Virologia Veterinária_EDUARDO FLORES
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Virologia Veterinária_EDUARDO FLORES


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e bovino;
fibroblastos de galinhas e patos.
Ectima contagioso
(ORFV)
Arredondamento celular, aglomeração e desprendimento
celular. Corpúsculos de inclusão intracitoplasmáticos
eosinofílicos.
Células da membrana sinovial de
fetos caprinos e cultivos primários
de testículos de caprinos.
Artrite e encefalite
caprina (CAEV)
Formação de sincícios.
Cultivos de pulmão fetal, de células
do plexo coróide de ovino ou de
leucócitos sangüíneos periféricos.
Pneumonia progressiva
dos ovinos \u2013 Maedi-Visna
(OPPV)
Formação de sincícios e degeneração celular.
Cultivos primários de testículo
de cordeiro.
Poxvírus ovino e
caprino
Vacuolização nuclear. Corpúsculos
intracitoplasmáticos eosinofílicos.
VERO e cultivo primário de rim
de cordeiro
Arredondamento, agregação celular e formação de
síncicio com o núcleo na forma circular. Vacuolização
de algumas células. Corpúsculo de inclusão
intracitoplasmáticos e intranucleares.
Peste dos
pequenos
ruminantes (PPRV)
PK-15, SK6, MDBK, cultivos
primários de origem suína.
Doença de Aujeszky
(PRV ou SuHV-1)
Desorganização nuclear, arredondamento e
desprendimento celular e formação de focos
com o aspecto de \u201ccachos de uva\u201d.
Corpúsculos intranucleares.
Cultivos primários de rim suíno,
PK-15 e SK6.
Adenovírus suíno Citomegalia e arredondamento celular,
desprendimento das células da monocamada.
Copúsculos intranucleares.
SK6, PK-15.Peste suína clássica
(CSFV)
A maioria dos isolados não causa citopatologia
MARC-145, MA-104 e células de
origem de símios.
Síndrome respiratória
e reprodutiva suína
(PRRSV)
Aumento de tamanho, arredondamento e
agregação celular, lise.
PK-15, IB-RS-2, SST e cultivos
de células de rim e testículos
de suínos.
Enterovírus suíno
(PEV)
Lise e desprendimento celular,
destruição da monocamada.
Cultivos primários de rim suíno,
ST, PK-15 e SK6.
Parvovírus suíno
(PPV)
Arredondamento celular e picnose.
Corpúsculos intranucleares.
.
Tabela 3.3.Continuação.
Vírus Tipo celular Efeito citopático
O
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no
s
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in
os
E
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in
os
S
uí
no
s
80 Capítulo 3
de um agente viral na amostra suspeita. Alguns 
vírus possuem a capacidade de infectar cultivos 
celulares de diversas origens, como o vírus da 
língua azul (BTV), que infecta células de mamí-
feros e insetos e variações do efeito citopático po-
dem ser observadas. No entanto, a ausência de 
alterações não indica necessariamente a ausência 
de vírus. Alguns vírus infectam as células sem 
causar ECP e são denominados de não-citopáti-
cos, como é o caso do circovírus suíno (PCV-2). 
CRFK, MDCK, A-72 e
cultivos primários de células de rim
e pulmão de canino e felino.
Parvovírus
canino (CPV)
Aumento do núcleo, enrugamento da membrana
celular, arredondamento das células, lise.
CRFK, A-72 e cultivos de rim, timo
e sinóvia de canino.
Coronavírus
canino (CCoV)
Formação de sincícios.
MA-104, A-72, CRFK e cultivos
primários de rim de canino.
Rotavírus
canino
MDCK e cultivos primários
de rim de canino.
Herpesvírus
canino (CaHV)
VERO, MDCK e PBMC de
caninos e furão.
Vírus da cinomose
(CDV)
Formação de sincícios, desprendimento celular
do tapete, inclusões intracitoplasmáticas.
MDCK, cultivos primários de
testículo ou rim de canino e felino.
Adenovírus canino
(CAdV)
Arredondamento e desprendimento celular,
lise e destruição do tapete. Corpúsculos intranucleares.
CV-1, BHK-21, VERO, HeLa e cultivos
de fibroblastos de embrião de galinhas.
Vírus da raiva (RabV) Arredondamento e desprendimento celular.
Corpúsculos intracitoplasmáticos.
CRFK, FCWF-4, Fe3TG, VERO
e fibroblastos felinos.
Calicivírus felino
(FCV)
Arredondamento e desprendimento celular,
lise e destruição do tapete.
