Linux para iniciantes
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Linux para iniciantes


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a macros de automatização.
Figura 4: Tela do Base
O pacote OpenOffice.org 45
Draw
É um software de editoração eletrônica e desenho vetorial, similar ao CorelDraw e ao Microsoft Publisher (porém
sem suporte para ambos). Tem suporte nativo ao formato WMF (metarquivo do Windows), exporta para PDF, mas
não consegue importar o formato vetorial SVG.
Figura 5: Tela do Draw
Multimídia no Linux 46
Multimídia no Linux
Uma das principais reivindicações de usuários em todos os sistemas operacionais é a existência de suporte a
multimídia, o que permite escutar música e assistir vídeos pelo computador. Nas primeiras distribuições do Linux,
era uma tarefa árdua configurar os drivers de vídeo e de som, porém, nas distribuições Linux mais modernas, toda a
parte multimídia do hardware é configurada automaticamente, no ato da instalação.
Diferente do Windows e do Mac OS, o Linux não tem um reprodutor universal de mídia. Por isso, há necessidade de
programas diferentes para reproduzir áudio, vídeo e música MIDI. Para ouvir músicas, existe no Linux o Amarok,
que já vem pré-instalado no KDE, e que tem os mesmos recursos dos tocadores de áudio em geral: é possível montar
playlists e ouvir música a partir do CD.
Para vídeos, existem dois programas: o Kaffeine e o Totem. Ambos os programas têm suporte total à maioria dos
codecs do mercado, o que inclui o Windows Media, o Real Media e o DivX. Algumas vezes pode existir problemas
para abrir vídeos no formato Windows Media vinculados diretamente na página, por isso recomendamos a instalação
da extensão Media Player Connectivity, no Firefox. Essa extensão fará com que os vídeos sejam reproduzidos numa
janela à parte, do Kaffeine ou do Totem.
MIDI
Usado várias vezes no passado, quando ainda não era tão acessível o formato MP3, o MIDI ainda hoje é bastante útil
para aqueles que trabalham com músicas, tais como compositores e arranjistas. Para quem não conhece, o MIDI é
uma espécie de linguagem que serve para emular instrumentos musicais no computador. São arquivos que não
contém música, e sim a partitura da música, que é interpretada pelo computador e transformada em áudio. Para
executar música MIDI é necessário ter um sintetizador instalado. Embora muitas placas de áudio já venham com
suporte ao sintetizador, pode ser uma tarefa um pouco difícil fazê-la funcionar no Linux. Para tanto, o Linux tem um
software que emula um sintetizador: trata-se do Timidity++. Os arquivos MIDI poderão ser abertos com esse
programa e executarão a música normalmente. Se o Timidity++ não está pré-instalado na sua distribuição, você pode
baixá-lo através dos repositórios.
Para escrever partituras, existe um programa, também disponível em todos os repositórios, chamado Rosegarden.
Trata-se de um programa com muitos recursos, comparável aos equivalentes comerciais para Windows como o
Finale, e que inclusive permite a exportação das partituras para o formato PDF, lido pelo Acrobat Reader. A
decepção do usuário pode aparecer quando aparece a tela para escrever as notas musicais e nenhum áudio é
reproduzido quando inserimos as notas. Para contornar o problema, é preciso fazer o TiMidity++ se conectar ao
Rosegarden. O procedimento para isso pode variar de uma distribuição para outra. No Mandriva Linux, o
procedimento é o seguinte:
1.1. Abrir o Konsole;
2. Digitar no terminal o seguinte comando: timidity -s 44100 -B 32,8 -f -m 3000 -EFchorus=2 -EFreverb=2 -Os -p
256 -j -U -iA;
3.3. Iniciar o Rosegarden.
É provável que apareça um aviso apontando uma falha no Jack Server, que é um servidor de áudio para Linux.
Ignore esse aviso e abra a janela de edição de partituras. O áudio passará a funcionar normalmente.
