Atencao saude da gestante
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Atencao saude da gestante


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a outras 
categorizações, como a australiana (Australian Drug Evaluation Comittee \u2013 ADEC) ou a proposta por 
Friedman e colaboradores (Friedman, 1990). 
No Brasil, o Sistema Nacional de Informação sobre Teratógenos (SIAT) é um serviço gratuito e 
está sediado no Serviço de Genética Médica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. O SIAT tem dois 
objetivos principais: prevenção do aparecimento de defeitos congênitos decorrentes de exposições 
ambientais e aprofundamento do conhecimento a respeito da teratogênese em humanos (Freitas, 2006). 
Fornece informações sobre os efeitos na gestação de medicamentos e de outros agentes químicos, 
físicos e biológicos, de acordo com seu público alvo (pacientes ou profissionais). As informações podem 
ser obtidas por telefone (+55 51 3359-8008), e-mail (siat@gravidez-segura.org) ou pelo site (gravidez-
segura.org). 
No Serviço de Saúde Comunitária do GHC os profissionais podem obter informações sobre a 
monografia/classificação dos fármacos no UpToDate pelo caminho: Voyager/GHC Sistemas/Sistemas 
Médicos/Saúde comunitária/clicar no ícone UpToDate. Em caso de dúvida ao acessar, entrar em contato 
com a Gerência de Informática, pelo ramal 2109. 
 
Referências 
 
Barros E, Barros HMT. Medicamentos na prática clínica. 1ª ed. Porto Alegre: Artmed; 2006. 
 
 
MEDICAMENTOS NA GESTAÇÃO E PUERPÉRIO 
 
APOIO TÉCNICO EM MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE AÇÕES DE SAÚDE DO SERVIÇO DE SAÚDE COMUNITÁRIA 
 
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Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria da Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e 
Estratégicas. Amamentação e uso de medicamentos e outras Substâncias / Ministério da Saúde, 
Secretaria da Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. \u2013 2. ed. \u2013 
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terapêutico nacional 2008: Rename 2006. Brasília: Ed. Ministério da Saúde; 2008. 
 
 
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tuberculose: cadernos de atenção básica. 6ª ed. Brasília: Ed. Ministério da Saúde; 2002. 
 
 
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DIAGNÓSTICO E MANEJO DE INTERCORRÊNCIAS CLÍNICAS MAIS FREQUENTES 
 
APOIO TÉCNICO EM MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE AÇÕES DE SAÚDE DO SERVIÇO DE SAÚDE COMUNITÁRIA 
 
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10. Diagnóstico e manejo de intercorrências clínicas mais frequentes 
 
Lêda Dias Chaves Curra 
 
\u201cEu não tive nenhum problema na minha gravidez, fiz todos os exames e estava bem 
atenta, pois minha cunhada teve pressão alta quando o bebê nasceu e foi um susto para 
todos nós\u201d 
 
Puérpera moradora da área de atuação do SSC/GHC. 
 
 
Durante a gestação são comuns alguns sintomas, dúvidas e intercorrências que serão descritas 
a seguir. É fundamental que os profissionais saibam identificá-las e manejá-las de modo que as 
complicações sejam, se possível, evitadas. 
10.1 Náuseas, vômitos e hiperêmese 
As náuseas e os vômitos são queixas frequentes no início da gestação, especialmente comuns 
até cerca de 16 semanas e podem ser amenizadas com medidas relativamente simples, também 
descritas no capítulo 6, tais como: 
- orientar a mulher para alimentação fracionada (seis refeições leves ao dia); 
- evitar frituras, gorduras e alimentos com cheiros fortes ou desagradáveis; 
- evitar líquidos durante as refeições, dando preferência à ingestão nos intervalos; 
- ingerir alimentos sólidos antes de levantar-se pela manhã; 
Quando a náusea e o vômito não respondem a simples modificação dietética e antieméticos, a 
condição é denominada hiperêmese gravídica que caracteriza-se por vômitos persistentes e severos que 
impedem a alimentação (LEVENO, 2010). Aspectos emocionais e adaptações hormonais são apontados 
como causadores. Pode também estar associado a gestações múltiplas, mola hidatiforme, pré-
eclâmpsia, diabetes, iso-imunização Rh e disfunções da tireóide. 
 Dentre os tratamentos mais recentes, a piridoxina (vitamina B6) parece ser a opção mais efetiva 
na redução da intensidade das náuseas do início da gravidez (10 a 25 mg 3x/dia \u2013 cada comprimido de 
Dramin B6R contém 10 mg de cloridrato de piridoxina). A administração de gengibre em cápsulas (250mg 
4x/dia) também tem sido eficiente para reduzir náuseas e vômitos. Apoio psicológico, ações educativas, 
reorientação alimentar são maneiras de evitar casos mais complicados. 
Nas situações de êmese persistente, o MS recomenda a hidratação da paciente e a prescrição 
de drogas antieméticas, por via oral (metoclopramida - 10 mg de 4/4h, ou dimenidrato \u2013 50 mg de 6/6h), 
pode-se ainda optar por prometazina 25mg a cada 6 horas, via oral (WILLIAMS, 2010). Por via 
intravenosa, metoclopramida (a ampola injetável de 2 ml contém 10 mg que pode ser feita de 4/4h) ou 
dimenidrato (a ampola injetável de 50 mg que pode ser feita de 6/6 h). O medicamento Dramin B6R 
contém 50 mg de dimenidrato e 50mg de cloridrato de piridoxina (ampola de 1ml) e também é uma 
opção terapeutica. 
ATENÇÃO À SAÚDE DA GESTANTE EM APS 
 
APOIO TÉCNICO EM MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE AÇÕES DE SAÚDE DO SERVIÇO DE SAÚDE COMUNITÁRIA 
 
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O encaminhamento para manejo hospitalar deve ser realizado em caso de não resposta a 
terapêutica instituída no nível ambulatorial ou quando há perda de 5% do peso associado a cetose. 
10.2 Constipação e hemorróidas 
A constipação ocorre por redução da motilidade instestinal por ação hormonal e compressão 
exercida pelo útero sobre as porções terminais do intestino. O manejo básico é o aumento da ingesta 
hídrica e fibras alimentares (vide capítulo 6). 
Hemorróidas ocorrem por compressão do útero sobre o plexo hemorroidário e tornam-se mais 
sintomáticas na presença de constipação. O manejo da situação é a normalização do hábito intestinal 
com fibras e hidratação adequada. Uso de banhos de assento e analgésicos locais também são 
indicados. Normalmente regridem após o parto (BUCHABQUI, 2011). 
10.3