Ácido fosfórico e fertilizantes fosfatados
39 pág.

Ácido fosfórico e fertilizantes fosfatados


DisciplinaProcessos Químicos Industriais650 materiais3.359 seguidores
Pré-visualização6 páginas
a formação dos grânulos e os respectivos tamanhos. Juntamente, com os grossos, 
eles também fazem o controle de umidade
[6]
. 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA 
CAMPUS DIADEMA 
 
35 
 
Fertilizantes no Brasil[2] 
Apesar dos fertilizantes estarem por toda parte desde que as pessoas descobriram 
a agricultura, foi apenas no século XIX que os químicos ou sintéticos foram 
desenvolvidos, mas somente no século XX estes surgiram no Brasil. No item 
seguinte segue os principais acontecimentos que marcaram a evolução do uso de 
fertilizantes no Brasil. 
 
Historia do uso dos fertilizantes no brasil 
\uf0b7 -1940 \u2013 surgimento das primeiras fábricas de fertilizantes :Cubatão 
(SP) / Rio Grande (RS). 
\uf0b7 - 1960 - importações atendiam à demanda interna de matérias primas 
para fertilizantes. 
\uf0b7 - 1971 - aumento da demanda por fertilizantes; criação do 1º 
Programa Nacional de Fertilizantes e Calcário Agrícola(PNFCA), 
que vigorou entre 1974 e 1980. 
\uf0b7 -1973 - aumento dos preços do petróleo (déficit da balança comercial 
daquele ano); Governo decide adotar política de desenvolvimento do 
setor de insumos básicos. 
\uf0b7 -1987 até 1995 - 2º Plano Nacional de Fertilizantes (os investimentos 
realizados atingiram o valor aproximado de US$ 1 bilhão). 
Os dois PNFs ocasionaram a substituição de importações, geração de renda, 
emprego e, ao mesmo tempo, melhora da eficiência e da produtividade nos seus 
aspectos agronômicos, tecnológicos e logísticos. 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA 
CAMPUS DIADEMA 
 
36 
 
\uf0b7 -Entre 1992 e 1994 - privatização da indústria brasileira de 
fertilizantes; Criação da principal holding do segmento, aFertifos. 
\uf0b7 -Entre 1998 e 2007 - forte aumento de demanda por fertilizantes: o 
consumo quase dobrou em termos de volume físico, de 14 milhões 
para 27 milhões de toneladas. 
 
Mercado Brasileiro 
No decorrer dos anos a demanda por fertilizantes apresentou altas taxas de 
crescimento, porém, sua produção não acompanhou o mesmo ritmo, consequência 
da baixa produção interna de matérias-primas, como pode ser observado na figura 
19. 
 
Figura 19: Taxas de consumo, produção e importação de fesrtilizantes no Brasil no 
decorrer dos anos 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA 
CAMPUS DIADEMA 
 
37 
 
Apesar da predominância de commodities na economia brasileira, as 
matérias-primas para a fabricação de fertilizantes não são encontradas no Brasil na 
mesma proporção em que são requeridas. Através de outras tabelas, pode-se 
observar que o consumo de fertilizantes ultrapassa sua produção interna, ou seja, é 
necessário importar de outros países. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA 
CAMPUS DIADEMA 
 
38 
 
Referencias Bibliográficas 
[1] COSTA, L. M. DA; SILVA, M. F. DE O. E. A Indústria Química e o Setor de 
Fertilizantes. BNDES 60 anos - Perpectivas Setoriais, 2012. 
[2] DIAS, V. P.; FERNANDES, E. Fertilizantes: uma visão global sintética. 2008. 
[3] LOBO, V. O Mercado e o Desafio da Industria de Fertilizantes no Brasil. 
2008. 
[4] (USP), Y. K. Desenvolvimento de Estudos para Elaboração do Plano 
Duodecenal (2010-2013) de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, 
2009. 
[5] SOUZA, A. L. DE. Avaliação do Desempenho de Depressores na Flotação 
Direta do Minério Fósforo-Uranífero de Itataia. [S.l: s.n.]. 
[6] SHREVE,R. NORRIS - BRINK Jr., JOSEPH A., Indústrias de Processos 
Químicos, 4ª Edição, Editora LTC, 1997. 
[7] CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA. Novas tecnologias para 
processos industriais: eficiência energética na indústria. Brasília, 2010. 
[8] SOUZA, A. E. Balanço Mineral Brasileiro: Fosfato. Departamento Nacional 
de Produção Mineral, 2001. Disponivel em: 
<http://www.dnpm.gov.br/assets/galeriadocumento/balancomineral2001/fosfato.pdf
>. Acesso em: 23 nov. 2013. 
[9] PALLÚ, EDUARDO. Otimização experimental da purificação do ácido 
fosfórico por extração líquido-líquido. Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 
2005. 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA 
CAMPUS DIADEMA 
 
39 
 
[10] ESPECIFICAÇÕES dos Fertilizantes Minerais Simples. Ministério da 
Agricultura, 4 jul. 2013. Disponivel em: 
<http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/vegetal/Fertilizantes/Fiscaliza%C3%
A7%C3%A3o%20e%20Qualidade/Produtos%20e%20materiais%20-
%20anexos%20II,%20III,%20IV,%20V,%20VI/Altera%20ANEXO%20II%20da%
20IN%205-2007%20em%2004-07-13%20inclui%20enxofre%20bento>. Acesso 
em: 22 nov. 2013. 
[11] DIAS, V. P.; EDUARDO, F. Fertilizantes: Uma visão global sintética. 
BNDES - Banco Nacional do Desenvolvimento, Rio de Janeiro, set. 2006. 
Disponivel em: 
<http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arqui
vos/conhecimento/bnset/set2404.pdf>. Acesso em: 22 nov. 2013. 
[12] Prochnow, L. I. Fertilizantes fosfatados: algumas crenças e alguns fatos 
científicos., disponível em 
<http://hotsites.cnps.embrapa.br/blogs/redefertbrasil/?link=producao&artigo=4> 
Acesso em: 23 nov 2013