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DisciplinaMecânica dos Solos 21.101 materiais6.448 seguidores
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durante o processo de drenagem. As cargas são aplicadas estaticamente no topo 
da amostra e as tensões são transmitidas ao solo através de uma peça metálica. 
As deformações resultantes são medidas durante o ensaio através dos registros 
no extensômetro. 
6.1.1. PROCEDIMENTO DE ENSAIO 
O ensaio é realizado aplicando-se uma seqüência de carregamentos e/ou 
descarregamento. Após a aplicação de um carregamento, os deslocamentos 
verticais da amostra são registrados até que os excesso de poro pressão tenham 
sido dissipados. 
Em geral, as cargas são aplicadas em estágios, dobrando-se o valor da 
carga a cada estágio. Os valores de carga comumente usados são: 25, 50, 100, 
200, 400, 800kPa. Em cada estágio a tensão vertical é mantida até que a 
compressão tenha praticamente cessado. Em solos argilosos o uso de estágios de 
carga de 24 h é muito comum. 
6.1.2. PARÂMETROS OBTIDOS 
Para cada incremento de carga traça-se uma curva compressão x tempo, 
com base nas leituras do extensômetro, conforme mostra a Figura 39. 
 
Leitura do
extensômetro
 
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Figura 39. Curva Compressão x Tempo 
Para estágio de carga calcula-se a variação do índice de vazios devido a 
compressão da amostra. Assim sendo, ao final do ensaio, é possível plotar a 
curva de compressibilidade do solo representada pela relação entre o índice de 
vazios e tensão efetiva. (Figura 40) 
 
Figura 40. Curva Índice de Vazios x Tensão Efetiva 
6.1.2.1. Parâmetros Iniciais 
Peso específico total (\uf067t) 
Densidade dos grãos (G) 
Teor de umidade inicial (wo) 
Índice de Vazios Inicial 
6.1.2.2. Índice de Vazios Final (ef) 
 (6.1) 
onde \uf044h é a variação de altura da amostra, Hs a altura de sólidos e Ho a 
espessura inicial da amostra. Observa-se que o índice de vazios final é 
determinado em função da altura de sólidos (Hs), que representa um valor 
constante, independente da deformação do solo. A altura de sólidos pode ser 
p
1
1
\uf02d
\uf02b
\uf03d w
t
o
o G
w
e \uf067
\uf067
h
H
e
e
H
h
ee
o
o
i
s
if \uf044
\uf02b
\uf02d\uf03d
\uf044
\uf02d\uf03d
)1(
 
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determinada a partir do índice de vazios original e espessura inicial da camada, 
conforme demonstração abaixo: 
 
 
 
 
 
 
Demonstração 
 
 
 
 
6.1.2.3. Coeficientes de Compressibilidade 
Define-se como Compressibilidade a relação entre a magnitude das 
deformações e a variação no estado de tensões imposta. No caso de solos, estas 
deformações podem ser estabelecidas através de variações volumétricas ou em 
termos de variações no índice de vazios. Dependendo da forma adotada, a 
compressibilidade do solo fica então definida a partir de diferentes parâmetros 
conhecidos como: módulo confinado (D), coeficiente de variação volumétrica 
(mv), coeficiente de compressibilidade (av) e índices de compressibilidade (Cc, 
Cr, Cs). A Figura 41 mostra as expressões para o cálculo dos diversos 
parâmetros. 
Hvo
Hs
água
sólidos
\uf044h
Ho
)e/(HHH)e(H
HHeHHHH
HeH
H
H
AreaH
AreaH
V
V
e
Hh
oossoo
ssoosvoo
sovo
s
v
s
vo
s
v
o
v
\uf02b\uf03d\uf05c\uf0b4\uf02b\uf03d
\uf02b\uf0b4\uf03d\uf05c\uf02b\uf03d
\uf0b4\uf03d\uf05c\uf03d
\uf0b4
\uf0b4
\uf03d\uf03d
\uf044\uf03d\uf044
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(6.5) 
(a) Coeficiente de compressibilidade 
 
 
 
