HUM 03 - O Sistema Internacional de Proteção
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HUM 03 - O Sistema Internacional de Proteção


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é universal e chamam a 
atenção dos Estados para promoverem a realização e o respeito por esse direito. Ambos insistem em 
 
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que todos os povos têm o direito de dispor deles mesmos e acrescentam que em virtude deste direito, 
eles determinam livremente o seu estatuto político e dedicam-se livremente ao seu desenvolvimento 
econômico, social e cultural. O Artigo 3º, em ambos os casos, reafirma o direito igual dos homens e 
das mulheres de usufruírem todos os direitos humanos e exorta os Estados a tornarem esse princípio 
uma realidade. O Artigo 5º, em ambos os casos, estabelece garantias contra a destruição ou limitação 
indevidas de qualquer direito humano ou liberdade fundamental e contra a interpretação errônea de 
qualquer disposição dos Pactos como forma de justificar a derrogação de um direito ou liberdade ou a 
sua restrição para além dos limites reconhecidos pelos Pactos. Também previne os Estados contra a 
limitação de direitos já em vigor nos respectivos países sob o pretexto desses direitos não serem 
reconhecidos pelos Pactos ou serem reconhecidos em menor grau. 
 
Artigos 6º a 15 do Pacto Internacional Sobre os Direitos Econômicos, Sociais e 
Culturais: 
Os Artigos 6º a 15 do Pacto Internacional Sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais 
reconhecem o direito ao trabalho (Artigo 6º), o direito de todas as pessoas disporem de condições de 
trabalho justas e favoráveis (Artigo 7º), de formarem e de se filiarem em sindicatos (Artigo 8º), o 
direito à segurança social, incluindo os seguros sociais (Artigo 9º), à proteção e à assistência o mais 
amplas possível à família, às mães, às crianças e aos jovens (Artigo 10), a um nível de vida condigno 
(Artigo 11), a gozarem o melhor estado de saúde física e mental possível (Artigo 12), o direito à 
educação (Artigos 13 e 14) e à participação na vida cultural (Artigo 15). 
 
Artigos 6º a 28 do Pacto Internacional Sobre os Direitos Civis e Políticos: 
Os Artigos 6º a 27º do Pacto Internacional Sobre os Direitos Civis e Políticos estabelecem a proteção 
do direito à vida (Artigo 6º) e determinam que ninguém deve ser submetido a tortura nem a pena ou a 
tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes (Artigo 7º), ninguém deve estar sujeito à escravidão, 
sendo a escravatura e o tráfico de escravos proibidos, e ninguém deve ser mantido em servidão ou 
constrangido a realizar trabalho forçado ou obrigatório (Artigo 8º), ninguém deve ser preso ou detido 
arbitrariamente (Artigo 9º), todos os indivíduos privados da sua liberdade devem ser tratados com 
humanidade (Artigo 10) e ninguém deve ser preso pela simples razão de não estar em situação de 
executar um compromisso contratual (Artigo 11). Além disso, os artigos estabelecem a proteção do 
direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião (Artigo 18) e à liberdade de opinião e 
de expressão (Artigo 19). Preconizam ainda a proibição por lei de toda a propaganda a favor da 
guerra e de qualquer apelo ao ódio nacional, racial e religioso, constituindo um incitamento à 
discriminação, à hostilidade ou à violência (Artigo 20). Reconhecem o direito de reunião pacífica 
(Artigo 21) e o direito de liberdade de associação (Artigo 22). Reconhecem também o direito do 
homem e da mulher em idade núbil se casarem e constituírem família e o princípio da igualdade de 
direitos e responsabilidades dos cônjuges em relação ao casamento, durante a constância do 
matrimônio e quando da sua dissolução (Artigo 23). Recomendam medidas tendentes a proteger os 
direitos da criança (Artigo 24) e reconhecem o direito de todo o cidadão a tomar parte na direção dos 
negócios públicos, de votar e ser eleito e de ter acesso, em condições gerais de igualdade, às funções 
públicas do seu país (Artigo 25). Estabelecem ainda que todas as pessoas são iguais perante a lei e 
têm direito à igual proteção da lei (Artigo 26). Estipulam medidas que visam a proteção das minorias 
étnicas, religiosas ou lingüísticas que existam eventualmente nos Estados-partes (Artigo 27). Por fim, 
o Artigo 28 institui um Comitê dos Direitos do Homem responsável por supervisionar a aplicação 
dos direitos consignados no Pacto. 
 
