Redes de computadores
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além de prevenir a perda de conexão.
O funcionamento é semelhante a uma viagem, sabendo o destino e partindo do mesmo local muitos carros podem
fazer diversas rotas e chegarem, sem garantias de ordem de chegada.
Vantagens
\u2022\u2022 Melhor uso do meio de transmissão
\u2022\u2022 Melhor eficiência de linha
\u2022\u2022 Melhora a confiabilidade da transmissão de dados
\u2022\u2022 Pode não haver tempos de estabelecimento e desconexão de circuito(datagramas)
\u2022\u2022 Baixo tempo de transmissão desde a origem ao destino
\u2022\u2022 Os erros não precisam chegar no terminal para serem recuperados
\u2022\u2022 Possibilidade de armazenar pacotes (transmissão e recepção assíncronos)
\u2022\u2022 Alteração de encaminhamento em caso de congestionamento
\u2022\u2022 Possibilidade de aceitar pacotes em situações de trafego intenso, com posterior envio
Comutação de circuitos e de pacotes 15
Desvantagens
\u2022\u2022 Disputa por banda nó a nó
\u2022\u2022 Congestionamento excessivo (choque de pacotes e atraso)
\u2022\u2022 Sem garantia de banda
\u2022\u2022 Tempos de atraso entre origem e destino variáveis no tempo
\u2022\u2022 Possibilidade de chegada de pacotes ao destino por ordem diferente da de emissão (datagramas)
Comutação de circuitos vs. Comutação de pacotes [18]
A comutação de circuitos e a comutação de pacotes diferem em diversos aspectos. Nesta seção, faremos uma
comparação entre estas duas técnicas, no que diz respeito a configuração de chamada, forma de envio de
dados/pacotes, suscetibilidade a falhas, congestionamento, transparência e tarifação.
Na comutação de circuitos, é necessário estabelecer, previamente, um caminho fim-a-fim, para que os dados possam
ser enviados. Isso garante que, após a conexão ter sido efetuada, não haverá congestionamento e os dados serão
enviados de forma ordenada. Entretanto, configurar um caminho com antecedência provoca reserva e provável
desperdício de largura de banda. Esse tipo de comutação não é muito tolerante a falhas, sendo que na inatividade de
um switch, os circuitos que o utilizam serão encerrados. Os bits fluem continuamente pelo fio e a tranmissão de
dados é feita de forma transparente, ou seja, o transmissor e o receptor determinam a taxa de bits, formato ou método
de enquadramento, sem interferência da concessionária de comunicações, o que proporciona, por exemplo , a
coexistência de voz, dados e mensagens de fax no sistema telefônico.
Já na comutação de pacotes, não é necessário estabelecer uma comunicação previamente. Assim sendo, diferentes
pacotes poderão seguir caminhos distintos, dependendo das condiçoes da rede no momento em que forem enviados,
não chegando, necessariamente, ao receptor de forma ordenada. Existe, entretanto, a possibilidade de
atraso/congestionamento em todos os pacotes, uma vez que não é reservada, antecipadamente, largura de banda para
a transmissão. Esta técnica é mais tolerante a defeitos e, em caso de inatividade de um switch, os pacotes são
roteados de modo a contornar os inativos. É utilizada a transmissão store-and-forward, na qual os pacotes são
reservados na memória de um roteador, e depois de inspecionados em busca de erros, são enviados ao roteador
seguinte. Por fim, essa transmissão não se dá de forma transparente sendo que os parâmetros básicos, tais como taxa
de bits, formato e método de enquadramento, são determinados pela concessionária de comunicações. No sistema
como um todo, a comutação de pacotes é mais eficiente que a comutação de circuitos.
Após estas comparações, podemos chegar a seguinte conclusão: de uma lado temos um serviço garantido, porém
com desperdício de recursos (comutação de circuitos); de outro, temos serviço não garantido, porém com velocidade
maior e sem desperdício de recursos (comutação de pacotes).
