Matéria P1 compresibilidadeadensamento.pdf.pdf
147 pág.

Matéria P1 compresibilidadeadensamento.pdf.pdf


DisciplinaMecânica dos Solos 21.101 materiais6.453 seguidores
Pré-visualização27 páginas
A Figura 76 ilustra esta técnica. 
Quando se utiliza esta metodologia é necessário avaliar a capacidade de 
suporte da fundação em termos do acréscimo de carga proveniente da 
sobrecarga. 
 
Figura 76. Aceleração recalques por sobrecarga 
 
 
 
m3,2
0,564
1,8
S \uf03d\uf03d
 
sobrecarga 
carregamento 
t 
carga 
recalque 
carregamento 
carregamento + 
sobrecarga 
 
Faculdade de Engenharia 
Departamento de Estruturas e Fundações 
FEUERJ 
 
 
Prof Denise M Gerscovich Compressibilidade e Adensamento 25/10/11 123 
PGECIVPGECIV
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9. INTERPRETAÇÃO DE MEDIDAS DE RECALQUE 
9.1. MÉTODO DE ASAOKA, (1978) MODIFICADO POR MAGNAN E DEROY 
(1980)16 
O método de Asaoka (1978) foi desenvolvido para previsão de recalques a 
partir da utilização de dados de campo. Ao contrário da teoria de adensamento 
de Terzaghi, não há restrição quanto à possibilidade de variação dos coeficientes 
de compressibilidade e permeabilidade ao longo do tempo. Entretanto, o método 
admite que o coeficiente de adensamento permanece constante durante o 
processo de adensamento (Almeida, 1996). 
De acordo com Almeida (1996), Magnan e Deroy (1980), baseados na 
teoria de Terzaghi (1943), desenvolveram uma modificação para o método de 
Asaoka. Magnan e Deroy (1980) inseriram a drenagem horizontal proposta por 
Barron (1948) e a combinação de drenagens horizontal e vertical proposta por 
Carrilo (1942). 
O procedimento do método de gráfico de Asaoka, modificado por Magnan 
e Deroy está descrito abaixo, e esquematizado na Figura 77 e Figura 78 
(Almeida, 1996): 
traçado da curva de recalque ao longo do tempo (Figura 77); 
 
16
 Formigheri, 2003 
 
Faculdade de Engenharia 
Departamento de Estruturas e Fundações 
FEUERJ 
 
 
Prof Denise M Gerscovich Compressibilidade e Adensamento 25/10/11 124 
PGECIVPGECIV
divisão da curva em segmentos igualmente espaçados de \uf044t (Figura 77), sendo 
recomendado 30 \uf0a3 \uf044t \uf0a3 90 dias; 
 
Figura 77 \u2013Recalque no tempo pelo método de Asaoka (1978) 
determinação dos recalques S1, S2, S3....para os respectivos t1, t2, t3.....; 
construção do gráfico S1 x Si-1 a partir dos valores acima determinados (Figura 78); 
ajuste de uma reta a partir dos pontos dos gráficos; 
determinação do coeficiente angular \uf0621 (Figura 78); 
traçado de uma reta a 45° com (S1= Si-1) para obtenção do valor do recalque máximo, 
através da interseção das retas para tempo infinito S\uf0a5 (Figura 78); 
 
 
Figura 78 \u2013Construção gráfica do método de Asaoka , modificado por Magnan e 
Deroy (1980) 
 
cálculo de cv e ch. a partir das equações apresentadas a seguir. 
 
Faculdade de Engenharia 
Departamento de Estruturas e Fundações 
FEUERJ 
 
 
Prof Denise M Gerscovich Compressibilidade e Adensamento 25/10/11 125 
PGECIVPGECIV
Para drenagem puramente vertical, o valor de cv é dado por: 
 
 
onde Hd = espessura da camada; \uf044t = intervelo de tempo; \uf0621 = inclinação da reta de 
Asaoka. 
 
