Políticas Públicas Ambientais no Estado do Amazonas
39 pág.

Políticas Públicas Ambientais no Estado do Amazonas


DisciplinaPolíticas Públicas e Planejamento Governamental6 materiais93 seguidores
Pré-visualização11 páginas
1962 sem que precisasse renunciar ao 
governo. Sua trajetória política, entretanto, foi interrompida pelo Ato Institucional 
Número Um que cassou o seu mandato em 9 de abril de 1964 na primeira leva 
de expurgos ditada pelos militares. Gilberto Mestrinho passou então a residir no 
Rio de Janeiro. 
Com o fim do bipartidarismo mediante a reforma política aprovada pelo governo 
João Figueiredo, Gilberto Mestrinho é anistiado e voltou a Manaus em novembro 
de 1979 avisando que seria candidato a governador, retornou ao meio político e 
começou a organizar o PTN com Ivete Vargas, desistiu, entrou no PP com 
Tancredo Neves e com ele passou para o PMDB, e em 1982 foi eleito governador 
do Amazonas no primeiro pleito direto em vinte anos. Sua ação como 
administrador permitiu a vitória de seu candidato Manoel Ribeiro à prefeitura de 
Manaus em 1985 e a eleição de Amazonino Mendes como seu sucessor em 
1986. 
Em 1990, anuncia candidatura ao Governo do Estado com apoio do aluno, 
Amazonino Mendes que deixa o governo para candidata-se ao Senado. O 
professor ganha com 332.085 votos, aliado ao partido PMDB formado pela 
coligação (PDC/PFL/PTR/PL/PCN), derrotando os candidatos Wilson Alecrim 
(PSDB), Mario Frota (PMN) e Deuzamir Pereira (PRN). Ainda em 1991, 
Amazonino e Mestrinho entraram em choque pelos créditos da proposta de 
pavimentação da rodovia da BR-174 (Manaus - Boa Vista). O cenário econômico 
da época não era dos melhores. Alta inflação, abertura comercial, política 
neoliberalista, privatização de empresas públicas. A Zona Franca de Manaus 
sofreu duramente neste período com fechamento de fabricas, alto nível de 
desemprego, perda de incentivos. Contudo, estudiosos afirmam, que tal tomada 
de decisão teria que acontecer algum dia para a modernização do polo industrial 
brasileiro que naquela época estava sucateado frente aos demais países. 
Posterior Collor sofre impeachment. Em 1994 o Plano Real chega com o objetivo 
de estabilização e reforma econômica, iniciado oficialmente em 30 de 
julho de 1994 com a publicação da Medida Provisória nº 434 no Diário Oficial da 
União. 
De acordo com o Diário Oficial do Estado \u2013 DOE, publicado em 15 de março de 
1991, classificação das Secretarias e seus respectivos Secretários no início do 
seu mandato: 
Governador Gilberto Mestrinho 
Vice-Governador Francisco Garcia 
Secretario de Estado de Governo David Ruas Neto 
Secretário de Estado Chefe da Casa 
Militar 
Ten. Cel.PM. Francisco Orleilson 
Guimarães 
Secretário Particular Luis Ribeiro da Costa 
Secretária de Estado para Assuntos 
Especiais 
M. Emilia Martins de Medeiros 
Raposo 
 
Secretário de Estado da Justiça Mauro Luiz Campbell Marques 
Secretária de Estado de Planejamento 
e Articulação com os Municípios 
Fátima Gusmão Raposo 
Secretária de Estado da 
Administração 
Dolores Garcia Rodrigues 
Secretário de Estado da Educação, 
Cultura e Desporto 
Origenis Angelitino Martins 
Secretário de Estado Produção Rural 
e Abastecimento 
João Thomé Verçosa de Mederios 
Raposo 
Secretário de Estado da Economia Sergio Augusto Primo Cardoso 
Secretário de Estado da Segurança 
Pública 
Kliger Costa 
Secretário de Estado de Saúde Arnaldo Russo 
Secretário de Estado do Trabalho e 
Ação Comunitária 
Sebastião da Silva Reis 
Secretário de Estado dos Transportes 
e Obras 
Elpidio Gomes da Silva Filho 
Secretário de Estado F. para a 
Promoção do Desenvolvimento 
Econômico 
Marcondes da Silva Zany 
Secretário de Estado de Apoio do 
Governo do Estado em Brasília/DF 
Gilberto Miranda Batista 
Secretário de Estado do Meio 
Ambiente Ciência e Tecnologia 
José Belfort dos Santos Bastos 
Procurador Geral do Estado Vicente Mendonça Junior 
Procurador Geral da Justiça Carlos Alberto Bandeira de Araujo 
Comandante da Polícia Militar Cel. PM. Amilcar da Silva Ferreira 
Procurador Geral da Defensoria 
Pública 
Heliandro Correa Maia 
 