 
(6.6) 
(b) Coeficiente de variação volumétrica 
\uf044\uf073\u2019v
\uf044e
e
\uf073\u2019v\uf073\u2019v1 \uf073\u2019v2
e1
e2
12
12
vvv
v
eee
a
\uf073\uf0a2\uf02d\uf073\uf0a2
\uf02d
\uf02d\uf03d
\uf073\uf0a2\uf044
\uf044
\uf02d\uf03d
\uf065=\uf044H/Ho
\uf073\u2019v
\uf044\uf073\u2019v
\uf044\uf065
\uf065\uf031 \uf065\uf032
\uf044\uf073\u2019v2
\uf044\uf073\u2019v1
12
12
vvv
vm
\uf073\uf0a2\uf02d\uf073\uf0a2
\uf065\uf02d\uf065
\uf02d\uf03d
\uf073\uf0a2\uf044
\uf065\uf044
\uf02d\uf03d
 
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(6.7) 
(c) Índices de compressibilidade 
Figura 41. Parâmetros de Compressibilidade 
 
6.1.2.4. Tensão Efetiva de Pré-Adensamento (\uf073\u2019vm ) 
Quando uma amostra é extraída do campo esta sofre um processo de 
descarregamento. Assumindo que o solo é homogêneo e saturado, as tensões 
verticais total (\uf073v) e efetiva (\uf073\u2019v) a que esta amostra estava submetida no campo 
são calculadas pela expressões: 
 e (6.8) 
onde \uf067sat e \uf067w são, respectivamente, o peso específico saturado e peso 
específico da água e z a profundidade da amostra. Após a extração da amostra as 
tensões totais tornam-se nulas e, consequentemente, as tensões efetivas são 
também praticamente anuladas. Com a aplicação de estágios de carregamento, 
no ensaio de adensamento, a amostra passa a sofrer recompressão. Durante esta 
fase de recompressão a amostra apresenta uma compressibilidade constante, 
conforme observada na curva e \uf0b4 log \uf073\u2019v (Figura 42). No instante em que as 
tensões aplicadas ultrapassam a máxima tensão efetiva que a amostra já foi 
solicitada na sua história, a compressibilidade aumenta e as deformações 
passam a ser controladas pela inclinação do trecho de recompressão virgem. 
Esta máxima tensão efetiva é conhecida como tensão efetiva de pré-
adensamento, sendo representada pelo símbolo \uf073\u2019vm.. A Figura 42 mostra o 
Cs
e
log\uf073\u2019v
Cr
Cc
e1
e2
log\uf073\u2019v1 log\uf073\u2019v2
1
2
12
v
vv
c
log
ee
log
e
C
\uf073\uf0a2
\uf073\uf0a2
\uf02d
\uf02d\uf03d
\uf073\uf0a2\uf044
\uf044
\uf02d\uf03d
zsatv \uf067\uf073 \uf03d \uf028 \uf029zwsatv \uf067\uf067\uf073 \uf02d\uf03d\uf0a2
 
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procedimento gráfico para obtenção da tensão efetiva de pré-adensamento, o 
qual segue os seguintes passos: 
determinar o ponto da curva de menor curvatura; 
traçar retas horizontal e tangente a este ponto, de forma a obter a bissetriz ao ângulo 
formado por estas retas; 
a interseção entre a bissetriz e o prolongamento da reta virgem define a posição de \uf073\u201fvm. 
 
 
Figura 42.Determinação da Tensão Efetiva de Pré-adensamento 
 
6.1.2.5. Coeficiente de Adensamento (cv) 
O coeficiente de adensamento (cv) representa, na equação de 
adensamento, o parâmetro que estabelece a velocidade de dissipação dos 
excessos de poro-pressão. Este parâmetro é determinado a partir da evolução 
dos deslocamentos verticais da amostra ao longo do tempo. Assim sendo, sua 
determinação é feita para cada estágio de carga. 
Existem na literatura duas proposições para cálculo do coeficiente de 
adensamento: Método da Raiz do Tempo (Taylor) e Método do Logaritmo do 
Tempo (Casagrande). 
Trecho de
compressão virgem
horizontal
\uf061
tangente
bissetriz\uf061
e
Trecho de
recompressão
Trecho de
compressão
virgem
log\uf073\u2019v
\uf073\u2019vm
Raio
mínimo
 
Faculdade