Resumo de Histologia - Tecido Ósseo
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Resumo de Histologia - Tecido Ósseo


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e formam fileiras ou colunas paralelas de células achatadas e empilhadas no 
sentido longitudinal do osso. 
3. Zona de cartilagem 
hipertrófica. Esta zona 
apresenta condrócitos muito 
volumosos, com depósitos 
citoplasmáticos de glicogênio 
e lipídios. A matriz fica 
reduzida a tabiques 
delgados, entre as células 
hipertróficas. Os condrócitos 
entram em apoptose. 
4. Calcificada. Nesta zona 
ocorre a mineralização dos 
delgados tabiques de matriz 
cartilaginosa e termina a 
apoptose dos condrócitos. 
5. Zona de ossificação. Esta 
é a zona em que aparece 
tecido ósseo. Capilares 
sanguíneos e células 
osteoprogenitoras originadas 
do periósteo invadem as 
cavidades deixadas pelos 
condrócitos mortos. As células osteoprogenitoras se diferenciam em osteoblastos, que 
formam uma camada contínua sobre os restos da matriz cartilaginosa calcificada. Sobre 
esses restos de matriz cartilaginosa, os osteoblastos depositam a matriz óssea. 
 
 A matriz óssea se calcifica e aprisiona osteoblastos, que se transformam e osteócitos. Desse 
modo, formam-se as espículas ósseas, com uma parte central de cartilagem calcificada e uma 
parte superficial de tecido ósseo primário. 
 Sabe-se que a calcificação começa pela deposição de sais de cálcio sobre as fibras colágenas, um 
processo que parece ser induzido por proteoglicanos e glicoproteínas da matriz. A deposição dos 
sais de cálcio é também influenciada pela concentração desses minerais em vesículas do 
citoplasma dos osteoblastos, que são expelidas para a matriz (vesículas da matriz). Além disso, 
existe ainda a participação da enzima fosfatase alcalina, sintetizada pelos osteoblastos. 
 
 
 
 
CAROLINE FELICINAO - MED 107 
 
CRESCIMENTO E REMODELAÇÃO DOS OSSOS 
 
 O crescimento dos ossos consiste na formação de tecido ósseo novo, associado à reabsorção 
parcial de tecido já formado; deste modo, os ossos conseguem manter sua forma enquanto 
crescem. 
 Os ossos chatos crescem por formação do tecido ósseo pelo periósteo situado entre as suturas e 
na face externa do osso, enquanto ocorre reabsorção na face interna. 
 Nos ossos longos, as epífises aumentam de tamanho devido ao crescimento radial da cartilagem, 
acompanhado por ossificação endocondral. A diáfise cresce em extensão pela atividade dos discos 
epifisários e, em espessura, pela formação de tecido ósseo na superfície externa da diáfise, com 
reabsorção da superfície interna. 
 Apesar da sua resistência às pressões e da sua dureza, o tecido ósseo é muito plástico, sendo 
capaz de remodelar sua estrutura interna em resposta a modificações nas forças a que está 
submetido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PAPEL METABÓLICO DO TECIDO ÓSSEO 
 
 O esqueleto contém 99% do cálcio do organismo e participa da manutenção adequada da 
concentração desse íon no sangue (calcemia). 
 Existem dois mecanismos de mobilização do cálcio depositado nos ossos. 
 O primeiro, que tem lugar principalmente no osso esponjoso, é a simples transferência dos 
íons dos cristais de hidroxiapatita para o líquido intersticial, do qual o cálcio passa para o sangue. 
As lamelas ósseas mais jovens pouco calcificadas, devido à remodelação contínua, são as que 
recebem e cedem Ca2+ com mais facilidade (as lamelas antigas, muito calcificadas, têm como 
funções principais o suporte e a proteção). 
 O segundo mecanismo é de ação mais lenta e decorre da ação do hormônio da paratireoide 
ou paratormônio, o qual causa um aumento no número de osteoclastos e reabsorção da matriz 
Aplicação Médica 
 A remodelação da posição dos dentes pelo uso de aparelhos ortodônticos é um exemplo 
da plasticidade do tecido ósseo. 
 Reparação de Fraturas 
 Nos locais de fratura óssea ocorre hemorragia e para que a reparação se inicie o coágulo 
sanguíneo e os restos celulares e da matriz devem ser removidos por macrófagos. O periósteo e 
o endósteo se proliferam intensamente e formam um tecido rico em células osteoprogenitoras 
que constitui um colar em torno da fratura e penetra as extremidades ósseas rompidas. Nesses 
locais surge tecido ósseo primário por ossificação endocondral e também intramembranosa. Esse 
processo evolui de modo a aparecer, após algum tempo, um calo ósseo que envolve a 
extremidade dos ossos fraturados e é constituído por tecido ósseo primário. 
 Ao contrário dos outros tecidos conjuntivos, o tecido ósseo repara-se sem formação de 
cicatriz. 
 
