Linux - Guia prático para administradores de sistemas
18 pág.

Linux - Guia prático para administradores de sistemas


DisciplinaSistemas Operacionais I7.781 materiais168.801 seguidores
Pré-visualização4 páginas
PDF gerado usando o pacote de ferramentas em código aberto mwlib. Veja http://code.pediapress.com/ para mais informações.
PDF generated at: Fri, 06 Dec 2013 10:35:48 UTC
Linux - Guia prático para
administradores de sistemas
Conteúdo
Páginas
Capa 1
Prefácio 1
Introdução 1
Inicialização do sistema 2
fstab 12
Bibliografia 13
Referências
Fontes e Editores da Página 14
Fontes, Licenças e Editores da Imagem 15
Licenças das páginas
Licença 16
Capa 1
Capa
Esta página é somente um esboço.
Ampliando-a você ajudará a melhorar o Wikilivros.
Prefácio
1. Introdução 2. Sistema de Arquivos 3. NFS: Compartilhamento de arquivos e pastas 4. SAMBA 5. LVM e RAID 6.
DNS 7. DHCP 8. Ferramentas de monitoramento 8.1. MRTG 8.2. Nagios 8.3. SARG 9. LDAP 10. SQUID /
IPTABLES
Introdução
O objetivo deste livro é fazer com que nossos leitores aprendam e tenham mais contato no mundo do Linux, ou
melhor, GNU/Linux.
O mercado cada vez mais competitivo, força qualquer profissional da área de Informática a buscar a se aprimorar e
aprender novos conceitos de tecnologia que surgem diariamente. Com este livro, pretendemos apresentar de forma
prática, alguns conceitos e ferramentas úteis para o dia-a-dia do Administrador de Sistemas Linux, alguns modelos
de cenários comuns de infra-estrutura de redes, bem como difundir nossas experiências obtidas no cotidiano.
O nosso livro está dividido em 10 capítulos. Cada capítulo possui uma pequena explicação do conteúdo abordado e
do cenário que será utilizado na prática. Após a explanação da parte teórica, estaremos aplicando o cenário na prática
apresentando-o como laboratório. Os laboratórios práticos serão configurados na distribuição OpenSUSE, podendo
ser adaptados para qualquer outra distribuição Linux. Os comandos básicos serão lembrados em algumas notas
especiais contidas no próprio capítulo.
Pretendemos trabalhar sempre com linguagem técnica, porém simples para facilitar o entendimento de todos que
estejam dispostos a utilizá-lo.
Este Livro poderá ser acessado e divulgado por qualquer pessoa que queira aprender um pouco mais sobre
GNU/Linux, seguindo as leis de direitos autorais.
Esperamos que com este livro, possamos contribuir para o crescimento intelectual e profissional de todos, pois desta
forma estaremos enriquecendo a cultura de todos nesse mundo globalizado. Boa leitura!
Inicialização do sistema 2
Inicialização do sistema
Objetivo
O propósito deste capítulo é explicar como um servidor utilizando o GNU/Linux é inicializado desde a etapa de
inicialização do hardware, até o momento que o processo init é inicializado, os scripts de inicialização são
executados e o servidor esteja completamente operacional, o processo getty iniciado à espera de logins.
Inicializando o Sistema
O processo de inicialização de sistemas, independentemente do sistema operacional, depende em muito do tipo de
hardware em uso. Em dispositivos baseados na arquitetura x86 (intel) quando o computador é inicializado ou
reinicializado o processador (CPU) executa uma operação em uma área ( endereço ) conhecido na memória não
volátil (flash RAM).
No caso de PCs (Personal Computers) baseados na arquitetura x86, o processo de inicialização (boot) se inicia na
BIOS, no endereço 0xFFFF0. O primeiro passo da BIOS é executar o Power On Self Test (POST) que tem como
principal função a verificação do hardware e a enumeração e inicialização dos dispositivos locais.
Para inicializar o sistema operacional, a BIOS irá então procurar por dispositivos ativos e válidos que estejam
listados (em ordem de preferência) na CMOS (boot device). Os dispositivos de boot podem ser floppy disks, hard
disks, flash drivers, dispositivos de rede, etc.