CRFK e cultivos primários de pulmão,
rim e testículo de felino.
Vírus da rinotraqueíte
felina (FeHV)
Desorganização nuclear, arredondamento,
desprendimento celular e formação de focos
com o aspecto de \u201ccachos de uva\u201d.
Corpúsculos intranucleares.
Vacuolização citoplasmática, degeneração e
desprendimento celular. Corpúsculos
intracitoplasmáticos.
Desorganização nuclear, arredondamento e
desprendimento celular e formação de focos
com o aspecto de \u201ccachos de uva\u201d.
Corpúsculos intranucleares.
CRFK, A-72, FeWF e cultivos primários
de tecidos fetais de felinos.
Vírus da peritonite
infecciosa felina
(FeCoV)
Arredondamento e desprendimento celular.
CRFK e Fe3TG.Vírus da panleucopnia
felina (FPLV)
Arredondamento e aumento da refringência
das células.
PBMC felino.Vírus da imuno-
deficiência felina
(FIV)
Formação de sincícios.
Cultivos primários de rim de embrião
de galinhas, cultivos primários de
fibroblastos de galinhas e BHK-21.
Doença
de Newcastle (NDV)
Formação de sincícios, morte celular.
Cultivos primários de células da
bursa, rim e fibroblastos de
embrião de galinha.
Doença de
Gumboro (IBDV)
CEK e cultivos de rim, fígado e
pulmão de galinhas.
Vírus da laringo-
traqueíte aviária
(ILTV)
MDCC-MSB1.Vírus da anemia
aviária (CAV)
Citomegalia, formação de sincícios.
Efeito pouco discernível
Citomegalia, lise celular.
CK e fibroblastos de embrião
de galinhas ou patos.
Vírus da doença
de Marek (MDV)
Desorganização nuclear, arredondamento e
desprendimento celular. Corpúsculos intranucleares.
QT-35, cultivos primários de rim ou
derme de embrião de galinha.
Poxvírus aviário Arrendondamento, refringência celular e
desprendimento.
.
Tabela 3.3.Continuação.
Vírus Tipo celular Efeito citopático
G
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s
e
O
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s
A
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s
C
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os
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Detecção, identifi cação e quantifi cação de vírus 81
Outro exemplo é o vírus da diarréia viral bovina 
(BVDV), que possui amostras citopatogênicas e 
não-citopatogênicas (Capítulo 22). A con\ufb01 rma-
ção e identi\ufb01 cação do agente são, geralmente, 
realizadas por métodos que detectam alguma ati-
vidade biológica (HA ou HAD), antígenos (IFA 
ou IPX) ou ácidos nucléicos virais (PCR, hibridi-
zação). A neutralização com anti-soro especí\ufb01 co 
também pode ser usada para a identi\ufb01 cação do 
agente causador do ECP nos cultivos. Coloração 
direta, como Giemsa ou hematoxilina e eosina 
(para corpúsculos de inclusão), também podem 
ser utilizadas para a con\ufb01 rmação da presença de 
alguns agentes. 
4 Quantifi cação de vírus
A realização de várias técnicas virológicas 
requer o conhecimento da quantidade aproxi-
mada de partículas víricas presente no material. 
O procedimento de quanti\ufb01 cação é denominado 
titulação, e o valor obtido é dito título viral. Exis-
tem técnicas diretas e indiretas para a quanti\ufb01 -
cação das partículas víricas. As técnicas diretas 
baseiam-se na contagem das partículas presentes 
em uma amostra e observadas ao microscópio 
eletrônico. Esse método é capaz de informar o 
número preciso de partículas, porém não dife-
rencia partículas infecciosas de não-infecciosas. 
Devido a essas particularidades, o método direto 
de quanti\ufb01 cação viral não é utilizado na rotina 
laboratorial. As técnicas indiretas possuem como 
base a infectividade do vírus, que é medida por 
meio de um indicador biológico. A quanti\ufb01 cação 
da infectividade de uma determinada suspensão 
viral requer necessariamente o uso de sistemas 
biológicos para a replicação do agente (cultivos 
celulares, OE ou animais). Como já mencionado, 
os cultivos celulares são muito utilizados com 
esse propósito. Para os vírus que não replicam 
em cultivo, pode-se recorrer aos OE ou animais.
4.1 Diluição limitante
Os testes que utilizam a diluição limitante 
foram os primeiros desenvolvidos e são mui-
to utilizados pela sua simplicidade. O material 
é inicialmente submetido à diluição seriada, e 
cada diluição serve como inóculo para um nú-
mero determinado de cultivos celulares.