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Desigualdade social

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apareceram no século XIX criticando as explicações sobre desigualdade, entre elas, a de Karl Marx, que desenvolveu uma teoria sobre a noção de liberdade e igualdade do pensamento liberal. Essa liberdade baseava-se na liberdade de comprar e vender, e conseguir, de fato, uma certa independência financeira. Outra muito criticada também, foi a igualdade jurídica, que baseava-se nas necessidades do capitalismo de apresentar todas as relações como fundadas em normas jurídicas. Como a relação patrão e empregado tinha que ser feita sobre os princípios do direito, e outras tantas relações também. Para Marx, as desigualdades sociais são resolvidas quando se busca pelos interesses da grande maioria e não apenas de alguns. A explicação básica de desigualdade social para esse teorista, é aquela velha frase feita: "A maioria tem voz e faz valer os seus interesses, a minoria, os "oprimidos" têm que concordar".
Marx criticava o liberalismo porque eram só expressos os interesses de uma parte da sociedade e não da maioria, como tinha que ser. Segundo o próprio Marx, a sociedade é um conjunto de actividades dos homens, ou acções humanas, e essas acções que tornam a sociedade possível. Essas acções ajudam a organização social, e mostra que o homem pode se relacionar um com os outros. Assim, Marx considera as desigualdades sociais como produto de um conjunto de relações na propriedade como um fato jurídico, e também político. O poder de dominação é que da origem a essas desigualdades. As desigualdades se originam dessa relação contraditória, reflectem na apropriação e dominação, dando origem a um sistema social, neste sistema uma classe produz e a outra domina tudo, onde esta última domina a primeira dando origem as classes operárias e burguesas. 
As desigualadas são fruto das relações, sociais, políticas e culturais, mostrando que as desigualdades não são apenas económicas mas também culturais, participar de uma classe significa que você esta em plena actividade social, seja na escola, seja em casa com a família ou em qualquer outro lugar, e estas actividades ajudam-lhe a ter um melhor pensamento sobre si mesmo e seus companheiros.
Pobreza e desigualdade social em Angola
Os benefícios do crescimento económico de Angola chegam de maneira bastante desigual à população. É visível o rápido enriquecimento de um segmento social ligado aos detentores do poder político, administrativo e militar. Um leque de "classes médias" encontra-se em formação nas cidades onde se concentram mais de 50% da população. No país, grande parte da população vive em condições de pobreza relativa, com grandes diferenças entre as cidades e o campo: um inquérito realizado em 2008 pelo Instituto Nacional de Estatística indica que 37% da população angolana vive abaixo da linha de pobreza, especialmente no meio rural (o índice de pobreza é de 58,3%, enquanto o do meio urbano é de apenas 19%). Nas cidades grande parte das famílias, além dos classificados como pobres, está remetida para estratégias de sobrevivência. Nas área urbanas, também as desigualdades sociais são mais evidentes, especialmente em Luanda.
O advento da paz militar, em 2002, permitiu um balanço diferenciado dos problemas económicos e sociais extremamente complexos que se colocavam ao país, mas também do leque de possibilidades que se abriam. Os indicadores disponíveis até à data indicam que a lógica da economia política, seguida desde os anos 1980 e de maneira mais manifesta na década dos anos 2000, levou a um crescimento económico notável, em termos globais, mas ao mesmo tempo manteve e acentuou distorções graves, em termos sociais e também económicos.Convém referir que, nas listas do Índice de Desenvolvimento Humano elaboradas pela ONU, Angola ocupa sempre um lugar entre os países mais mal colocados.
Desigualdade Social no Mundo
Por ser um problema que atinge todos os lugares, a desigualdade social existe nos diferentes continentes, países, regiões, estados e cidades. Entretanto, há lugares em que os problemas são mais evidentes como, por exemplo, nos países africanos, os quais estão entre os mais desiguais do mundo.
Causas da Desigualdade Social
Má distribuição de renda
Má administração dos recursos
Lógica do mercado capitalista (consumo, mais-valia)
Falta de investimento nas áreas sociais, culturais, saúde e educação
Falta de oportunidades de trabalho
Corrupção
Consequências da Desigualdade Social
Pobreza, miséria e favelização
Fome, desnutrição e mortalidade infantil,
Aumento das taxas de desemprego
Diferentes classes sociais
Marginalização de parte da sociedade
Atraso no progresso da economia do país
Aumento dos índices de violência e criminalidade
Violência Sexual
A  violência sexual contra crianças e adolescentes apresenta causas múltiplas e complexas. Ela está relacionada com questões sociais, económicas e culturais e deve ser analisada com cuidado e critério levando em conta as diferentes variáveis para o abuso e a exploração sexual. Além das causas diversas, existem também contextos em que o problema se insere que podem agravá-lo ou dificultar o seu enfrentamento.
Conclusão
Desigualdade social é o fenómeno em que ocorre a diferenciação entre pessoas no contexto de uma mesma sociedade, colocando alguns indivíduos em condições estruturalmente mais vantajosas do que outros. Ela manifesta-se em todos os aspectos: cultura, quotidiano, política, espaço geográfico e muitos outros, mas é no plano económico a sua face mais conhecida, em que boa parte da população não dispõe de renda suficiente para gozar de mínimas condições de vida.
A desigualdade social acarreta, em seu curso, outros fenómenos igualmente preocupantes numa sociedade, e que são anomalias sociais, trazendo malefícios à população.
Percebe-se, através de pesquisas, estudos e levantamentos feitos por órgãos competentes, que os países onde a desigualdade social é elevada, também registam índices igualmente elevados de outros factores negativos, tais como: violência e criminalidade, desemprego, desigualdade racial, guerras, educação precária, falta de acesso a serviços públicos de qualidade, diferenciação de tratamento entre ricos e pobres, entre outros.
Referências Bibliográficas
Reygadas, l. (2004): Redes de desigualdade: uma abordagem multidimensional, Política e Cultura
Dubow, Saul (1995). Racismo científico moderno na África do Sul Cambridge University Press [sl] p. 121.
TOMAZI, Nelson Dácio. Iniciação a Sociologia. SP, atual; 1993
http://alunosonline.uol.com.br/sociologia/desigualdade-social.html

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