De maneira geral, o Linux é inicializado a partir de um disco rígido, onde a MBR ( Master Boot Record ) contém o
boot loader, mas não o kernel. A MBR é apenas um setor de 512 bytes, localizado no cilindro 0, setor 1 do seu disco
rígido, e portanto não teria condições de abrigar um kernel Linux, mesmo que comprimido. Portanto na MBR apenas
reside o suficiente para carregar o primeiro estágio do boot loader.
Boot Loader - Estágio 1
O primeiro estágio do boot loader, ou primary boot loader, localizado nos setores restantes do primeiro cilindro. A
única função do primary boot loader é encontrar o secondary boot loader, ou o segundo estágio do boot loader, e
carregá-lo na memória. O objetivo do primeiro estágio é usar um programa pequeno que lê em um unico sistema de
arquivos.
No GRUB esse estágio é conhecido como 1.5 o e o estágio 1 é o código que é escrito no MBR .
Boot Loader - Estágio 2
O segundo estágio de boot tem como função carregar o kernel do Linux na memória, e opcionalmente um arquivo
que simula a memoria RAM (RAM image file).
Os 2 estágios do boot loader combinados formam o LILO ( Linux Loader ) ou o GRUB ( GRand Unified Bootloader
). Iremos nos focar no GRUB, devido ao fato deste ser um gerenciador de boot mais novo, e que corrigiu algumas
das falhas do LILO.
No estágio 2 é possível listar e escolher entre diversos tipos de kernel instalados (definidos em /boot/grub/menu.lst),
e inclusive passar parâmetros de boot durante a inicialização do sistema.
Quando o segundo estágio estiver carregado na memória o sistema de arquivos é consultado, a imagem do kernel e a
imagem initrd são carregados na memória, e quando esse processo é concluído, o boot loader invoca o kernel.
Inicialização do sistema 3
Carregando o Kernel
A imagem do kernel não é propriamente um executável, porém contém uma série de rotinas que permitem que o
kernel que se encontra comprimido (zlib) seja expandido, e carregado na memória.
Não pretendemos aqui esmiuçar todas as etapas desse processo, no entanto é importante notar que durante a carga do
kernel, a ram image que foi carregada durante o estágio 2 do boot loader é montado temporariamente como root file
system, contendo todos os drivers necessários para que o kernel tenha acesso aos diversos dispositivos que ele
precise.
Esse mecanismo permite que tenhamos imagens de kernel pequenas, e device drivers compilados como módulos e
carregados, quando necessários, através de um arquivo que pode ser montado como um sistema de arquivos existente
apenas na memória. Tal artifício permite que o kernel seja completamente carregado sem que um disco físico seja de
fato acessado. Em uma etapa futura da carga do kernel, esse sistema de arquivos temporários será substituído pelo
root file system padrão.
Esse mecanismo garante uma grande flexibilidade a sistemas Linux uma vez que permite inclusive que o próprio
root file system resida em um servidor remoto (NFS).
Threads do Kernel
Após a inicialização básica, o kernel cria também vários processos no espaço de usuário. Estes aparecem na listagem
de diretórios entre colchetes, a exemplo do [kswapd], [kjournald], etc. Destes processos que aparecem no inicio da
listagem de processos, normalmente com números identificadores baixos, 1 (init), 2, 3..., apenas o init é um processo
de usuário completo, os demais são na verdade partes do kernel que por razões de escalonamento foram organizados
para se parecer com processos. Assim que as threads do kernel são criadas, o papel destes na inicialização termina, e
o processo de ativação de todos os outros serviços fica a cargo do init através de scripts de inicialização.
A nomenclatura do processo na coluna CMD corresponde a [NomeDoProcesso/Numero], onde Numero significa o
processador em que o processo está alocado.
linux:/etc/init.d # ps -ef
UID PID PPID C STIME TTY TIME CMD
root 1 0 0 2008 ? 00:00:59 init [3]
root 2 1 0 2008 ? 00:00:00 [migration/0]
root 3 1 0 2008 ? 00:01:13 [ksoftirqd/0]
root 8 1 0 2008 ? 00:07:45 [events/0]
root 11 1 0 2008 ? 00:00:00 [khelper]
root 12 1 0 2008 ?