HUM 05 - Os Direitos Humanos no Direito Brasileiro
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HUM 05 - Os Direitos Humanos no Direito Brasileiro


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o pleno exercício 
do direito à vida é necessário também o amparo à infância, à maternidade e à velhice. 
 
 
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Eutanásia: 
A eutanásia é vedada pela Constituição Federal. O desinteresse do indivíduo pela própria vida não 
exclui a tutela estatal. O Estado continua a proteger a vida independentemente de consentimento 
individual para que dela seja privado. 
 
Direito à Integridade Física: 
Além de garantir o respeito à integridade física e moral (art. 5°, inciso XLIX), a Constituição declara 
que ninguém será submetido a tortura ou tratamento desumano ou degradante (art. 5°, inciso III). 
 
Tortura: 
O Brasil ratificou a Convenção Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, 
Desumanos ou Degradantes em 1989. Antes, porém, a Constituição já considerou a tortura como 
um tratamento desumano e a tornou crime inafiançável e insuscetível de graça e anistia (art. 5°, 
inciso XLIII). Em 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente previu punição para a tortura de 
crianças ou adolescentes. Em abril de 1997, a Lei 9.455/97 definiu como crime a prática de tortura. 
 
Direito à Integridade Moral: 
A integridade moral do indivíduo também assume feição de direito fundamental. A Constituição 
realçou o valor da moral individual, tornando-a um bem indenizável (art. 5°, incisos V e X). 
 
Direito à Privacidade: 
A Constituição Federal declara inviolável a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das 
pessoas (art. 5°, inciso X), considerando-os direitos individuais conexos ao direito à vida. A 
intimidade se caracteriza como a esfera secreta da vida do indivíduo na qual este tem o poder legal de 
evitar os demais. O direito à privacidade abrange a inviolabilidade do domicílio, o sigilo de 
correspondência e o segredo profissional. 
 
 
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Noções: 
O conceito de liberdade opõe-se ao autoritarismo. Consiste, primordialmente no direito que todos os 
cidadãos têm direito de ir e vir em tempos de paz, terem suas próprias opiniões, escolherem a 
profissão, crença, política ou ideologia além de outros. 
 
Formas de liberdade previstas constitucionalmente 
Liberdade de locomoção É a possibilidade jurídica que se reconhece a todas as pessoas de serem donas de sua própria vontade e de locomoverem-se desembaraçadamente dentro do território nacional. 
Liberdade de pensamento É o direito de exprimir, por qualquer forma, o que se pense em ciência, religião, arte, ou o qualquer outro. 
Liberdade de crença 
É o direito de professar sua crença, sendo assegurado pelo Estado a plena proteção à 
liberdade de culto e as suas liturgias. 
A liberdade de crença abrange inclusive o direito de não acreditar ou professar nenhuma fé, 
devendo o Estado respeito ao ateísmo. 
Liberdade de ação 
profissional 
É o direito de escolher livremente o trabalho, ofício ou profissão, se acordo com as 
propensões de cada pessoa. O Poder Público é proibido de estabelecer normas ou critérios 
que levem o indivíduo a exercer ofício ou profissão em desacordo com sua vontade. 
Liberdade econômica É o direito da livre produção e consumo, agindo o Estado somente para proteger o direito de propriedade e a provisão de bens públicos necessários para a sua concretização. 
 
 
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Eficácia das Normas Sobre as Liberdades: 
As normas constitucionais de definem as liberdades são, via de regra, de eficácia plena e 
aplicabilidade direta e imediata, ou seja, são direitos que não dependem de legislação nem de 
providência do Poder Público para serem exercidos. 
 
 
 OO DDiirreeiittoo àà IIgguuaallddaaddee 
 
Noções Iniciais: 
O princípio da igualdade é um dos principais estabelecidos pela Declaração dos Direitos do Homem 
e do Cidadão e se expressa no direito subjetivo público de cada indivíduo em exigir o mesmo 
tratamento por parte do Estado. 
 
Igualdade Formal: 
A Constituição reconhece a igualdade no seu sentido jurídico-formal, aquela inserida sob a forma de 
normas programáticas estabelecendo a igualdade de todos perante a lei, sem a distinção de qualquer 
natureza. Estas normas buscam também a equalização dos desiguais, tendentes a planificar 
desequiparações muito acentuadas na fruição dos bens, quer materiais, quer imateriais. Consiste no 
direito de todo cidadão não ser desigualado pela lei senão em consonância com critérios albergados 
ou ao menos não vedados pelo ordenamento constitucional. A Constituição proíbe qualquer forma de 
discriminação, seja em função do sexo, orientação sexual, idade, condições físicas e mentais, de raça, 
cor, origem social ou geográfica, estado civil, opções políticas, filosóficas ou religiosas. 
 
Ação Afirmativa: 
Algumas leis estabelecem regras que privilegiam determinados segmentos da sociedade com o 
objetivo de proporcionar uma igualdade de oportunidades e neutralizar os efeitos da discriminação 
racial, de gênero, de idade, de origem nacional e de compleição física. A Lei 9.504/97, que trata das 
Eleições, prevê uma cota mínima de 30% para candidatas do sexo feminino nos partidos políticos. 
Outras leis prevêem reserva de cotas para ingresso em faculdades e cargos públicos para 
determinados segmentos raciais. 
 
Igualdade Material: 
A igualdade substancial postula um tratamento uniforme de todos os homens em relação à qualidade 
de vida. Não se trata, como se vê, de um tratamento igual perante o direito mas de uma igualdade real 
perante os bens da vida. 
 
Igualdade e Liberdade: 
A relação entre a igualdade e liberdade encontra-se ao mesmo tempo em tensão e convergência, 
pois a liberdade, entendida como exacerbação do princípio autonomístico da determinação 
individual, pode provocar a desigualdade social. Agora, o que também parece certo, sobretudo pela 
demonstração que a história tem feito, é que a procura violenta de uma justiça social a toda força de 
uma igualdade conseguida às custas do princípio da liberdade sacrifica tanto a própria justiça social 
quanto o desenvolvimento livre quanto possível da liberdade da pessoa. As diversas experiências 
históricas estão a demonstrar que a imposição forçada da igualdade é feita através da orquestração 
que lhe é dada pela classe burocrática, que se torna ela mesma detentora de privilégios (o que 
portanto impede a realização da plena igualdade), como também se converte em uma classe 
autoritária e dominadora (o que perverte a liberdade). 
 
 
 
 
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Noções Iniciais: 
As Constituições brasileiras, desde 1824 até 1969, consagravam a propriedade como um direito 
individual inviolável na linha do art. 17 da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. A 
Constituição Federal de 1988 também garante o direito à herança e à propriedade privada, mas faz 
uma ressalva: desde que atenda a sua função social. O interesse público pode interferir de outras 
maneiras no direito de propriedade, como na utilização em casos de iminente perigo público, e, 
inclusive, nas desapropriações. 
 
A noção de propriedade tem alcance amplo. As correspondências e outros instrumentos de 
comunicação,