CAROLINE FELICINAO - MED 107 
 
óssea, com liberação de fosfato de cálcio e aumento da calcemia. O paratormônio atua sobre 
receptores localizados nos osteoblastos, que em resposta a esse sinal deixam de sintetizar 
colágeno e iniciam a secreção do fator estimulador dos osteoclastos. 
 Outro hormônio, a calcitonina, produzido pelas células parafoliculares da tireoide, inibe a 
reabsorção da matriz e, portanto, a mobilização do cálcio. A calcitonina tem um efeito inibidor 
sobre os osteoclastos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aplicação Médica 
 A descalcificação óssea pode ser resultado de carência alimentar do mineral e por 
produção excessiva de paratormônio (hiperparatireoidismo), o que provoca intensa reabsorção 
óssea, aumento de Ca2+ e (PO4)³- no sangue e deposição anormal de sais de cálcio em vários 
órgãos, principalmente nos rins e na parede das artérias. 
 O oposto ocorre na osteopetrose, doença causada por defeito nas funções dos 
osteoclastos, com superprodução de tecido ósseo muito compactado e duro. A osteopetrose 
causa obliteração das cavidades que contêm medula óssea formadora de células do sangue, 
resultando em anemia e deficiência em leucócitos. 
 
 Efeitos de Deficiências Nutricionais 
 A deficiência de cálcio pode ser devida à carência desse mineral nos alimentos ou à falta 
do pró-hormônio vitamina D, que é importante para a absorção dos íons Ca2+ e (PO4)³- pelo 
intestino delgado. 
 Na criança, a deficiência de cálcio causa o raquitismo, em que a matriz óssea não se 
calcifica normalmente, de modo que as espículas ósseas formadas pelo disco epifisário se 
deformam, por não suportarem as pressões normais exercidas sobre elas pelo peso corporal e 
ação muscular. 
 No adulto, a falta de cálcio leva à osteomalacia, que se caracteriza pela calcificação 
deficiente da matriz óssea neoformada e descalcificação parcial da matriz já calcificada, com a 
consequente fragilidade óssea. Porém, como no adulto não mais existem cartilagens de 
conjugação, não ocorrem deformações dos ossos longos nem o atraso do crescimento, 
característicos do raquitismo. 
 
 Tumores dos Ossos 
 Os tumores formados de células ósseas são os osteomas (osteoblastomas e 
osteoclastomas) e os osteossarcomas. Os primeiros são benignos, mas os osteossarcomas são 
malignos. Os osteossarcomas se caracterizam pela presença de osteoblastos pleomórficos 
(morfologia irregular e variada) e que se dividem por mitose com muita frequência, associados à 
osteóide por eles sintetizado. A maioria dos casos de osteossarcoma ocorre em adolescentes ou 
adultos jovens. Os locais mais frequentemente atingidos são a extremidade inferior do fêmur e 
as extremidades superiores da tíbia e do úmero. 
 
CAROLINE FELICINAO - MED 107 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ARTICULAÇÕES 
 
 Podem ser classificadas em diartroses, que permitem grandes movimentos dos ossos, e 
sinartroses, nas quais não ocorrem movimentos ou ocorrem apenas