ines da silva moreira
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ines da silva moreira


DisciplinaServiço Social e Terceiro Setor76 materiais1.327 seguidores
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os bolsistas e equipe. 
Reuniões com órgãos públicos e empresas privadas como a Secretaria 
Municipal de Educação, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, DAE, Prefeitura, 
Tecnolight, 3M, garantiram uma maior relevância e projetos tanto socioeducativas 
como de ação. Com as Secretarias Municipais foram realizados ações de educação 
ambiental em escolas e CRAS, assim como projetos conjuntos de coleta de 
materiais recicláveis, como o H2Óleo. O DAE atuou de forma muito participativa nas 
reuniões de acompanhamento do andamento das obras e de conscientização das 
comunidades que serão afetadas por elas; levando funcionários para garantir a 
compreensão de todos e mostrando medidas que a população deve tomar para 
garantir a manutenção das obras. 
Uma aproximação com cooperativas garantiu grupos que ajudam na 
coleta de materiais recicláveis e desenvolvimento deles próprios. Foram 
desenvolvidas com a Cooper Sumaré reuniões de acompanhamento para uma 
melhor estruturação e autogestão, visando melhorar a qualidade de vida dos 
colaboradores. Com os catadores da região Área Cura o trabalho foi de criar uma 
coletividade para criar cadastro e resgatar a identidade do grupo para que eles 
pudessem cooperar entre si. 
No âmbito de capacitação os bolsistas tiveram extenso treinamento e 
prática. O que foi aprendido pode ser aplicado em projetos nos CRAS, como a Horta 
Educativa; o conhecimento deles foi repassado para a comunidade visando uma 
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educação ambiental e alimentar para as famílias afetadas. Eles participaram de 
atividades de recuperação de áreas degradadas e como monitores no Horto para os 
visitantes. Cursos de viveiristas e jardinagem também auxiliam na entrega de 
resultados do projeto e garantem um aprendizado profissional a eles. 
Os bolsistas aplicaram seus conhecimentos em recuperações de áreas 
verdes, atividades de terrário, reflorestamento e horto, visitas técnicas em locais de 
recuperação ambiental e estações de tratamento de esgoto. 
A prefeitura se mostrou presente, fechando projetos como o Carbon 
Control para redução de CO2 liberado pelos prédios público, auxílio aos bolsistas 
para inserção no mercado de trabalho, vice-prefeito participando de reuniões dos 
projetos e auxiliando nos pontos em que a prefeitura ajuda na questão de coleta 
seletiva, além de viabilizar os meios para que eles se concretizem. 
Na apresentação das reuniões socioeducativas foram utilizados métodos 
lúdicos, como teatro, para uma comunicação mais clara. Vale lembrar a presença do 
DAE para mostrar a importância de se tratar o esgoto e qual o papel do cidadão para 
que sejam minimizados os problemas nas estações devido ao descarte indevido de 
dejetos. 
A equipe participou de um curso de Educação Ambiental na UNICAMP e 
contou com participação de externos dentro da realidade do Projeto, trazendo novas 
ideias e abordagens a serem realizadas e implementadas. Também participou da 
Conferência Nacional de Meio Ambiente, o que ajudou a criar contatos e fechar 
parcerias, além de ser parte do projeto para propostas para preservação ambiental. 
Um enfoque foi a articulação do Coletivo Educador. O curso na UNICAMP 
ajudaria nisto; o professor Sandro orientou como funcionaria, sendo ele uma rede 
que sustentaria as ações do Projeto após o encerramento do mesmo. 
Vale ressaltar a avaliação que era passada nas escolas e CRAS que o 
Projeto Semear atuou. O resultado foi que o Projeto é referência em Educação 
Ambiental dentro de Sumaré e muito bem avaliado dentro destes ambientes, sendo 
convidado a fazer novas atividades que se adequem às necessidades e realidade 
dos locais. 
Também em 2010 e 2011, as informações contidas nos relatórios 
mensais que foram encaminhados à Caixa Econômica Federal são coerentes com a 
fala dos sujeitos. No Anexo 1, fornecido pelo Projeto, bem como nos Apêndices B e 
C feitos resumos pela pesquisadora, que foi vivenciado ao longo do ano: 
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4.3 Síntese da Pesquisa 
 
