Apostila de Android - Hachi Tecnologia
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Apostila de Android - Hachi Tecnologia


DisciplinaProgramação Computacional para Engenharia da Computação24 materiais786 seguidores
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algumas configurações da construção do nosso projeto, etc. O conteúdo deste diretório é gerado 
automaticamente e NÃO deve, de forma alguma, ser alterado, ou seja, não devemos modificar o conteúdo de nenhuma 
das classes existentes neste diretório.
 Dica
Você entenderá melhor o objetivo do diretório gen e das suas classes no decorrer deste curso. Por hora, apenas 
tenha em mente que este diretório NÃO deve ter seu conteúdo alterado, ou seja, não altere o conteúdo de nenhuma 
classe deste diretório.
3.3.3 O diretório \u201cassets\u201d
O diretório assets é utilizado para colocar recursos extras do seu aplicativo, como páginas html, arquivos de texto, fontes 
TrueType, arquivos de áudio, etc.
3.3.4 O diretório \u201cbin\u201d
O diretório bin é onde ficam os arquivos gerados no momento da construção (build) do projeto, como o pacote .apk (pacote 
instalável do aplicativo no Android).
3.3.5 O diretório \u201cres\u201d
O diretório res é o local onde encontram-se os recursos da nossa aplição. Dentro deste diretório, existem subdiretórios para 
cada tipo de recurso, como:
\u2022 Diretório drawable: onde ficam os recursos de imagem do nosso aplicativo (arquivos png, jpeg); 
\u2022 Diretório layout: onde ficam os arquivos XML com o layout das telas do aplicativo;
\u2022 Diretório values: onde ficam outros recursos do aplicativo como String Resources, Layout de Preferências, etc.
Este é sem dúvida o diretório que mais merece atenção no desenvolvimento de um aplicativo para o Android, pois é nele 
onde iremos configurar as telas do nosso aplicativo permitindo que sejam suportadas por diversos dispositivos com 
diferentes configurações de resolução, permitir a internacionalização do nosso aplicativo, etc.
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3.3.6 O arquivo \u201cAndroidManifest.xml\u201d
O AndroidManifest.xml é um arquivo XML onde ficam as configurações necessárias para a execução do aplicativo para 
Android e é neste arquivo que devem ser configurados os componentes da aplicação, como as Activities, os Services, os 
Broadcast Receivers e os Content Providers. Este arquivo é obrigatório e fica na raiz do projeto. O AndroidManifest.xml 
merece atenção especial pois é onde definimos informações importantes, como:
\u2022 O nome do pacote padrão do projeto;
\u2022 A configuração dos componentes usados no aplicativo;
\u2022 A versão da API do Android que o aplicativo irá suportar;
\u2022 A versão do próprio aplicativo;
\u2022 e várias outras configurações.
É no AndroidManifest.xml também que configuramos as permissões que nosso aplicativo precisará para executar no 
Android. [Aprenderemos sobre as permissões de acesso mais à frente neste curso]
Veja abaixo, como exemplo, o conteúdo do AndroidManifest.xml do aplicativo HelloWorld.
<manifest xmlns:android=&quot;http://schemas.android.com/apk/res/android&quot;
 package=&quot;br.com.hachitecnologia.helloworld&quot;
 android:versionCode=&quot;1&quot;
 android:versionName=&quot;1.0&quot; >
 <uses-sdk
 android:minSdkVersion=&quot;16&quot;
 android:targetSdkVersion=&quot;15&quot; />
 <application
 android:icon=&quot;@drawable/ic_launcher&quot;
 android:label=&quot;@string/app_name&quot;
 android:theme=&quot;@style/AppTheme&quot; >
 <activity
 android:name=&quot;.HelloWorldActivity&quot;
 android:label=&quot;@string/title_activity_hello_world&quot; >
 <intent-filter>
 <action android:name=&quot;android.intent.action.MAIN&quot; />
 <category android:name=&quot;android.intent.category.LAUNCHER&quot; />
 </intent-filter>
 </activity>
 </application>
</manifest>
Neste exemplo, destacamos algumas propriedades:
\u2022 android:versionCode: esta propriedade do xml é obrigatória e define a versão do seu aplicativo Android. O conteúdo desta 
propriedade deve ser um número inteiro, iniciado por 1 e incrementado a cada nova versão do seu aplicativo.
