Atencao saude da gestante
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Atencao saude da gestante


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O EXAME FÍSICO DA GESTANTE 
 
APOIO TÉCNICO EM MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE AÇÕES DE SAÚDE DO SERVIÇO DE SAÚDE COMUNITÁRIA 
 
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ZUGAIB, M. Obstetrícia. 1.ª edição. Baruiri, SP: Ma-nole; 2008 
 
 
 
 
 
 
 
 
SOLICITAR E AVALIAR EXAMES COMPLEMENTARES 
 
APOIO TÉCNICO EM MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE AÇÕES DE SAÚDE DO SERVIÇO DE SAÚDE COMUNITÁRIA 
 
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8. Solicitar e avaliar exames complementares 
 
Lucia Naomi Takimi 
 
\u201cEu fiz vários exames, duas vezes. O exame que eu acho mais importante é a ecografia 
morfológica, pois podemos saber se todos os órgãos do bebê são normais. A minha maior 
preocupação quando eu estava grávida era se ele era normal. Se tivesse uma alteração, eu 
gostaria de saber antes. Acho que sabendo poderia me precaver. Não iria pegar também os 
médicos de surpresa na hora do parto\u201d 
 
Puérpera moradora do território de atuação do SSC/GHC 
 
 
O cuidado pré-natal além de educação, aconselhamento e tratamento, inclui a realização de 
exames complementares para monitorar e promover o bem-estar da gestante e do feto. As 
recomendações correntes tentam esclarecer quais os cuidados e em que intensidade são considerados 
suficientes para garantir uma boa qualidade da atenção às gestantes de baixo risco. Somente 
intervenções de comprovada eficácia, cujos benefícios sobrepõem-se aos possíveis riscos, e aquelas 
aceitáveis pela gestante e sua família, devem ser oferecidos (DI MARIO, 2005). 
Em relação aos exames complementares, a gestante deve ser informada sempre, e de forma 
compreensível, sobre a finalidade do exame, como ele será realizado, quais os possíveis riscos para si e 
para o feto, os tipos de resultados que podem surgir (i.e. probabilidade, risco), a chance de ocorrência de 
resultados falso-positivo ou falso-negativo e as opções que ela terá, mediante resultado obtido 
(NCCWCH apud KIRKHAM et al, 2005). Uma proposta sistemática deve integrar a melhor evidência em 
um modelo de consentimento informado e compartilhado. Sugere-se que os profissionais registrem 
sempre todos os exames solicitados e também, se for o caso, a informação de que a gestante deixou de 
realizá-lo. 
8.1 Exames complementares a serem solicitados para a gestante em pré-natal 
Os exames complementares mínimos a serem solicitados no acompanhamento buscam avaliar 
fundamentalmente as condições hematológicas, possível incompatibilidade Rh e ABO, doenças 
infecciosas e afecções que possam interferir diretamente na saúde da gestante e de seu filho, tais como: 
malformações fetais, diabetes e transtornos hipertensivos. Considera-se também como mais um 
momento para a prevenção de câncer ginecológico. 
A pesquisa de doenças infecciosas na gestante é guiada por alguns critérios, tais como: 
prevalência da doença na população geral, em recém-nascidos e crianças, sintomas em gestantes, 
sintomas nos bebês, exames diagnósticos, tratamento e eficácia da interrupção da transmissão vertical. 
No SSC, considera-se fundamental levar em consideração as condutas preconizadas nos serviços de 
referência como a UPTV e Alto risco do HNSC. 
A seguir, serão descritos exames realizados durante o acompanhamento pré-natal e no item 8.2, 
a análise de seus resultados e recomendações. 
ATENÇÃO À SAÚDE DA GESTANTE EM APS 
 
APOIO TÉCNICO EM MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE AÇÕES DE SAÚDE DO SERVIÇO DE SAÚDE COMUNITÁRIA 
 
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8.1.1. Hemograma 
Recomenda-se dosagem de hemoglobina para todas as gestantes na sua primeira consulta de 
pré-natal e em torno da 28a semana de gestação, quando outros exames sanguíneos serão realizados 
[B] (NICE, 2010; ICSI, 2010; BRASIL, 2006; OMS, 2005; USPSTF, 2006; BUCHABQUI, 2011). 
8.1.2. Tipagem sanguínea e fator D (Rh) 
Deve-se oferecer testagem para tipagem sanguínea e fator D (ou Rh) precocemente na gestação 
[B] (NICE, 2010; BUCHABQUI, 2011). Recomenda-se que a profilaxia anti-D logo após o parto seja 
oferecida para todas as gestantes não sensibilizadas que são D-negativas, cujos bebes sejam D-
positivos (NICE, 2010). Evidências atuais permitem recomendar imunoglobulina anti-D em mulheres 
com fator Rh negativo nas seguintes situações (MAGALHÃES; DIAS, 2010): 
- rotineiramente, no período pós-parto imediato se o Rh do recém-nascido for positivo 
- após procedimentos invasivos (amniocentese e biópsia de vilos coriônicos) 
- sangramento de 1º, 2º e 3º trimestres 
- abortamento e morte fetal intrauterina 
- após trauma abdominal 
- gestação ectópica 
- mola hidatiforme 
- versão externa 
8.1.3. Pesquisa de hemoglobinopatias 
Pesquisa para doença falciforme e talassemias pode ser oferecida às gestantes, idealmente em 
torno da 10a semana de gestação. O tipo de triagem depende da prevalência dessas doenças e pode ser 
realizada na atenção primária ou secundária. Onde a prevalência da doença falciforme é elevada 
(prevalência fetal acima de 1,5 casos por 10.000 gestações), pesquisa laboratorial (preferentemente 
cromatografia líquida de alta performance) deve ser oferecida a todas as gestantes para identificar 
portadoras do traço ou doença falciforme ou talassemia (NICE, 2010; NHS 2006; BRASIL, 2008). Onde a 
prevalência da doença falciforme é baixa (abaixo de 1,5 casos por 10.000), como nos estados da região 
Sul do Brasil (BRASIL, 2008), a todas as gestantes deve-se