Sintetizando a pesquisa verificou-se que o primeiro eixo examinado nesta 
investigação relaciona-se aos benefícios para a população: se a importância do 
Projeto do Trabalho Técnico Social (PTTS), dentro do PAC em execução atenderam 
às necessidades econômicas e sociais da população no entorno. 
Pela análise das falas, bem como dos relatórios encaminhados para a 
Caixa Econômica Federal, depreende-se que houve ganho considerável à 
população. Confirma integralmente o interesse maior dos PACs, de agregar aos 
projetos o cunho social. 
Ao criar, através dos PTTSs, a ação social envolvendo a população dos 
entornos, torna todo o projeto mais equilibrado, na medida em que podem ter uma 
ideia mais clara da importância de cada projeto, bem como a necessidade de que 
sejam efetivamente utilizados e preservados. Ao mesmo tempo, o envolvimento da 
população torna-os solidários, posto que os leva a entender que são parte do todo. 
Conseguem, deste modo, entender que por se tornarem solidários, acabam 
corresponsáveis e, portanto também partícipes da manutenção da integridade das 
obras e cobradores de eventuais necessidades de reparos e/ou acertos. 
Justamente por entenderem a melhoria que a obra traz, com o reforço das 
ações socioeducativas, faz com que se aproveitem do fato até para terem melhores 
condições de trabalho. Os cursos, a formação dos educadores e a consequente 
ação multiplicadora, permitem uma melhora gradativa e interesse no aprendizado, 
que levam a também melhores condições de trabalho da população dos entornos. 
Também os relatos, relatórios e a observação levam a crer na 
transparência com que os recursos são aplicados, posto que há um efetivo 
acompanhamento de parte do gestor maior dos projetos, a Caixa Econômica 
Federal. 
Efeitos para o meio ambiente: do mesmo modo, observou-se que as 
ações socioeducativas contribuíram para o início e crescimento de preocupação, de 
parte da população do entorno, na manutenção e recuperação do meio ambiente. 
Assim, ao mesmo em que as obras trouxeram água encanada e a coleta e 
tratamento dos esgotos, as ações demonstraram que a preservação da estrutura 
disponível leva a um aumento considerável da qualidade de vida da população. 
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Nada melhor que levar às áreas até então degradadas uma crescente recuperação 
do meio ambiente em si. 
Para tal, as ações junto aos CRASs, junto ao viveiro, junto às escolas e a 
citada ação multiplicadora, tornaram mais factível a manutenção e recuperação 
ambiental. 
Contribuição do Serviço Social: também os relatos dos sujeitos, bem 
como a observação, deixaram clara a contribuição positiva que a participação dos 
assistentes sociais nos projetos. Dotados de uma condição incomum que sua 
formação traz, sua capacidade de entendimento das pessoas e facilidade na 
abordagem criou uma diferença positiva. Integrantes de uma equipe multidisciplinar, 
a importância dos demais profissionais participantes é muito grande também, mas o 
Assistente Social se destaca quando se trata do acolhimento social. 
No entanto, esta capacidade de abordagem, notadamente neste tipo de 
população à margem dos processos de inclusão, imprimiu às ações até uma 
velocidade maior, na medida em que facilitou o acesso às pessoas e o aceite delas 
em se tornarem participantes ativos. 
Observa-se então nesse projeto de Sumaré de que o tripé da 
sustentabilidade está acontecendo. Percebe-se que o social, o econômico e o 
ambiental estão caminhando juntos. 
 
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CONCLUSÃO 
 
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Neste trabalho de pesquisa defende-se a Tese de que o atual modelo de 
desenvolvimento e crescimento econômico gerou desequilíbrios