\u2022 android:versionName: esta propriedade também é obrigatória e define a versão comercial do seu Aplicativo. Podemos 
informar qualquer nome de versão nesta propriedade, como: 1.0a, ou 2.0, etc.
\u2022 android:minSdkVersion e android:targetSdkVersion: determinam a versão mínima da API do Android suportada pela sua 
aplicação e a versão da API que seu aplicativo testado/homologado, respectivamente.
\u2022 application: dentro desta tag registramos os componentes que nosso aplicativo irá usar, como as Activities.
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3.4 Exercício
Agora que você aprendeu a criar um projeto para o Android, é hora de colocar em prática:
1. Crie um projeto chamado HelloWorld, conforme vimos neste capítulo, e execute-o no emulador do Android.
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4 - Conhecendo os recursos do ADT
Quando estamos desenvolvendo um aplicativo para o Android é fundamental conhecermos as ferramentas que o plugin 
ADT do Eclipse nos disponibiliza. O ADT possui poderosos recursos que nos auxilia em diversas tarefas, como:
\u2022 Depuração do aplicativo;
\u2022 Visualização dos logs em tempo de execução;
\u2022 Enviar arquivos do computador para o emulador do Android;
\u2022 Analisar os processos em execução, threads, trafego de rede e uso do heap da Dalvik VM;
\u2022 Simular o envio de chamada e mensagem SMS para o emulador do Android;
\u2022 Tirar um screenshot da tela do emulador do Android;
\u2022 e diversos outros recursos.
Iremos conhecer alguns destes recursos pois iremos utilizá-los no desenvolvimento de aplicativos no decorrer do curso.
4.1 Visualizando logs com o LogCat
O LogCat é um recurso do ADT para análise de logs de um aplicativo Android. Através dele podemos visualizar os logs do 
nosso aplicativo enquanto ele estiver executando no emulador do Android.
Para mostrar a view do LogCat no Eclipse, basta ir no menu Window > Show View > Other e selecionar na lista o item 
Android > LogCat.
Veja na Figura 4.1 a view LogCat mostrando os logs do aplicativo HelloWorld que criamos.
Figura 4.1. View LogCat do plugin ADT no Eclipse.
O LogCat permite fazer o filtro pelo tipo de mensagem de Log que deseja visualizar, de acordo com a sua necessidade. 
Existem 5 caterogias de mensagens de log:
\u2022 V - Verbose;
\u2022 D - Debug;
\u2022 I - Info;
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\u2022 W - Warning
\u2022 E - Error
Para visualizar uma mensagem de log de acordo com uma categoria específica, na view LogCat, basta selecionar o tipo 
desejado no menu localizado no canto superior direito da view, conforme destacado na Figura 4.2.
Figura 4.2. Menu para filtrar tipo de mensagem de log na view LogCat do ADT no Eclipse.
As mensagens de erro mostradas pelo LogCat são enviadas pelo aplicativo do Android atavés da classe android.util.Log. 
No decorrer do curso aprenderemos como usar esta classe para enviar mensagens de log para o console do LogCat.
4.2 Conhecendo a perspectiva DDMS
A perspectiva DDMS (Dalvik Debug Monitor Server) do Android possui um conjunto de views que nos auxilia no 
desenvolvimento e depuração de um aplicativo. 
Para abrir a DDMS, vá até o menu Window > Open Perspective > Other > DDMS.
Figura 4.3. Perspectiva DDMS do plugin ADT do Eclipse.
Veja na Figura 4.3 a perspectiva DDMS ativa no Eclipse, mostrando um conjunto de views utilitárias. Dentre as views do 
DDMS destacamos algumas:
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\u2022 Devices: view que mostra todos os processos em execução no emulador do Android;
\u2022 LogCat: view que mostra os logs emitidos pela classe android.util.log;
\u2022 File Explorer: view que nos permite
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