.8.º desta Lei. 
 
Matérias Excluídas da Competência do Juizado: 
 
§ 2° - Ficam excluídas da competência do Juizado Especial as causas de natureza alimentar, 
falimentar, fiscal e de interesse da Fazenda Pública, e também as relativas a acidentes de 
trabalho, a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial. 
 
Renúncia ao Excedente do Crédito: 
 
§ 3° - A opção pelo procedimento previsto nesta Lei importará em renúncia ao crédito excedente 
ao limite estabelecido neste artigo, excetuada a hipótese de conciliação. 
 
Competência Territorial: 
 
Art. 4° - É competente, para as causas previstas nesta Lei, o Juizado do foro: 
 
I - do domicílio do réu ou, a critério do autor, do local onde aquele exerça atividades 
profissionais ou econômicas ou mantenha estabelecimento, filial, agência, sucursal ou 
escritório; 
 
II - do lugar onde a obrigação deva ser satisfeita; 
 
III - do domicílio do autor ou do local do ato ou fato, nas ações para reparação de dano de 
qualquer natureza. 
 
Parágrafo único. Em qualquer hipótese, poderá a ação ser proposta no foro previsto no inciso I 
deste artigo. 
 
 
 OO JJuuiizz,, ooss CCoonncciilliiaaddoorreess ee ooss JJuuíízzeess LLeeiiggooss 
 
Art. 5° - O Juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem 
produzidas, para apreciá-las e para dar especial valor às regras de experiência comum ou 
técnica. 
 
Art. 6° - O Juiz adotará em cada caso a decisão que reputar mais justa e equânime, atendendo 
aos fins sociais da lei e às exigências do bem comum. 
 
Art. 7° - Os conciliadores e Juízes leigos são auxiliares da Justiça, recrutados, os primeiros, 
preferentemente, entre os bacharéis em Direito, e os segundos, entre advogados com mais de 
cinco anos de experiência. 
 
Parágrafo único. Os Juízes leigos ficarão impedidos de exercer a advocacia perante os Juizados 
Especiais, enquanto no desempenho de suas funções. 
 
 
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 AAss PPaarrtteess 
 
Parte Ativa: 
Exclui a lei do âmbito do Juizado as demandas em que figurem como parte as pessoas elencadas no 
caput do artigo em questão, estabelecendo que somente as pessoas físicas capazes terão legitimidade 
ativa para promover ação perante os Juizados, abrindo uma exceção quanto aos relativamente 
incapazes, entre 18 e 21 anos, que poderão demandar, independentemente de assistência. 
 
Art. 8° - Não poderão ser partes, no processo instituído por esta Lei, o incapaz, o preso, as 
pessoas jurídicas de direito público, as empresas públicas da União, a massa falida e o 
insolvente civil. 
 
§ 1° - Somente as pessoas físicas capazes serão admitidas a propor ação perante o Juizado 
Especial, excluídos os cessionários de direito de pessoas jurídicas. 
 
§ 2° - O maior de dezoito anos poderá ser autor, independentemente de assistência, inclusive 
para fins de conciliação. 
 
Assistência do Advogado: 
Nas causas até vinte salários mínimos, a lei faculta à parte