Estratégias de Empresas Contábeis
76 pág.

Estratégias de Empresas Contábeis


DisciplinaProjeto Integrador928 materiais2.850 seguidores
Pré-visualização17 páginas
(1998, p.454), as principais técnicas de análise das 
demonstrações financeiras são: 
\uf0b7 Indicadores financeiros e econômicos; 
\uf0b7 Análise horizontal e vertical; 
\uf0b7 Margem de contribuição, ponto de equilíbrio e alavancagem 
operacional. 
2.1.1 Índices financeiros e econômicos 
Os principais índices atualmente praticados são: 
a) Índices de liquidez: segundo Marion (1998, p.456), \u201cSão utilizados para 
avaliar a capacidade de pagamento da empresa, isto é, constituem uma apreciação 
Descrição Contabilidade Financeira Contabilidade Gerencial
Público-alvo Externo: acionistas, credores,
autoridades fiscais
Interno: Funcionários, gerentes e
executivos
Objetivo Reportar o desempenho passado com
finalidades externas; contratos com
proprietários e credores.
Informar para tomada de decisões
internas feitas por empregados,
gestores e executivos: feedback e 
controle do desempenho das
operações
Temporalidade Histórica; passada. Corrente; orientada p/ o futuro
Restrições Reguladas: regras direcionadas por
princípios gerais aceitos pela
contabilidade e por autoridades
governamentais.
Sem regras estabelecidas: sistemas e
informações determinadas por
gerentes para encontro de
necessidades estratégicas e
operacionais
Tipo de informação Medidas financeiras somente Financeiras mais medidas operacionais
e físicas sobre processos, tecnologias,
fornecedores, clientes e competidores.
Natureza da informação Objetiva, auditável, confiável,
consistente, precisa.
Mais subjetiva e de juízos; válidas,
relevantes, acuradas.
Escopo Altamente agregado; relatórios sobre a
organização inteira.
Desagregado, de informação à ações e
decisões locais.
28 
sobre se a empresa tem capacidade para saldar seus compromissos.\u201d 
\uf0b7 Índice de liquidez corrente (ILC): mostra a capacidade de pagamento da 
empresa a curto prazo. 
\uf0b7 Índice de liquidez seca (ILS): mostra a capacidade de pagamento da empresa 
a curto prazo sem considerar os seus estoques. 
\uf0b7 Índice de liquidez geral (ILG): mostra a capacidade de pagamento da 
empresa a longo prazo, considerando tudo que a empresa converterá em 
dinheiro, e relacionando com tudo o que a empresa já assumiu como dívida. 
\uf0b7 Índice de liquidez imediata (ILI): mostra a capacidade disponível imediata de 
pagamento da empresa à curto prazo. 
 
Figura 1: Índices de liquidez \u2013 Fórmulas 
 
Fonte: Adaptado de Marion (1998, p.456 - 463) 
 
b) Índices de endividamento: segundo Marion (1998, p.464), \u201cÉ por meio 
desses indicadores que apreciaremos o nível de endividamento da empresa.\u201d 
\uf0b7 Índice de endividamento geral (IEV): mostra o endividamento da empresa em 
relação ao passivo total, inclusive o Patrimônio Líquido. 
\uf0b7 Composição do endividamento: mostra o endividamento baseado em capital 
de terceiros, e o endividamento baseado em capital próprio. 
29 
Figura 2: Índices de endividamento \u2013 Fórmulas 
 
Fonte: Adaptado de Marion (1998, p. 466) 
 
c) Índices de atividade: determina o ciclo operacional da atividade, 
mostrando a relação entre o prazo de recebimento de vendas e o prazo de 
pagamento de dívidas para renovar o seu estoque. 
\uf0b7 Prazo médio de renovação do estoque: ou giro dos estoques, é o tempo 
decorrido entre a compra e a venda das mercadorias. 
\uf0b7 Prazo médio de recebimento de contas a receber: O prazo médio de 
recebimentos retrata quanto tempo a empresa leva para receber dos clientes, 
indicando o tempo decorrido entre a venda e o efetivo ingresso dos recursos. 
Deve-se ressaltar que no montante de clientes deverão estar contidos os 
créditos de curto e longo prazo. 
\uf0b7 Prazo médio de pagamento de contas a pagar: indica quanto tempo a 
empresa leva para pagar aos fornecedores suas obrigações decorrentes das 
compras de matérias-primas ou mercadorias. 
\uf0b7 Ciclo Financeiro: mostra a diferença entre o prazo médio de recebimento e o 
prazo médio de pagamento. Com esse índice, pode-se verificar como o fluxo 
de caixa se modifica ao longo do tempo. 
\uf0b7 Ciclo operacional: indica o período decorrido entre a compra da mercadoria 
ou matéria-prima e o recebimento efetivo referente às vendas efetuadas. 
 