Para drenagem puramente radial, o valor de ch é dado por: 
) 
onde Hd = espessura da camada; \uf044t = intervelo de tempo; \uf0621 = inclinação da reta de 
Asaoka; f(n) = ln (n) \u2013 0,75, onde n = razão entre o diâmetro de influência do dreno (de) e o 
diâmetro do dreno (dw). 
O valor do diâmetro de influência do dreno é determinado a partir da 
distribuição dos drenos, sendo para disposição quadrangular de = 1,13.s e para 
disposição triangular de = 1,05.s. 
Para drenagem combinada, o valor de ch é dado por: 
 
onde Hd = espessura da camada; \uf044t = intervelo de tempo; \uf0621 = inclinação da reta de 
Asaoka; de = diâmetro de influência do dreno e cv = coeficiente de adensamento vertical. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
t
Hc dv
\uf044
\uf02d
\uf03d 1
2
2
ln
..
4 \uf062
\uf070
t
d
f
c e
n
h
\uf044
\uf02d
\uf03d 1
2)( ln
..
8
\uf062
\uf0fa
\uf0fb
\uf0f9
\uf0ea
\uf0eb
\uf0e9
\uf02d
\uf044
\uf02d\uf03d
2
1
2
.4
.ln
.
8
d
v
t
e
h
H
cd
c
\uf070\uf062
 
Faculdade de Engenharia 
Departamento de Estruturas e Fundações 
FEUERJ 
 
 
Prof Denise M Gerscovich Compressibilidade e Adensamento 25/10/11 126 
PGECIVPGECIV
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9.1.1.1. Resultado Experimental17 
A seguir os resultados da previsão recalques e coeficiente de adensamento utilizando o 
método de Asaoka modificado por Magnan e Deroy (1980). O local estudado refere-se ao aterro 
construído na Baixada Fluminense para implantação da Indústria Rio Polímeros. 
O aterro foi dividido em 3 áreas: L= leste; C=centro; O=oeste. A Figura 79 mostra a planta 
de instalação das placas de recalque. 
 
Figura 79 - Planta de localização das placas de recalque 
 
17
 Formigheri, Luis Eduardo, 2003 
sem 
escala 
 
S 
N 
 
Faculdade de Engenharia 
Departamento de Estruturas e Fundações 
FEUERJ 
 
 
Prof Denise M Gerscovich Compressibilidade e Adensamento 25/10/11 127 
PGECIVPGECIV
A Figura 80 apresenta um resultado típico de monitoramento de campo em que o aterro foi 
construído em duas etapas. Os resultados apresentados nesta figura referem-se à placa de 
recalque RP - 07. A título de exemplo, apresenta-se na Figura 81, a metodologia sugerida pelo 
método de Asaoka, para a previsão do recalque final para a mesma placa. Os resultados das 
demais placas estão apresentados no anexo 2. 
 
 
0,0 
0,5 
1,0 
1,5 
2,0 
2,5 
3,0 
3,5 
0 100 200 300 400 500 600 700 800 
Tempo (dias) 
al
tu
ra
 (m
) 
 
 0 
100 
200 
300 
400 
500 
600 
700 
0 100 200 300 400 500 600 700 800 
Re
ca
lqu
e (
mm
) 
 
Figura 80 \u2013Recalque x tempo x alteamento para placa PR \u2013 07. 
 
 
 
Faculdade de Engenharia 
Departamento de Estruturas e Fundações 
FEUERJ 
 
 
Prof Denise M Gerscovich Compressibilidade e Adensamento 25/10/11 128 
PGECIVPGECIV
 
 
 
 
 
 
0 
200 
400 
600 
800 
1000 
0 200 400 600 800 1000 
PR - 07 
\uf062\uf020\uf03d\uf020\uf030\uf02c\uf037\uf033\uf033\uf030\uf020
\uf062\uf020\uf03d\uf020\uf030\uf02c\uf036\uf038\uf030\uf037\uf020
Sj-1 
S
j 
 
Figura 81 \u2013Método de Asaoka PR \u2013 07. 
A Figura 82 compara os recalques medidos e os previstos pelo método de Asaoka, para 
diferentes etapas de alteamento do aterro. Nesta figura, está incluída a previsão de recalque total 
a partir da teoria de adensamento 1D de Terzaghi. 
Os resultados mostram, na maioria dos casos, diferenças entre o recalque medido e o 
previsto por Asaoka, inferiores a 20 %. No caso da placa PR \u2013 06, a diferença entre a previsão de 
Asaoka e o recalque de campo, é atribuída ao fato de que o processo de adensamento 
encontrava-se em sua fase inicial. A comparação entre os recalques sugere, para esta placa, uma 
porcentagem média de adensamento de 40%. Ressalta-se que o método de Asaoka é 
recomendado para uma condição mínima de 60% de dissipação do excesso de poropressão 
gerado pelo carregamento (Asaoka, 1978). 
 
 
 
Faculdade de Engenharia 
Departamento de Estruturas e Fundações 
FEUERJ 
 
 
Prof Denise M Gerscovich Compressibilidade e Adensamento 25/10/11 129 
PGECIVPGECIV