Políticas Públicas Ambientais no Estado do Amazonas
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Políticas Públicas Ambientais no Estado do Amazonas


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medidas aplicadas eram meramente de comando e controle. Já nessa época 
se observava certa descentralização com a execução da política por órgãos 
estaduais de meio ambiente nos estados mais desenvolvidos, como São Paulo 
e Rio de Janeiro. 
Em 1981, a Lei 6.938, do Governo Federal, reorganizou o quadro institucional e 
legislativo com a criação do Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA) e 
do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) (ver Caixa de texto 3.1). 
Essa lei também definiu objetivos, princípios, diretrizes, instrumentos, atribuições 
e instituições da política ambiental nacional. Entre os instrumentos criados 
encontram-se a avaliação de impactos ambientais (AIA) e o licenciamento para 
atividades efetiva ou potencialmente poluidoras. Esses procedimentos foram 
ratificados e assegurados na Constituição Federal de 1988. Ainda na segunda 
metade da década de 1980 iniciou-se a redefinição da política ambiental 
brasileira. Em 1985, a SEMA e o CONAMA foram incorporados ao novo 
Ministério de Desenvolvimento Urbano e do Meio Ambiente. Em 1989, uma 
reestruturação dos órgãos públicos encarregados da questão ambiental uniu a 
SUDEPE (pesca), a SUDHEVEA (borracha), o IBDF (desenvolvimento florestal) 
e a SEMA (meio ambiente) em torno de um único órgão federal: o Instituto 
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA). 
 
