ines da silva moreira
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ines da silva moreira


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os bolsistas e equipe.

Reuniões com órgãos públicos e empresas privadas como a Secretaria

Municipal de Educação, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, DAE, Prefeitura,

Tecnolight, 3M, garantiram uma maior relevância e projetos tanto socioeducativas

como de ação. Com as Secretarias Municipais foram realizados ações de educação

ambiental em escolas e CRAS, assim como projetos conjuntos de coleta de

materiais recicláveis, como o H2Óleo. O DAE atuou de forma muito participativa nas

reuniões de acompanhamento do andamento das obras e de conscientização das

comunidades que serão afetadas por elas; levando funcionários para garantir a

compreensão de todos e mostrando medidas que a população deve tomar para

garantir a manutenção das obras.

Uma aproximação com cooperativas garantiu grupos que ajudam na

coleta de materiais recicláveis e desenvolvimento deles próprios. Foram

desenvolvidas com a Cooper Sumaré reuniões de acompanhamento para uma

melhor estruturação e autogestão, visando melhorar a qualidade de vida dos

colaboradores. Com os catadores da região Área Cura o trabalho foi de criar uma

coletividade para criar cadastro e resgatar a identidade do grupo para que eles

pudessem cooperar entre si.

No âmbito de capacitação os bolsistas tiveram extenso treinamento e

prática. O que foi aprendido pode ser aplicado em projetos nos CRAS, como a Horta

Educativa; o conhecimento deles foi repassado para a comunidade visando uma

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educação ambiental e alimentar para as famílias afetadas. Eles participaram de

atividades de recuperação de áreas degradadas e como monitores no Horto para os

visitantes. Cursos de viveiristas e jardinagem também auxiliam na entrega de

resultados do projeto e garantem um aprendizado profissional a eles.

Os bolsistas aplicaram seus conhecimentos em recuperações de áreas

verdes, atividades de terrário, reflorestamento e horto, visitas técnicas em locais de

recuperação ambiental e estações de tratamento de esgoto.

A prefeitura se mostrou presente, fechando projetos como o Carbon

Control para redução de CO2 liberado pelos prédios público, auxílio aos bolsistas

para inserção no mercado de trabalho, vice-prefeito participando de reuniões dos

projetos e auxiliando nos pontos em que a prefeitura ajuda na questão de coleta

seletiva, além de viabilizar os meios para que eles se concretizem.

Na apresentação das reuniões socioeducativas foram utilizados métodos

lúdicos, como teatro, para uma comunicação mais clara. Vale lembrar a presença do

DAE para mostrar a importância de se tratar o esgoto e qual o papel do cidadão para

que sejam minimizados os problemas nas estações devido ao descarte indevido de

dejetos.

A equipe participou de um curso de Educação Ambiental na UNICAMP e

contou com participação de externos dentro da realidade do Projeto, trazendo novas

ideias e abordagens a serem realizadas e implementadas. Também participou da

Conferência Nacional de Meio Ambiente, o que ajudou a criar contatos e fechar

parcerias, além de ser parte do projeto para propostas para preservação ambiental.

Um enfoque foi a articulação do Coletivo Educador. O curso na UNICAMP

ajudaria nisto; o professor Sandro orientou como funcionaria, sendo ele uma rede

que sustentaria as ações do Projeto após o encerramento do mesmo.

Vale ressaltar a avaliação que era passada nas escolas e CRAS que o

Projeto Semear atuou. O resultado foi que o Projeto é referência em Educação

Ambiental dentro de Sumaré e muito bem avaliado dentro destes ambientes, sendo

convidado a fazer novas atividades que se adequem às necessidades e realidade

dos locais.

Também em 2010 e 2011, as informações contidas nos relatórios

mensais que foram encaminhados à Caixa Econômica Federal são coerentes com a

fala dos sujeitos. No Anexo 1, fornecido pelo Projeto, bem como nos Apêndices B e

C feitos resumos pela pesquisadora, que foi vivenciado ao longo do ano:

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4.3 Síntese da Pesquisa

Sintetizando a pesquisa verificou-se que o primeiro eixo examinado nesta

investigação relaciona-se aos benefícios para a população: se a importância do

Projeto do Trabalho Técnico Social (PTTS), dentro do PAC em execução atenderam

às necessidades econômicas e sociais da população no entorno.

Pela análise das falas, bem como dos relatórios encaminhados para a

Caixa Econômica Federal, depreende-se que houve ganho considerável à

população. Confirma integralmente o interesse maior dos PACs, de agregar aos

projetos o cunho social.

Ao criar, através dos PTTSs, a ação social envolvendo a população dos

entornos, torna todo o projeto mais equilibrado, na medida em que podem ter uma

ideia mais clara da importância de cada projeto, bem como a necessidade de que

sejam efetivamente utilizados e preservados. Ao mesmo tempo, o envolvimento da

população torna-os solidários, posto que os leva a entender que são parte do todo.

Conseguem, deste modo, entender que por se tornarem solidários, acabam

corresponsáveis e, portanto também partícipes da manutenção da integridade das

obras e cobradores de eventuais necessidades de reparos e/ou acertos.

Justamente por entenderem a melhoria que a obra traz, com o reforço das

ações socioeducativas, faz com que se aproveitem do fato até para terem melhores

condições de trabalho. Os cursos, a formação dos educadores e a consequente

ação multiplicadora, permitem uma melhora gradativa e interesse no aprendizado,

que levam a também melhores condições de trabalho da população dos entornos.

Também os relatos, relatórios e a observação levam a crer na

transparência com que os recursos são aplicados, posto que há um efetivo

acompanhamento de parte do gestor maior dos projetos, a Caixa Econômica

Federal.

Efeitos para o meio ambiente: do mesmo modo, observou-se que as

ações socioeducativas contribuíram para o início e crescimento de preocupação, de

parte da população do entorno, na manutenção e recuperação do meio ambiente.

Assim, ao mesmo em que as obras trouxeram água encanada e a coleta e

tratamento dos esgotos, as ações demonstraram que a preservação da estrutura

disponível leva a um aumento considerável da qualidade de vida da população.

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Nada melhor que levar às áreas até então degradadas uma crescente recuperação

do meio ambiente em si.

Para tal, as ações junto aos CRASs, junto ao viveiro, junto às escolas e a

citada ação multiplicadora, tornaram mais factível a manutenção e recuperação

ambiental.

Contribuição do Serviço Social: também os relatos dos sujeitos, bem

como a observação, deixaram clara a contribuição positiva que a participação dos

assistentes sociais nos projetos. Dotados de uma condição incomum que sua

formação traz, sua capacidade de entendimento das pessoas e facilidade na

abordagem criou uma diferença positiva. Integrantes de uma equipe multidisciplinar,

a importância dos demais profissionais participantes é muito grande também, mas o

Assistente Social se destaca quando se trata do acolhimento social.

No entanto, esta capacidade de abordagem, notadamente neste tipo de

população à margem dos processos de inclusão, imprimiu às ações até uma

velocidade maior, na medida em que facilitou o acesso às pessoas e o aceite delas

em se tornarem participantes ativos.

Observa-se então nesse projeto de Sumaré de que o tripé da

sustentabilidade está acontecendo. Percebe-se que o social, o econômico e o

ambiental estão caminhando juntos.

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CONCLUSÃO

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Neste trabalho de pesquisa defende-se a Tese de que o atual modelo de

desenvolvimento e crescimento econômico gerou desequilíbrios