fisiopatologia e farmacoterapia
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fisiopatologia e farmacoterapia


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clínica; 
\u2022 Apresentam um efeito terapêutico mais prolongado e uniforme que o observado 
para a L-Dopa; 
\u2022 Em fases precoces da doença são bem tolerados; 
\u2022 O risco de desenvolver complicações tardias, relacionadas com o tratamento 
prolongado com L-Dopa, é praticamente nulo. Como tal, equaciona-se que estes 
possam constituir os fármacos de primeira linha no tratamento dos sintomas 
parkinsonianos nos doentes com Parkinson; 
\u2022 São fármacos mais caros que a L-Dopa; 
\u2022 As doses usadas em monoterapia são maiores que as usadas em associação, 
devendo ser tituladas lentamente (dose inicial baixa); 
\u2022 No entanto, regista-se que num período de 1 a 3 anos, a maioria dos doentes 
necessita de associar L-Dopa ou outro fármaco à terapêutica iniciada; 
\u2022 Quando utilizados como agentes adjuvantes em associação à L-Dopa, podem 
agravar as discinésias caso a dose destes não seja ajustada; 
\u2022 Demonstraram maior incidência de efeitos secundários não-motores e incapacidade 
motora; 
\u2022 Estudos indicam que estes fármacos provocam uma dessensibilização dos 
receptores dopaminérgicos, aumentando eventualmente os sintomas; 
\u2022 Podem ser combinados com anticolinérgicos ou Amantadina; 
\u2022 São fármacos pouco eficazes no tratamento do tremor, mas particularmente 
eficazes na bradicinésia e perturbações da marcha; 
\u2022 Como reacções adversas estão descritas: 
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FISIOPATOLOGIA E FARMACOTERAPIA I 
o Dor abdominal; 
o Náuseas e vómitos. Os casos severos requerem a administração de 
antagonistas da dopamina periférica, como a Domperidona3
o Cefaleias; 
 
(antiemético); 
o Astenia (fraqueza); 
o Dor torácica; 
o Síndrome gripal; 
o Anorexia; 
o Obstipação; 
o Diarreia; 
o Xerostomia; 
o Alucinações; 
o Confusão; 
o Ataques de sono e sonolência diurna, mais frequentes com a 
administração de Ropinirol e Pramipexol; 
o Dispneia; 
o Rash; 
o Doença vascular cardíaca, mais frequente com a Pergolida; 
o Fibrose pulmonar, associada à administração de Pergolida e 
Bromocriptina (ergolínicos); 
o Alterações da visão; 
o Edema periférico; 
\u2022 Os agonistas da dopamina interagem com os antagonistas da dopamina como a 
Metoclopramida; 
\u2022 O Pramipexol apresenta metabolismo renal, ao passo que o Ropinirol sofre 
metabolismo hepático; 
\u2022 A Bromocriptina deve ser administrada 2 a 3 vezes por dia; 
 
3 A Domperidona é um fármaco com indicações semelhantes às da Metoclopramida. Não é capaz de passar a barreira hematoencefálica e, 
como tal, não provoca efeitos extrapiramidais. 
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FISIOPATOLOGIA E FARMACOTERAPIA I 
\u2022 Os restantes agonistas dopaminérgicos devem ser administrados 3 vezes por dia. 
 
 
 
8.4.2.3. Inibidores da COMT 
\u2022 Estes fármacos inibem a catecol-O-metiltransferase (COMT), prolongando o tempo 
de permanência da dopamina na fenda sináptica; 
\u2022 Não são eficazes quando aplicados em monoterapia; 
\u2022 Requerem a administração de L-Dopa; 
\u2022 Provaram aliviar a deterioração de fim de dose e aumentar o tempo em «on» 1 a 2 
horas; 
\u2022 Está por isso indicada como adjuvante da terapêutica com L-Dopa e inibidores da 
descarboxilase periférica, em doentes com doença de Parkinson e flutuações 
motoras «wearing off»; 
\u2022 Devido à hepatotoxicidade grave, a Tolcapona encontra-se actualmente suspensa 
na Europa; 
\u2022 Quando administrados, podem agravar as discinésias, obrigando ao ajuste da dose 
de L-Dopa (redução de 20 a 30%); 
\u2022 Apresenta possiveis interacções adversas com antidepressores tricíclicos, 
maprotilina, iMAO e venlafaxina; 
\u2022 O ferro reduz a absorção da entacapona; 
\u2022 Está contra-indicada: 
o Gravidez; 
o Aleitamento; 
o Disfunção hepática; 
o Feocromocitoma; 
o História de síndroma maligno dos neurolépticos; 
o Rabdomiólise não traumática; 
 