2. REFERENCIAL TEÓRICO 
Histórico dos governadores do amazonas 
Arthur Cézar Ferreira Reis 
O historiador e professor Arthur Cézar Ferreira Reis foi um dos maiores 
intelectuais nascidos no Amazonas, a 8 de janeiro de 1906, na cidade de 
Manaus. Iniciou o curso de Direito em Belém do Pará em 1923, concluindo-o na 
Universidade Federal do Rio de Janeiro. Retornando para Manaus assumiu as 
funções de redator chefe do Jornal do Comércio, dirigido por seu genitor, Vicente 
Torres da Silva Reis. Sua mãe era a senhora Emília Ferreira Reis. Quando o 
presidente Getúlio Vargas criou a Superintendência do Plano de Valorização 
Econômica da Amazônia (SPVEA) em 1953, ele foi nomeado primeiro presidente 
do órgão, até o ano de 1956. Em seguida foi indicado para diretor do Instituto 
Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA); em 1961, dirigiu o Departamento 
de História e Documentação do Estado da Guanabara e foi nomeado presidente 
do Conselho Federal de Cultura. Em 27 de junho de 1964, nomeado pelo 
presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, assumiu o governo do Estado 
do Amazonas, substituindo Plínio Ramos Coelho, que fora cassado pelo Ato 
Institucional nº 5. Cumprindo a missão com zelo e responsabilidade, o mestre 
estreou no comando do governo amazonense, ficando no poder até o dia 1º de 
janeiro de 1967. O seu mandato, entretanto, foi muito questionado no início, 
porque as pessoas investigadas durante o seu governo, após o Golpe Militar de 
março de 1964, gestores ou ocupantes de funções em governos anteriores no 
Amazonas, nem sempre eram culpadas, mas o professor, não distinguia os bons 
e os maus, e tanto os opositores do governo cassado, quanto os governistas, 
sofreram pressões e, alguns foram nitidamente injustiçados. O vice-governador 
nomeado para ajudá-lo nessa missão, o ilustre intelectual pernambucano, Dr. 
Ruy Araújo, já houvera colaborado, anteriormente, com o poder público, e com 
muita habilidade, evitou outras injustiças, prestando informações equilibradas e 
verdadeiras ao emérito historiador. Sem dúvida, a conjuntura em que ocorreu o 
Golpe Militar de 31 de março de 1964, representava um período de muita tensão 
e felizes foram os poucos amigos do novo governador, o qual, vivendo no Rio de 
Janeiro há muitos anos, não poderia fazer um julgamento justo do que 
acontecera no Amazonas, nem das pessoas que aqui viviam, até a data do 
Golpe. O governador determinou a prisão de algumas pessoas tachadas de 
comunistas, muitas vezes, baseado em simples informações, ou pelo fato de 
alguns terem participado do regime de anarquia implantado no país, 
principalmente no tempo do governo do Sr. João Goulart. As Comissões Gerais 
de Investigação tinham, em suas formações, alguns desafetos políticos dos que 
estavam no poder, antes da Revolução de 31 de março de 1964, e muitos, 
aproveitaram a situação, para exercer pressões, agindo com excesso, vingança 
e sem fazer justiça. Apesar desses fatos, o governo do professor Arthur Reis foi 
pautado numa administração moderna, reativando a cultura do Estado, 
publicando e incentivando obras de autores amazonenses e reestruturando 
entidades da maior importância para a vida social e econômica do Amazonas. 
Passados os dias iniciais de excesso, o governador, com a sua fantástica 
inteligência, compreendeu que havia deixado levar-se por falsos amigos, saiu 
magoado de alguns episódios e disse, certa vez, ao seu amigo e colega da 
Academia Amazonense de Letras, Dr. Newton Sabbá Guimarães: \u201cNão há gente 
mais fria e indiferente do que a amazonense!\u201d Mas o governador saiu ovacionado 
pelo povo, quando entregou o posto para o seu amigo Danilo Duarte de Mattos 
Areosa, grande benfeitor amazonense. 
Arthur Cézar Ferreira Reis acostumado aos trabalhos de gabinete, surpreendeu 
a todos os seus conterrâneos e aos grupos de amigos que admiravam a sua 
intelectualidade, porque muitos não esperavam o período de grandes 
realizações na sua nova vida de executivo. E o mestre provou, que a 
competência casa com a inteligência, nascendo a boa vontade de realizar, com 
muita dedicação e honestidade. Importante salientar que, durante o governo de 
Arthur Reis, seu vice-governador Ruy Araújo o substituiu por sete vezes no 
comando do Estado do Amazonas. Sendo ambos dotados de excepcional 
intelectualidade, impulsionaram a cultura do Estado. Depois de algum tempo, o 
sábio Arthur passou a ouvir o povo, os líderes das classes empresariais, sentiu 
as necessidades das reformas e terminou o mandato, comprovando indiscutível 
habilidade política. Quando passou o cargo para o seu sucessor, havia feito uma 
longa preparação para indicá-lo, levando o Sr. Danilo de Mattos Areosa a 
assumir antes, os mais destacados cargos nas Secretarias do Governo. Em 
verdade, ao deixar o governo para o seu sucessor, Arthur Reis foi louvado pela 
austeridade com a qual se comportou e pela habilidade demonstrada, tanto no 
trato da coisa pública, quanto no tratamento dado ao povo amazonense. Escritor 
renomado, sua vida intelectual foi coroada de êxito e honrarias, sendo a maior 
de todas, a concedida pela Academia Brasileira de Letras, sob o título José 
Veríssimo de Erudição, pela publicação do livro Limites e Demarcações da 
Amazônia Brasileira, em quatro volumes. Publicou vários livros de importância 
para a Amazônia, colaborando com vários jornais e revistas de Manaus e outros 
estados, exercendo, ao mesmo tempo, o magistério. Foi membro efetivo da 
Academia Amazonense de Letras, do Instituto Geográfico e Histórico do 
Amazonas, Pará, Mato Grosso, Bahia, Ceará, Petrópolis, Maranhão e vários 
outros estados, além de pertencer a diversos organismos culturais do exterior. O 
professor Arthur Cézar Ferreira Reis faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 
7 de fevereiro de 1993. 
 
Danilo Duarte de Matos Areosa 
O segundo governador do Regime Militar, eleito pela Assembleia Legislativa, o 
empresário Danilo Duarte de Matos Areosa, da Arena, toma posse como 
governador, tendo por vice-governador o político Ruy Araújo. 
As primeiras manifestações de atenção governamental para pessoa com 
deficiência em Manaus se iniciaram apenas na década de 1960, voltadas 
primeiramente aos deficientes físicos. Um das primeiras ações governamentais 
voltada aos deficientes físicos data da década de 1960, conforme a Lei n. 825 
de 06 de dezembro