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Instalando programas 47
Instalando programas
Embora a maioria das distribuições já tenham a maior parte dos aplicativos essenciais para uso cotidiano, muitas
vezes é necessário recorrer a instalações de outros programas, desenvolvidos por terceiros.
Instalação de programas
No Linux existem várias formas de se instalar um programa, e isso depende do programa a ser instalado. Ao
contrário do que acontece no Windows e no MacOS, dificilmente um programa para Linux é adquirido
comprando-se na loja, ou instalando em sites externos, como o Tucows, o C-Net, e os brasileiros Baixaki e
Superdownloads. A maioria dos programas em geral também é de código aberto e está disponível no que se chamam
de repositórios oficiais. Cada distribuição tem uma lista de repositórios oficiais, e por isso um programador, quando
vai soltar um programa para Linux, procura enviar para os repositórios das distribuições mais usadas. Distribuições
populares como o Ubuntu, o Fedora e o Mandriva têm mais de 11 mil programas em seus repositórios oficiais, e por
isso raramente um usuário terá problemas para achar um programa para suas necessidades, e muitas vezes mais de
um, já que programadores independentes também enviam aplicativos para os repositórios oficiais.
A instalação de programas, normalmente, deve ser feita pela conta do superusuário (root). As formas de instalar o
programa variam da mais simples (do ponto de vista do usuário) à mais complicada, e normalmente o que uma
instalação mais complicada faz é automatizar o que a instalação mais simples faz.
As formas, ordenadas da mais complicada (do ponto de vista do usuário) para a mais simples são:
\u2022\u2022 baixar o código fonte do programa desejado, compilar, linkar e instalar. Normalmente funciona, mas exige
conhecimentos de programação.
\u2022 baixar o pacote compactado do programa, descompactar, e executar a sequência ./configure; make; make install
(um comando de cada vez, observando erros e avisos). Muitas vezes aqui ocorrem erros chamados de dependency
hell: isto acontece quando, na configuração, são exigidas atualizações de outros pacotes
\u2022 baixar um pacote especial chamado rpm, e instalar usando um comando específico (o comando é rpm). Aqui
também pode ocorrer o dependency hell
\u2022\u2022 utilizar gerenciadores de pacotes rpm, que fazem o teste das dependências. Normalmente, as dependências
conseguem ser resolvidas
\u2022 utilizar algum aplicativo gráfico específico da distribuição. Estes aplicativos gráficos normalmente são acessíveis
a partir do menu gráfico, mas exigem que se entre com a senha do superusuário (root).
Instalação a partir do código fonte
Esta opção é para quem conhece muito as linguagens de programação. Algumas exceções são códigos simples,
normalmente um único arquivo, que pode ser baixado, instalado e já executado: um exemplo é o programa
youtube-dl, que faz o download de vídeos do Youtube, e que é um arquivo python.
Instalação a partir de pacotes compactados
Estes pacotes normalmente são distribuídos em arquivos de extensão .tar.gz ou .tar.bz2.
tar vem de tape archive, e o nome tape mostra que esse formato é da idade em que se gravava backup em fitas
magnéticas.
gz e bz2 são programas que comprimem de forma lossless, usando algoritmos semelhantes ao LZW.
Os arquivos devem ser descompactados e, em vez de serem instalados, serem compilados através de linhas de
comando. Nesse caso, necessariamente o fabricante colocará as instruções de instalação, pois pode variar
drasticamente de um programa para outro.
Instalando programas 48
Instalação a partir do rpm ou deb
rpm é o pacote da distribuição Red Hat, e utilizado por várias outras distribuições. As distribuições baseadas no
Debian, como é o caso do Ubuntu e do Kurumin, usam a extensão .deb.
A instalação é feita baixando-se o rpm (ou deb) desejado, e comandando-se (no caso do rpm) rpm <opções> pacote.
Note-se que muitas vezes isso gera um dependency hell, tornando-se necessário baixar e instalar vários outros rpms
antes do rpm desejado. Para evitar este trabalho, existem os gerenciadores de rpm, o próximo tópico.
Para mais detalhes, ver a documentação do programa rpm na wikipedia