ines da silva moreira
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ines da silva moreira


DisciplinaServiço Social e Terceiro Setor51 materiais1.277 seguidores
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pela humanidade, como também de

demonstrar a força política dos povos organizados.

As ações da Cúpula foram norteadas por três eixos: o primeiro, reforçar

os compromissos políticos em favor do desenvolvimento sustentável; o segundo,

expor um resumo dos avanços e dificuldades associados à sua implementação; e o

terceiro, analisar as respostas aos novos desafios emergentes das sociedades.

Duas questões, estreitamente ligadas, colocam-se no alvo da cúpula: a

primeira é de uma economia verde em prol da sustentabilidade e da erradicação da

pobreza; a segunda é a criação de um marco institucional para o desenvolvimento

sustentável.

Com a vertente de discussão das causas estruturais das crises e de

falsas soluções, o evento tratou os problemas sociais e ambientais chamando

atenção para o poder de interferência das corporações e da iniciativa privada nas

negociações da Rio+20.

Povos do mundo inteiro constataram que a política de mercado proposta

como caminho para solucionar os problemas econômicos e sociais acarretou o que

está acontecendo atualmente, crises com graves consequências: recessão

econômica, desemprego, fome, agravamento da crise ambiental com a

mercantilização dos recursos naturais.

Os países desenvolvidos não cumpriram os acordos de redução das

emissões de gases de efeito estufa, além de não asseguraram os recursos

financeiros e tecnológicos necessários, para que países em desenvolvimento

pudessem ter melhores condições de cumprir seu papel em relação às mudanças

climáticas.

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 Cúpula dos Povos \u2013 Comitê Facilitador da Sociedade Civil Brasileira para a Rio+20 que chama as
organizações da sociedade civil e movimentos sociais e populares de todo o Brasil e do mundo para
participar do processo que culminará na realização, em junho de 2012, do evento autônomo e
plural, provisoriamente denominado Cúpula dos Povos da Rio+20 por Justiça Social e Ambiental,
paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD).
(CÚPULA DOS POVOS, 2013).

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O que houve foi o contrário, ao imporem o cumprimento da lei de

patentes em nível internacional, limitaram a capacidade dos países do mundo de

desenvolver novas tecnologias ambientalmente sustentáveis. Isto demonstra que um

modelo de desenvolvimento apoiado no mercado, tendo o lucro como princípio

fundamental, é incapaz de organizar a vida social em todas as suas dimensões. Ao

final do evento resultou no documento da Declaração Final da Cúpula dos Povos na

Rio+20, que se encontra nos anexos.

No item a seguir, tratar-se-á o modo como essas ações educativas

poderão contribuir para a sustentabilidade, para as causas primárias de problemas

como a degradação humana, ambiental e da pobreza, de forma a favorecer vida

digna a todas as pessoas do mundo. Consideramos de antemão que a educação

ambiental pode gerar mudanças na qualidade de vida, além de melhor conduta

pessoal, harmonia entre seres humanos e destes para com outros seres vivos.

1.3 Ações Educativas e Serviço Social

A educação ambiental sugere mudança de hábitos e atitudes de forma

espontânea, para que esta mudança possa vir de dentro e ocorrer de fato. Ouvem-

se muitos discursos ambientalistas que acabam por chocar as pessoas, com

palavras duras e autoritárias, ao invés de as sensibilizarem.

Educação ambiental vai muito além do que conscientizar sobre o lixo,

reciclagem e datas comemorativas, atingindo a valorização da vida, estimulando o

respeito ao meio em que se vive.

Sabe-se da importância das politicas públicas na educação ambiental,

exigindo esforços tanto do Estado como da sociedade civil, para compreensão e

transformação da realidade. O Estado cumprindo o papel de estabelecer estratégias

e formalizar políticas específicas para integrar todos os setores da sociedade em

torno do bem estar comum.

A questão ambiental ganha destaque na agenda política atual,

sensibilizando particularmente as camadas sociais. A crise ambiental tem acarretado

perdas, sobretudo à economia e às condições de vida das pessoas, e a saúde do

povo em países mais pobres, como o Brasil.

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Com isso faz-se necessário remeter à Constituição Brasileira de 1988, em

que a educação ambiental é incumbência do poder público, que deve promover a

conscientização social para defender o meio ambiente.

Na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, em seus

primeiros cinco artigos trazem em seu bojo diversos princípios garantidos em

direitos fundamentais do ser humano, como segue:

O art. 1º A República Federativa do Brasil, é formado pela união indissolúvel
dos Estados e Municípios e Distrito Federal, constitui-se em Estado
Democrático de Direito e tem como fundamentos: a soberania; a cidadania;
a dignidade da pessoa humana; os valores sociais do trabalho e da livre
iniciativa; o pluralismo político. (BRASIL, 2002, p. 3).

Parágrafo Único: \u201cTodo o poder emana do povo, que o exerce por meio

de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição\u201d.

Artigo. 2º, são Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o
Legislativo, o Executivo e o Judiciário, construir uma sociedade livre, justa e
solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a
marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o
bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e

qualquer outras formas de discriminação.
Art. 3°, Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do
Brasil: construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o
desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir
as desigualdades sociais e regionais e promover o bem de todos, sem
preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de
discriminação.
Artigo 4° a República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações
internacionais pelos seguintes princípios: independência nacional;
prevalência dos direitos humanos; autodeterminação dos povos; não
intervenção ; igualdade entre os Estados; defesa da paz, solução pacífica
dos conflitos; repúdio ao terrorismo e ao racismo, cooperação entre povos
para o progresso da humanidade e concessão de asilo politico. (BRASIL,
2002, p. 3).

Parágrafo Único, \u201cA República Federativa do Brasil buscará a integração

econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à

formação de uma comunidade latino-americana de nações\u201d.

E, em se tratando do meio ambiente:

Capítulo VI artigo 225 da Constituição está escrito que: \u2018Todos tem direito
ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo
essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e á
coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras
gerações.\u2019 (BRASIL, 2002, p. 136).

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No inciso V da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988,

diz que, \u201c[...] deve controlar a produção, a comercialização o emprego de técnicas,

métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o

meio ambiente.\u201d (BRASIL, 2002, p. 137).

Porém, a efetividade e o cumprimento desses dispositivos esbarram na

carência de profissionais capacitados, inclusive a do Serviço Social, para

desenvolver projetos de pesquisa na intervenção, bem como para preparar a

sociedade para a construção de políticas públicas voltadas para a defesa do meio

ambiente, além de programas voltados para uma verdadeira educação

socioambiental.

Assim, tanto a sociedade civil quanto os órgãos públicos devem ser

fortalecidos e incentivados, de forma a legitimar esse processo de