Amazonino Armando Mendes 
(Eirunepé, 16 de novembro de 1939) é um político brasileiro, filiado ao Partido 
Democrático Trabalhista, com base política no estado do Amazonas. 
Filho de Armando de Souza Mendes e Francisca Gomes Mendes. Formado em 
direito pela Universidade Federal do Amazonas. É casado com Tarcila Prado de 
Negreiros Mendes, com quem tem três filhos. 
Fez carreira no Departamento de Estradas e Rodagem do Amazonas entre as 
décadas de 1970 e 1980. 
Governador do Amazonas de 1987 a 1990 
Durante a campanha de 1986, Amazonino fez apologia ao crime ambiental 
prometendo dar uma motosserra a cada caboclo do interior do estado. O IBDF 
(atual IBAMA) ameaçou processa-lo e ele recuou. Chegou a distribuir 2.000 
motosserras aos eleitores, as quais acabaram vendidas a madeireiros a preços 
irrisórios. 
Em 1989 Amazonino atentou contra a Constituição Federal extinguindo a Polícia 
Civil, alegando que a mesma estava podre e corrupta. Conforme a constituição, 
legislar sobre as polícias é atribuição do Congresso Nacional. Isso inclui 
extinguir, unificar e outros. A avalanche de ações judiciais impetradas por 
delegados e policiais colocados em disponibilidade fizeram Amazonino restaurar 
o "status quo". O então governador teve que pagar vencimentos atrasados de 
todos os profissionais de Segurança Pública. 
Nesse seu primeiro mandato lançou as bases para o crescimento do Festival de 
Parintins. Em 1988, ele constrói o Centro Cultural e Desportivo Amazonino 
Mendes - o Bumbódromo de Parintins - com capacidade para 35 mil pessoas, 
sendo utilizada como escola nos outros períodos do ano. 
Em Manaus continuou com obras de urbanização de diversos bairros, ajudou a 
implantar outros como o Mutirão, que hoje leva seu nome, Amazonino Mendes, 
bairro Armando Mendes e construiu dezenas de casas populares. 
É de sua gestão a construção dos conjuntos Renato Souza Pinto e Oswaldo 
Frota, bem como de vários núcleos residenciais ampliando o conjunto Cidade 
Nova. É de sua administração também a restauração do Teatro Amazonas e do 
Reservatório do Mocó, ambos patrimônios culturais do Estado. 
No âmbito social, implantou um programa de combate à fome fornecendo 
ranchos (cestas básicas) a milhares de famílias carentes - que, apesar de 
populista, foi mantida durante todo o seu governo. 
Em 1990, elegeu-se Senador da República. 
Governador do Amazonas de 1995 a 1998 
Amazonino se elege governador pela segunda vez. 
Lança as bases para a revitalização da economia no interior do Estado, o 
Terceiro Ciclo, incentiva a agricultura em larga escala na região Sul do Estado. 
Em Manaus constrói o Pronto Socorro João Lúcio, com o pronto socorro infantil 
anexo, os Centros de Atendimento Integral à Criança (Caics), os Centros de 
Atenção Integral a Melhor Idade (Caimi) proporcionando um amplo atendimento 
aos pacientes; reforma e amplia o Hospital Adriano Jorge. 
Em 1996 criou um bairro e um hospital para homenagear sua mãe, ambos com 
o nome de dela (Francisca Mendes). O Hospital foi concebido para ser um 
hospital de alta complexidade, inclusive para realização de transplantes, e foi 
onde ficou hospitalizado quando sofreu um acidente em (Presidente Figueiredo), 
município a 107 km de Manaus, em 2004, negando-se a ser removido para 
hospitais particulares. 
Na área da educação, destaca-se a implantação da Universidade do Estado do 
Amazonas (UEA). A universidade dá oportunidade não somente aos jovens de 
Manaus mas também aos do interior do Estado, o acesso ao ensino superior 
através da construção de vários campus da universidade, até então restrita à 
Universidade Federal do Amazonas, com apenas três campus avançados no 
interior do Estado. 
Em 1997, os professores da rede