Direito de Derrogação: 
Quando situações excepcionais ameacem a existência da nação e sejam proclamadas oficialmente, os 
Estados-partes do Pacto podem adotar, na estrita medida em que a situação o exigir, medidas que 
derroguem as obrigações decorrentes do citado Pacto, desde que tais medidas não sejam 
 
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incompatíveis com as demais obrigações que lhes sejam impostas pelo Direito Internacional e não 
acarretem discriminação alguma apenas por motivo de raça, cor, sexo, língua, religião ou origem 
social. 
 
Para fazer uso do direito de derrogação, o Estado-parte deve comunicar imediatamente aos outros 
Estados-partes, por intermédio do Secretário Geral das Nações Unidas, as disposições que tenham 
derrogado, bem como o motivo da tal derrogação. 
 
Comitê de Direitos Humanos: 
O Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos instituiu o Comitê de Direitos Humanos das 
Nações Unidas com o objetivo de realizar a análise dos relatórios sobre a condição de implementação 
dos direitos humanos em cada Estado. O Comitê é formado por dezoito membros, com mandato de 
quatro anos. Este órgão recebe e examina as reclamações dos Estados-partes, prevendo-se, 
igualmente, comissões e conciliações. 
 
Petições Individuais: 
O Protocolo Facultativo ao Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos criou o mecanismo das 
petições individuais a serem examinadas pelo Comitê de Direitos Humanos. Estas petições são 
encaminhadas por indivíduos que denunciam serem vítimas de violações de direitos enunciados pelo 
Pacto dos Direitos Civis e Políticos. 
 
 
 AA CCoonnvveennççããoo SSoobbrree aa EElliimmiinnaaççããoo ddee TTooddaass aass FFoorrmmaass ddee 
 DDiissccrriimmiinnaaççããoo RRaacciiaall ddee 11996688 
 
Noções Iniciais: 
Esta Convenção foi referente às formas específicas de discriminação, baseada na raça, cor, 
descendência e origem nacional ou étnica, que anula ou restringe o exercício dos direitos humanos e 
das liberdades fundamentais em todos os domínios da vida pública. Adotada em 1965, a convenção 
entra em vigor a partir de 1969. 
 
Ação Afirmativa: 
Conforme a Convenção, não são consideradas formas de racismo as diferenças entre cidadãos, desde 
que não exista discriminação contra qualquer nacionalidade particular. Também não serão 
consideradas como discriminação racial a chamada ação afirmativa, ou seja, as medidas especiais 
adotadas para assegurar o progresso, adequadas a certos grupos sociais, como o objetivo de 
proporcionar o exercício de direitos humanos e de liberdades fundamentais. 
 
 
 AA CCoonnvveennççããoo SSoobbrree aa EElliimmiinnaaççããoo ddee TTooddaass aass FFoorrmmaass ddee 
 DDiissccrriimmiinnaaççããoo CCoonnttrraa aa MMuullhheerr 
 
Noções: 
Aprovada em 1979 e em vigor desde 1981, é a primeira convenção internacional a proibir a 
discriminação contra as mulheres e a obrigar os governos a adotar ações para assegurar e garantir a 
igualdade sexual. Contém um preâmbulo com os propósitos e comprometimentos dos Estados-partes, 
além de uma breve menção sobre o que é discriminação contra a mulher. A expressão "discriminação 
 
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