30 
Figura 3: Índices de atividades \u2013 Fórmulas 
 
Fonte: Adaptado de Marion (1998, p. 470) 
 
d) Índices de rentabilidade: procuram evidenciar qual foi a rentabilidade dos 
capitais investidos, ou seja, o resultado das operações realizadas por uma 
organização, por isso, preocupam-se com a situação econômica da firma. 
\uf0b7 Margem operacional: evidencia qual foi o retorno que a empresa obteve frente 
ao que conseguiu gerar de receitas. Em outras palavras: quanto o que sobrou 
para a empresa representa sobre o volume faturado. 
\uf0b7 Rentabilidade do ativo: A rentabilidade do ativo é calculada quando se deseja 
ter uma idéia da lucratividade, como um todo, do empreendimento, venham 
de onde vierem os recursos, admitindo-se as aplicações realizadas. 
\uf0b7 Rentabilidade do Patrimônio Líquido: permite saber quanto a administração, 
através do uso dos ativos, obteve de rendimento com a respectiva estrutura 
de despesas financeiras, considerando-se o nível de relacionamento 
percentual entre o capital próprio e o de terceiros. Em última instância: 
evidencia qual a taxa de rendimento do Capital Próprio. 
\uf0b7 Giro do ativo: Demonstra quantas vezes o ativo girou como resultado ou 
efeito das vendas ou quanto a empresa vendeu para cada $ 1,00 de 
investimento total. 
 
31 
Figura 4: Índices de rentabilidade \u2013 Fórmulas 
 
Fonte: Adaptado de Marion (1998, p. 473) 
2.1.2 Análise horizontal e vertical 
Análises verticais são aquelas que indicam a percentagem de um 
determinado item do ativo, ou do passivo, em relação aos seus respectivos 
montantes totais. Segundo Marion (1998, p. 481), as análises verticais são 
completas quando elaboradas simultaneamente em dois ou mais períodos. Um 
exemplo é a relação entre o ativo circulante sobre o ativo total. 
Análise horizontal, segundo Marion (1998, p. 483), é a observação de um 
índice ou valor ao longo do tempo. Portanto, só pode ser determinada com dados de 
pelo menos dois períodos. Através desta análise pode-se estudar a evolução do 
desempenho financeiro e econômico da empresa ao longo do tempo. Analisando o 
desempenho de cada índice e valor ao longo de períodos passados, e, considerando 
o significado financeiro e econômico de cada item, pode-se traçar planos de ação 
para se alcançar os objetivos previamente determinados. Como Marion (1998, 
p.488) afirma, \u201cBaseando-se em dados ocorridos até o momento, é possível que se 
tenha uma ideia do que pode ocorrer no futuro.\u201d 
 
32 
2.1.3 O estudo da alavancagem operacional 
Margem de Contribuição: Valor das Vendas, menos o Custo das Mercadorias 
Vendidas, menos as Despesas Variáveis (Impostos, Comissões). De acordo com 
Martins (2003, p.128), 
[...] conceito de Margem de Contribuição por Unidade, que é a diferença entre o 
preço de venda e o Custo Variável de cada produto; é o valor que cada unidade 
efetivamente traz à empresa de sobra entre sua receita e o custo que de fato 
provocou e que lhe pode ser imputado sem erro. 
No entanto, o mesmo autor afirma em sua mesma obra (p.130 e p.133), 
[...]o conceito de Margem de Contribuição é um pouco mais amplo do que o 
comentado anteriormente, já que é a diferença entre a Receita e a soma de 
Custos e Despesas Variáveis, e não apenas entre receita e custos variáveis. E 
deve-se lembrar, também, que a receita a considerar deve ser a líquida, isto é, já 
deduzidos os tributos incidentes sobre ela. [\u2026] A Margem de Contribuição, 
conceituada como diferença entre Receita e soma de Custo e Despesa Variáveis, 
tem a faculdade de tomar bem mais