Bromocriptina (Parlodel®), Pergolide (Permax®), Pramipexole (Mirapex®), Ropinirole 
(Requip®), Cabergolina, Apomorfina e Lisuride 
 
Entacapona (COMTAN®) e Tolcapona 
 
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FISIOPATOLOGIA E FARMACOTERAPIA I 
8.4.2.4. Inibidores selectivos da MAOB 
\u2022 Constituem fármacos inibidores selectivos e irreversíveis do enzima 
monoaminoxidase B; 
\u2022 Ao inibir a metabolização da dopamina, permitem prolongar o período durante o 
qual a dopamina permanece na fenda sináptica, aumentando a probabilidade de 
esta interagir com os receptores dopaminérgicos; 
\u2022 Apresentam efeitos terapêuticos caracterizados por alívio sintomático fraco, quer 
em monoterapia, quer como adjuvante; 
\u2022 São normalmente utilizados no início da terapêutica ou para no alívio dos seguintes 
sintomas: 
o Tremor; 
o Deterioração de fim de dose; 
o Efeitos on-off ligeiros; 
\u2022 Estes fármacos permitem reduzir a dose de L-Dopa administrada em 50%; 
\u2022 Podem provocar insónia. Como tal devem ser administrados ao pequeno-almoço e 
ao almoço; 
\u2022 Podem exacerbar as discinésias ou os sintomas psicóticos pré-existentes 
resultantes da administração de L-Dopa. Como tal, pode ser necessário reduzir a 
dose de L-Dopa em determinados casos; 
\u2022 São os primeiros fármacos a ser retirados da estratégia terapêutica, quando 
surgem complicações motoras; 
\u2022 Apresentam risco de desenvolver síndroma da serotonina quando co-administrados 
com antidepressores tricíclicos ou SSRIs. 
\u2022 Estão contra-indicados em indivíduos com: 
o Úlcera duodenal e gástrica; 
o Hipertensão descontrolada; 
o Angina do peito; 
o Psicose; 
o Gravidez; 
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FISIOPATOLOGIA E FARMACOTERAPIA I 
o Aleitamento. 
 
 
8.4.2.5. Antagonistas muscarínicos 
\u2022 Foram os primeiros fármacos a demonstrar utilidade na terapêutica sintomática da 
doença de Parkinson; 
\u2022 Devido ao seu perfil de segurança, estes fármacos não são muito utilizados. 
Interferem nos processos mnésicos, podendo induzir quadros confusionais; 
\u2022 São fármacos particularmente importantes no controlo do tremor e das distonias; 
\u2022 Como reacções adversas estão descritos: 
o Confusão mental; 
o Xerostomia; 
o Desorientação; 
o Halucinações; 
o Alterações da memória; 
o Taquicardia, palpitações e hipotensão; 
o Obstipação; 
o Vómitos e náuseas; 
o Fraqueza muscular e cãibras; 
o Diminuição da sudação; 
o Pode surgir efeito inibitório da lactação. 
\u2022 Estão contra-indicados: 
o Indivíduos com mais de 60 anos de idade; 
o Hipertrofia prostática ou outra situação que provoquem retenção 
urinária. 
\u2022 Interage com: 
o Amantadina que potencia os efeitos anticolinérgicos; 
o Levodopa, Fenotiazinas e Haloperidol, que reduzem os efeitos 
terapêuticos anticolinérgicos; 
Selegilina (Eldepryl®) e Rasagilina (Azilect® - para mais informações consultar o seguinte endereço: 
http://www.emea.eu.int/humandocs/PDFs/EPAR/Azilect/5289705pt1.pdf) 
 
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FISIOPATOLOGIA E FARMACOTERAPIA I 
Livedo reticularis 
o Digoxina. 
 
8.4.2.6. Amantadina (Parkadina®) 
\u2022 Agente antivirico, utilizado na profilaxia e 
tratamento do vírus influenza A; 
\u2022 Em 1969, descobriu-se acidentalmente que 
podia ter efeitos benéficos no tratamento 
sintomatológico da doença de Parkinson; 
\u2022 O mecanismo de acção não está completamente 
elucidado; 
o Acção anticolinérgica (?); 
o Acção dopaminomimética (?); 
o Acção antiglutamatérgica (?); 
\u2022 Consegue aliviar os sintomas da doença ligeira, incluindo o tremor; 
\u2022 Quando administrada em doses elevadas, consegue reduzir as discinésias em 70%; 
\u2022 É utilizada na terapêutica inicial da doença de Parkinson moderada; 
\u2022 O efeito terapêutico desaparece ao fim de 6 a 8 meses; 
\u2022 Sofre metabolização renal; 
\u2022 Potencia