Referências
[1] http:/ / michaelis. uol. com. br/ moderno/ portugues/ index. php?lingua=portugues-portugues& palavra=comuta%E7%E3o
[2] http:/ / www. flickr. com/ photos/ davidsudjiman/ 169238847/
[3] http:/ / www. davidsudjiman. info/ about/
[4] http:/ / www. davidsudjiman. info
[5] http:/ / www. projetoderedes. com. br/ tutoriais/ tutorial_rede_telefonica_comutada_01. php
[6] http:/ / www. flickr. com/ photos/ davidsudjiman/ 169233552/
[7] http:/ / www. flickr. com/ photos/ davidsudjiman/ 169237353/
[8] http:/ / www. flickr. com/ photos/ davidsudjiman/ 169237351/
[9] http:/ / www. davidsudjiman. info/ 2006/ 02/ 06/ fdm-tdm-and-stdm/
[10] http:/ / hsw. uol. com. br/ questao525. htm
[11] http:/ / informatica. hsw. uol. com. br/ lan-switch8. htm
[12] http:/ / informatica. hsw. uol. com. br/ lan-switch8. htm
[13] http:/ / informatica. hsw. uol. com. br/ lan-switch8. htm
[14] KUROSE,J. F.; ROSS,K. W. Redes de Computadores e a Internet - Uma abordagem top-down, 3ª Edição
Comutação de circuitos e de pacotes 16
[15] http:/ / fatosdigitais. wordpress. com/ 2007/ 07/ 24/ redes-wan-basico/
[16] http:/ / fatosdigitais. wordpress. com/ 2007/ 07/ 24/ redes-wan-basico/
[17] http:/ / pt. wikipedia. org/ wiki/ Roteador
[18][18] TANENBAUM, A. S. Redes de Computadores; 4ª edição
Pilha de protocolos da Internet
Segundo Kurose, "a Internet é um sistema extremamente complicado e que possui muitos componentes."[1]. Para que
um sistema tão complexo possa permitir a comunicação de usuários, independente da plataforma de Software
utilizada, ou meio físico de transmissão, ou mesmo de hardware usado, foi necessário criar padrões e regras. Com
isso, surgiram os protocolos de rede. Segundo definição da CISCO, "um protocolo é uma descrição formal de um
conjunto de regras e convenções que governam a maneira de comunicação entre os dispositivos em uma rede."[2]
Camada de Enlace (CE)
Para que duas máquinas se comuniquem, é necessário haver um certo grau de cooperação. "Em vez de implementar a
lógica para isso como um único módulo, a tarefa é dividida em subtarefas, cada qual implementada
separadamente."[3]. Então desenvolveu-se a arquitetura da Internet em camadas. A modularização facilita o
entendimento das funções e também a detecção de erros. Cada camada tem características próprias.
Assim, surgiu a pilha de protocolos da Internet (ou pilha TCP/IP), que é formada pelos protocolos que regem a
comunicação na Internet. Nessa arquitetura em forma de pilha, as camadas inferiores fornecem serviços às camadas
superiores, de forma que estas não precisem saber o funcionamento de uma camada inferior, apenas conhecer os seus
serviços. Na pilha TCP/IP, o TCP é o principal protocolo da camada de transporte, enquanto que o IP é o responsável
pela camada de redes.
Um exemplo típico da relação entre esses protocolos é a comunicação entre duas pessoas. Uma pessoa pensa em algo
para falar e "processa" o que quer dizer. O cerébro ordena a movimentação das cordas vocais, e depois da boca. O ar
é o responsável por enviar a mensagem até os ouvidos de outra pessoa. A mensagem é então levada ao cérebro,
processada, e essa segunda pessoa é capaz de compreender o que foi dito pela primeira. Para o outro responder, é
feito o mesmo processo realizado pela primeira pessoa.
As regras para redes, ou protocolos, são criadas e mantidas por diferentes organizações e comitês, como: Institute of
Electrical and Electronic Engineers (IEEE), American National Standards Institute (ANSI), Telecommunications
Industry Association (TIA), Electronic Industries Alliance (EIA) e International Telecommunications Union (ITU),
anteriormente conhecida como Comité Consultatif International Téléphonique et Télégraphique (CCITT).
Modelos OSI e TCP/IP
Quando a Internet surgiu, não existia ainda um modelo padrão para suas aplicações, ela simplesmente "funcionava".
Então, criaram o modelo OSI (Open Systems Interconnection - Interconexão de Sistemas Abertos), que descreve
toda a comunicação em 7 camadas: Aplicação, Apresentação, Sessão, Transporte, Rede, Enlace de Dados e Física.
Esse modelo descreve e separa cada parte da comunicação, porém, trata-se de um modelo complexo, que não é
realmente implementado pela Internet. Surgiu então o modelo para descrevê-la,